Não há o que justifique Novais e Jobim

Não há necessidade de composição política, de coalizão, que justifique a manutenção de Pedro Novais no ministério de Dilma. E muito menos de Nelson Jobim. Se Novais, anunciado ministro do Turismo, é moralmente inaceitável, o ministro da Defesa é um equívoco estratégico, que chega a pôr em risco a área mais bem sucedida do governo Lula, a política externa.

Com relação a Novais, o dinheiro da Câmara – público, de todos – gasto em um motel não vai por si fazer falta ao orçamento da União ou do Congresso, mas desmoraliza o governo e lhe tira crédito, tornando as coisas mais difíceis e envergonhando o cidadão. O problema é duplo: o mal-estar que se cria em torno do governo Dilma e a descrença de cada brasileiro, que se sente enganado.

E convenhamos, se o PMDB não tem nome melhor para indicar, a coisa está realmente feia. Tanto no partido quanto na sociedade, que lhe confere tantos cargos.

O caso de Jobim é ainda pior. O repasse de informações sigilosas ao governo norte-americano e a defesa de uma política externa nitidamente contrária à adotada pelo governo federal são elementos que atingem também a moral, mas não só. Jobim prejudica a estratégia de ação do governo na articulação com o resto do mundo. Um ministro não-confiável com esse poder todo é um risco constante.

Não há o que justifique Novais e Jobim

3 comentários sobre “Não há o que justifique Novais e Jobim

  1. Eu fiquei muito insatisfeito com estes dois nomes. Fico também um pé atrás com Lobão nas Minas e Energias. De resto o PT tem uma ampla maioria de ministérios e acredito que estes nomes citados em seu blog deverão ser vigiados de perto, principalmente no caso do ministro Johnbin. Parece que o ministério Dilma usa a tática do poderoso chefão “os inimigos mais perto ainda”.

    Abs

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  2. João Silva disse:

    O Jobim é um grande nome… está fazendo um trabalho excelente à frente do Ministério da Defesa. A pacificação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro lhe dão muito crédito. Quanto ao vazamento de informações foi um erro, mas nada muito grave. Ele estaria queimado se tocasse no assunto da compra dos caças pelo Brasil. Mas não tocou no assunto, tratando-o de forma republicana, como se espera de um Ministro de Estado. Quanto ao Novais, realmente não o conheço, mas se o PMDB indicou… caso não se consiga se adequar às políticas do governo federal, deverá deixar o ministério. A nossa presidente saberá tratar dessas questões.

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    1. João, a pacificação nos morros do Rio realmente está sendo muito elogiada, inclusive pelos moradores. Gostaria apenas de entender qual foi a participação de Jobim no processo, já que as UPPs são um projeto do Ministério da Justiça, não do Ministério da Defesa. Pelo que me consta, a única coisa que a Defesa fez foi liberar a utilização de equipamentos da Marinha. Muito bem, mas nade de mais. A ideologia de Jobim, alinhada à força e ao ideário militar (com o qual, não é segredo, sempre sonhou), impediria que ele articulasse um programa que levasse em consideração todo ser humano, em sua cidadania, inclusive o pobre.
      Quanto às informações que ele passou ao governo americano, elas podem não ser tão relevantes, mas demonstram que Jobim não é confiável.

      Com relação a Novais, o grande problema é a desmoralização que causa ao governo e, consequentemente, ao país.

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