São Paulo, megacidade em movimento

O que é São Paulo? Na introdução do livro de crônicas sobra a cidade mais maluca do país, organizado em 2004 em homenagem aos seus 450 anos (São Paulo, 450. Organizado por Oscar Pilagallo. Publifolha), Marcelo Coelho não consegue descrevê-la. Não por incompetência, o prefácio é ótimo e dá bem a noção do que é essa megacidade. Acontece que essa cidade é grande e múltipla demais para algumas linhas dizerem o que ela é. Isso que, além de sociólogo, cronista, blogueiro, escritor etc. e tal, ele é paulistano.

Mas sabe que a sua cidade não é a mesma que em 1800 realizava touradas na Praça da República. Ou a que viu emergir uma revolução em 1932. Uma cidade que se transforma a cada dia. Como, na verdade, acontece com todas, mas de forma mais forte e marcante com uma capital tão heterogênea, que abriga tantos e tão diversos tipos.

São Paulo é o retrato perfeito do que o Boaventura de Sousa Santos chama de espaço-tempo. Uma cidade cujas ruas históricas fazem sentido para determinadas pessoas em épocas específicas, mas que na geração seguinte não têm mais significado. As ruas que têm história passam a ser outras.

São Paulo é um exemplo de vida. Das mudanças constantes, da evolução, da beleza da novidade cotidiana. Um espaço-tempo, retomando Boaventura, de sofrimento e de esperança. De morte e de resistência. Um constante e múltiplo movimento.

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