Direito de resposta em 280 caracteres

Pela primeira vez, o TSE concede direito de resposta no Twitter. Pela primeira e última, espero.

Ele foi pedido pela campanha de José Serra, no espaço no microblog do deputado estadual Rui Falcão (PT), de São Paulo. Será concedido em dois tweets, escritos pela campanha do tucano. Um direito de resposta em 280 caracteres!

Direito de resposta é um instrumento legítimo, para promover a lisura da informação e a igualdade de direitos. É importante para o caluniado, o difamado, mas principalmente para o público, que ganha com a verdade. Mas no Twitter ele não faz sentido.

Espero que o direito de resposta no Twitter não vire praxe porque a campanha na internet não está regularizada, em primeiro lugar. Também porque o Twitter é um espaço majoritariamente de opinião. É uma ferramenta muito rápida e de muito conteúdo, impossível de ser fiscalizada. E punir uma figura e deixar outra falar o que bem entender não é justo. Se não é possível fiscalizar todos, não se deve punir ninguém.

Além do mais, é inútil. O Twitter é ainda muito restrito a uma parcela pequena da população brasileira. Pequena e informada. E cheia de opiniões. Ou seja, ninguém vai mudar de ideia com um direito de resposta, que provavelmente quase nem será visto.

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