A repercussão de um factoide

Quando os jornais lançam ou catapultam denúncias contra a candidata governista Dilma Rousseff, eles já vêm com um comentário embutido sobre o quanto a denúncia pode afetar a sua candidatura. Aparentemente isenta, essa observação questiona a repercussão do fato (ou factoide) na corrida presidencial e acaba criando uma expectativa de que vá influenciar negativamente nos índices de Dilma nas pesquisas. No fim das contas, acaba que o que repercute é a expectativa, não o fato.

Explico melhor. Diante de tantos comentários de que Dilma vai cair, o eleitor até acredita. Ele nem sabe de que se trata a denúncia concretamente, mas sabe que é algo tão grave que pode declinar uma candidatura forte como a de Dilma. A interpretação mais lógica é que a coisa é séria, então é melhor talvez votar em outra pessoa. Toda essa repercussão se dá sem que as pessoas entendam a denúncia e antes de a denúncia derrubar os índices nas pesquisas.

Esse ano, a onda denuncista não está fazendo nem cócegas. A diferença é que talvez Dilma estivesse subindo ainda mais sem esses factoides. Mas cair ela não cai.

Mas o fato de a estratégia não ter funcionado não anula a má fé que a gerou. Afinal, a tentativa era de criar uma imagem negativa em torno da candidata governista e do PT capaz de a levar a um segundo turno. Isso sem nenhum fato concreto que a comprometa.

A repercussão de um factoide

3 comentários sobre “A repercussão de um factoide

  1. luizmullerpt disse:

    O manual da Imprensa Nazista do Goebels explicava direitinho este negócio de repetir várias vezes uma mentira para se transformar em verdade. Mas hoje a Folha se superou. Deu um Golpe até na matemática. Tá lá no Sitio da Folha. A manchete: Dilma perde 5% na Pesquisa Data Folha. Dilma tinha 51%, foi para 49% e…Perdeu 5% pra ir pra manchete. O golpe na verdade eles játinham dado a muito tempo. Agora, desconhecendo inclusive a margem de erro, vão lá e cravam: Dilma perde 5%. Na verdade, nada de novo na Pesquisa: Dilma continua ganhando com folga no 1º turno com 55% dos votos válidos.

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  2. Fábio Mendes disse:

    Ia fazer exatamente o comentário do Luiz Muller. E acrescento: a informação mais importante desta pesquisa foi ignorado, já que pela primeira vez Marina Silva subiu além dos 12% e se aproximou de Serra.

    Tanto Serra quanto Dilma oscilaram, dentro da margem de erro, o que não significa muita coisa no contexto das pesquisas anteriores. Não há novidade alguma aí.

    Em tempo: acredito que toda essa campanha difamatória teria efeito mais nocivo se houvesse mais tempo. Feita às vésperas do pleito, tudo o que fará é reduzir a diferença entre Serra e Marina, o que tornará ainda mais vexatório o resultado do tucano nas urnas.

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