Eleições gaúchas não devem ter surpresas dessa vez

Esse ano, pela primeira vez em muito tempo, o eleitor gaúcho não vai ter muito como escapar das duas opções principais que se apresentam na disputa ao governo do Rio Grande do Sul. Tarso Genro pelo PT e José Fogaça pelo PMDB correm com vantagem na maratona eleitoral.

Vejamos as outras opções:

Yeda Crusius (PSDB), a se confirmar minha teoria de que gaúcho não reelege o mesmo partido no governo do Estado (um eterno insatisfeito), ela está fora da disputa. Colabora para isso a incompetência política que a levou a um índice de rejeição absurdo. Aliás, merece os parabéns por ter conseguido a façanha.

Luis Augusto Lara (PTB) é o que preocuparia um pouco, mas não é certo ainda que participe da briga. O PTB ainda é disputado por PT e PMDB. De qualquer forma, Lara é fraquinho e não tem cacife para chegar ao Piratini. Pode-se argumentar que Yeda também era em 2006 e se elegeu, mas, bem ou mal, ela tem um partido nacionalmente forte que a sustenta, embora no RS o PSDB não seja tão expressivo. Espero não morder a língua.

Pedro Ruas (PSOL) é aquela coisa, acaba sendo tachado como nanico. Mesmo que a mídia deixasse e não o retratasse sempre como um louco sem chances que está ali só pra atrapalhar, não teria chance com a classe média alienada/conservadora que tem calafrios ao ouvir a palavra “esquerda”.

Os outros nomes são pequenos demais para causar qualquer mudança no cenário. Não que não devam existir, mas não influenciam na análise em questão.

Uma boa análise sobre o tema, de Paulo Cezar da Rosa, está aqui.

Eleições gaúchas não devem ter surpresas dessa vez

3 comentários sobre “Eleições gaúchas não devem ter surpresas dessa vez

  1. Rodrigo M. disse:

    A eleição com essa “dicotomia” entre dois candidatos coloca uma questão em evidência. A estrutura. E nessa, Fogaça está à frente. A coligação do peemedebista tem quase 250 prefeitos e 2,5 mil vereadores entre seus apoiadores. Já Tarso tem que rodar o RS com a adesão de apenas 70 prefeitos e 650 vereadores. Isso já somados os espólios eleitorais do PCdoB e do PSB. Na prática, não representa nada. Tudo será decidido mesmo nas urnas, em outubro. Até lá, só resta esperar. Abraço,

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    1. Rodrigo, teu comentário me lembrou uma matéria da Zero Hora que li semana passada. Ela listava o número de prefeitos, de vereadores, de filiados, de tudo, de cada coligação que concorre ao governo do estado. A coisa era tão burocrática que era um monte de números que não diziam qual seu significado, qual sua importância política.

      Quer dizer, o importante para se eleger um governador deveria ser seu projeto político, certo? Se na prática a coisa não é bem assim, o jornal poderia ter proposto uma discussão, ter refletido sobre como funciona o processo todo, ter aprofundado.

      Os números soltos assim não dizem nada. Concordo contigo, tudo será decidido mesmo nas urnas. Vai ser apertado.

      O link pra matéria da Zero: http://is.gd/cn9oW

      Abraço

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