Invictus vale a pena

Hoje foi a vez de Invictus, do grande Clint Eastwood. Curti. Bom, admito que tem vários momentos meio clichês, daquelas cenas feitas claramente pra emocionar, mas e daí? Eu gosto às vezes, tá.

A verdade é que a fórmula não tinha como dar errado, a menos que o argumento fosse jogado no lixo. Evidentemente, Clint não fez isso. Esporte sempre mexe com as pessoas, se bem trabalhado. E a história de Nelson Mandela é um roteiro pronto, perfeita.

Enfim, o bacana é ver a cultura dos povos através do esporte. O rugby nunca me disse nada de especial, mas, apesar de não ser o esporte número 1 do povo sul-africano – pelo menos é o que o filme mostra -, levou mais de 60 mil pessoas ao estádio na final da Copa do Mundo. E mais que isso, serviu como uma forma de unir brancos e negros em uma só vontade, coisa impensada no país do apartheid.

O esporte tem esse poder de mobilizar pessoas. O futebol funciona assim no Brasil. Mas ele pode ser usado pra objetivos bem diversos. A Copa de 70, por exemplo, serviu como uma espécie de ópio do povo, e foi bem útil para a ditadura militar, que buscava esconder seus excessos – tortura, morte, exílio. Mas na África do Sul, um país em muitos aspectos tão parecido com o Brasil, o esporte foi bem direcionado pro bem.

Mandela percebeu o poder do rugby pra unir um país dividido. E usou habilmente esse poder. Aliás, a biografia desse líder é algo que merece uma menção especial. O cara passou 30 anos na cadeia, saiu de lá, virou presidente e não usou o poder que conquistou para a vingança. Ele percebeu que se fizesse um governo só para os negros estabeleceria um apartheid ao contrário. Além de desestabilizar politicamente o país, causar um rebuliço gigante e possivelmente perder a oportunidade de implementar melhorias e um governo voltado para o social.

Então, voltando a Invictus, o filme é bacana porque faz pensar nisso tudo. E ainda tem aqueles momentos de arrepiar os espectadores no cinema. Ah, eu gosto mesmo.

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Invictus vale a pena

5 comentários sobre “Invictus vale a pena

  1. Baita filme mesmo. Mesmo sem que eu entenda muito de rugby – só sei que “gol” chutado vale três pontos, o chamado “try”.

    Quanto ao Mandela, assino embaixo de tudo o que tu escreveste. Foi um verdadeiro estadista, frustrando os mais reacionários, que contavam com um governo desastroso dele para “justificarem” a volta do apartheid. Felizmente, isso não aconteceu.

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