Inação de Fogaça ultrapassa as fronteiras do ridículo

Tudo bem que imparcialidade denota um certo posicionamento. Mas um posicionamento que demonstra muito mais inação do que ação, extrema passividade diante dos fatos. Ou até omissão. Ou rabo preso.

Agora, um candidato a governador chegar a afirmar que “Imparcialidade ativa não é uma posição em cima do muro” é uma postura, daí sim, extremamente, escancaradamente defensiva. De quem não quer se comprometer, exatamente o contrário do que ele diz. Um medroso. Ou, em último caso, alguém que não tem opção, que não se identifica com nada, um rejeitado (até a cara na foto é de coitadinho). Pois está lá, na Zero Hora, e quem disse foi o candidato mais “deixa a vida me levar” de todos, José Fogaça (PMDB).E que teve a cara de pau de afirmar que a imparcialidade, ou seja, ficar esperando, é uma postura proativa.

Mas encaixa bem no perfil dele. Por mais que nesse momento ele esteja adotando esse discurso porque seu partido não se decide frente ao apoio no nível federal (realmente, difícil decidir entre as duas pontas opostas de uma corda para puxar), sua postura durante toda sua vida política foi de inação. Em seis anos de prefeitura, seu feito mais significativo foi convencer as pessoas de que levantando a mão elas garantem o direito de atravessar a rua nas faixas de pedestres. Direito que deveria ser garantido por fiscalização municipal, diga-se de passagem. Isso se a pessoa conseguir chegar até a faixa. O cuidado é não encostar em nenhuma parada de ônibus eletrificada esquecida pela administração.

Mas assim foi seu governo, e assim será sua campanha, suponho. Atitudes de algum impacto, mas vazias de conteúdo. Fogaça elegeu-se prefeito dizendo apenas que manteria o que estava bom e mudaria o que não estava. Proposta zero. Conteúdo nenhum. Manteve-se na prefeitura sem chamar a atenção. Em um estado que vivia uma situação quase de guerra, armada pelos meios de comunicação, que opunham o bem (qualquer um) contra o mal (PT), mostrar-se neutro, paz e amor, podia ser positivo. Mas agora já não é. Um dia a falta de conteúdo cansa e aparece de forma mais forte. Torna-se um incômodo.

Inação de Fogaça ultrapassa as fronteiras do ridículo

2 comentários sobre “Inação de Fogaça ultrapassa as fronteiras do ridículo

  1. Jaime Rodrigues disse:

    Esta “formulação” é filosofia nova, literatura do impacto delirante, “doidera”, insegurança, defesa sem rumo, rumo sem defesa, afinal qual é o final desta falta de fim?

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