Nossos blogs não são pagos

Ainda na onda do #blogprog, alguns comentários merecem ser feitos.

Primeiro, sobre a apresentação de Túlio Vianna, advogado. A ideia era mostrar como se proteger de processos judiciais. De problemas. Foi uma ótima aula, bem didática e útil. Em seu blog, ele explica tudo bonitinho para quem quiser saber mais ou não teve como ver ao vivo. O negócio é que os blogs podem ser responsabilizados de duas formas. Se a responsabilidade é civil, pode ser por dano intencional ou de forma culposa, e daí pode dar multa ou outra punição do gênero. A responsabilidade penal é mais séria, sempre dolosa, e teoricamente pode dar até cadeia. São quase sempre as mesmas três ações que levam a processos penais: injúria (ofender, tipo alguém chamar um blogueiro de sujo), calúnia (atribuir um crime a alguém sem provas) ou difamação (acusar de algo imoral, mas não ilegal, que ataca a ética).

E atenção, nós somos responsáveis pelo que está na caixa de comentários, porque autorizamos, mesmo que a autorização seja automática. É uma baita sacanagem, ainda que a responsabilidade seja civil, culposa. Se eu recusar um comentário, certamente serei acusada de censura. Se eu autorizo, mesmo que não concorde com o conteúdo, posso ser processada.

Blogueiros normalmente são pessoas com uma estrutura pequena, sem muita grana. Um processo pode trazer grandes transtornos, mesmo que no final o cara seja inocentado. Uma forma de driblar o processo é a união. Se vários blogs publicarem o mesmo conteúdo, fica bem mais difícil processar.

Fugindo um pouco da parte burocrática, Túlio brincou que a dor de cotovelo da direita é que o pessoal não entende, eles se incomodam muito pelo fato de alguém criar um blog para defender o governo, para defender um projeto, sem ser ganhar nada com isso. Afinal, os blogs deles são todos pagos.

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A Maria Frô fez uma apresentação sobre Twitter. Porque as redes sociais impulsionam os blogs, saber utilizá-las é fundamental. Por exemplo, a campanha contra a Ditabranda da Folha foi construída no Twitter e se conseguiu jogá-la pra fora do Brasil – porque aqui a imprensa não dava. Sua apresentação sobre como usar a ferramenta, partes mais técnicas e estatísticas bem interessantes estão em seu blog.

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Luiz Carlos Azenha chegou para a mesa de que participaria com uma maleta. Lá pelas tantas comentou: “imagina quanto o Chateaubriand gastou para montar uma TV lá nos anos 50; o Roberto Marinho teve que ir à Time-Life e apoiar uma ditadura militar. Hoje eu carrego dentro dessa mala, por menos de 10 mil reais, uma TV, um rádio, um jornal, internet”.

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Vale também o registro das presenças de José de Abreu – vestido com uma camiseta da Dilma, muito louco xingando o Serra e defendendo a blogosfera – e do ministro das Relações Institucionais e grande tuiteiro, Alexandre Padilha.

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