As árvores da Praça da Alfândega: o que é história?

Imagino que não haja dúvidas de que precisamos preservar a nossa história. Espero que não haja, aliás. O que pode gerar divergências é a definição do que é a nossa história. A Prefeitura de Porto Alegre decidiu reconstruir a mais importante praça da cidade em busca da tal história. Em função disso, cortou 38 árvores, algumas com mais de 30 anos.

Mais de 30 anos… Já não faziam parte da história da Praça da Alfândega? Não sei muito bem quem define que até, sei lá, 50 anos atrás era história e, como tal, é mais bacana do que é hoje. A história é feita justamente da construção, da evolução das pessoas, dos pensamentos, das cidades. Ela não é estática. É movimento. Os últimos 30 anos também fazem parte da história da praça. Alguém me consultou se eu queria que tirassem as árvores de lá por não serem tão antigas quanto os bancos? Hmm, não que eu lembre.

Insisto que temos que preservar a história da cidade, sim. Mas temos que lembrar que hoje estamos construindo essa história. De uma cidade viva, que nasce e cresce a cada dia. Temos que controlar para que isso seja feito de um jeito saudável, não de forma desenfreada, mas preservar a história é valorizar todo o trajeto até o agora, avaliando o que nasceu do crescimento natural da cidade, lutando contra aquilo que lhe foi imposto, apenas.

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