Sul 21 acerta em cheio no conteúdo e na sua concepção


O destaque de hoje do Jornal Sul 21 está especial de bom. A matéria, assinada por Clarissa Pont, relata a briga, que já leva anos, para reativar o cinema Capitólio e transformá-lo em uma cinemateca. Com tantas idas e vindas, o projeto já é quase lendário. Vários atores estão envolvidos no processo. E Clarissa ouviu todos.

A matéria principal é comprida, é verdade. Mas o tema foi sendo ampliado, se tornando uma grande reportagem colaborativa ao longo do dia. O relato de Flávio Aguiar, por exemplo, foi incorporado depois que ele leu o texto de Clarissa e enviou suas sensações sobre o tema. Logo foi linkado ao texto principal, como uma espécie de retranca, um plus.

Aliás, colaborativa é uma palavra boa para descrever a reportagem. Quando abri o site pela manhã, antes de ler o texto, fiquei positivamente surpresa com a pauta. Gostei muito da ideia de buscar descobrir o que está acontecendo com um projeto bacana, mas parado. No almoço, encontrei a Clarissa e perguntei de quem foi a ideia. A resposta fortaleceu uma reflexão que venho fazendo com frequência: a sugestão foi de um leitor. Pelo Twitter.

O jornalismo está ficando cada vez mais interativo, e aprender a lidar com isso é um desafio, mas que pode enriquecer muito o trabalho. Sabendo lidar, enfatizo. E o Sul 21 soube, ao menos dessa vez. Ou seja, além da boa execução, todo o processo de produção da notícia, desde o seu surgimento, merece os parabéns.

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– Para quem quiser saber, o leitor que sugeriu foi @thiagoamoraes, como o @jornalsul21 bem creditou.

– As fotos são de Eduardo Seidl (@fototaxia), que, não canso de repetir, é um baita fotógrafo.

Sul 21 acerta em cheio no conteúdo e na sua concepção

3 comentários sobre “Sul 21 acerta em cheio no conteúdo e na sua concepção

  1. Jsime Rodrigues disse:

    Ocorre que a administração atual não está simplesmente abandonando a cidade de Porto Alegre. Na verdade é um jogo político de desmoralizar a população e a nossa amada área de encontro, circulação, olhar das pessoas e espaços de cinemas ou locais de recordar nossos locais de namoro, amizades. Eu me lembro de uma noite em que meus pais sairam. Eu me rearumei e sai também para ir ao Marabá (outro cinema). Os velhos chegaram mais cedo e me “pegaram” lá. Foram queridos e nós ríamos durante muito tempo. Agora está difícil de recordar disto tudo, de mim mesmo. Mas eu não vou me dobrar. Quero o Capitólio ora bolas. E não aceito conversa mole.

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