Aécio se desvincula da derrotada candidatura tucana

Não importa que Aécio tenha desmentido a si próprio. Ele disse que sairá do PSDB, mas pega mal sustentar essa declaração enquanto ainda está no partido e concorre a uma importante vaga de senador pela sigla. Mas ele é esperto, demais até, e deixou claro que ele não faz parte dessa candidatura furada que cada dia afunda mais. Ele é do PSDB mineiro, um partido à parte, que, por ser tão à parte, deve deixar de sê-lo.

Aécio está quilômetros-luz à frente de Serra. Se fosse o candidato do partido à Presidência, dificilmente se elegeria, mas talvez levasse o pleito para o segundo turno, o que o tucano mais veterano não consegue, por mais que tente e que tenha respaldo midiático (só para constar: Emir Sader, no Twitter, lembrou que a rejeição de FHC ao fim de seus oito anos de mandato chegava a 50,9%, com a imprensa ajudando, enquanto a de Lula, com a mídia contra, vai a 4%).

O que fica dessa história é que Aécio ainda é tucano (porque precisa, no meio das eleições), mas se desvincula do tucanato golpista e derrotado que a cada dia perde mais alguns pontinhos no espaço político brasileiro. Que vai levar o governo de São Paulo, mas que vai amargar uma derrota histórica na política nacional, murchando, resumindo-se a um quase nada.

Aécio, assim, abre espaço para projetar o seu futuro. Agora ele dá pulinhos de satisfação ao ver a candidatura Serra naufragar. Sabe que suas pretensões vão bem além, que é jovem, carismático e tem um potencial eleitoral gigante. Mas tem que tomar cuidado. Seu potencial pode ser enorme, mas não é como o de Lula. Se o petista quiser voltar ao Planalto daqui a quatro anos, não há Aécio que o segure.

Aécio se desvincula da derrotada candidatura tucana

Um comentário sobre “Aécio se desvincula da derrotada candidatura tucana

  1. Tenho essa mesma impressão, Cristina.
    Mas vou um pouco além.
    Aécio tem um projeto pessoal de poder. Se partir para a criação de um novo partido, reforça esse sentido. Melhor seria aderir a um partido já existente, como o PSB, já que tem proximidade com Ciro e Eduardo Campos. O negócio é o PSB ter um programa e projeto claro capaz de fazer frente aos anseios pessoais de Aécio.
    Pode ir também pelo PMDB, pelas ligações históricas que tem por lá. Aí, vai concorrer com os caciques regionais e a briga vai ser boa. Agora, se Lula voltar em 2014, qualquer outro nome terá chance apenas em 2022.

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