Comentário sobre software livre

Publico comentário a respeito do público do Fórum Internacional Software Livre (Fisl) feito pelo leitor Ismael no post sobre a necessidade de um diálogo entre blogueiros e hackers:

Oi Cris. Muito bom abordar esse assunto.

No início do ano assisti, por vídeo, uma palestra do Eben Moglen, que está tocando o projeto FreedomBox (uma espécie de mini servidor portátil que evita filtros de regimes ditatoriais).

Nesse vídeo ele lembrava que o o movimento de Software Livre hoje praticamente conseguiu todos seus objetivos iniciais: Oferecer alternativas livres a toda necessidade existente (salvo alguns poucos casos, como ele mesmo lista).

E depois ele mostrou que os desafios mudam, e focou justamente nesse diálogo. Que nós, me incluo por ser formado em computação ainda que com atuação modesta no Software Livre, temos esse desafio: Dialogar, mostrar como o que se criou é de qualidade, superior muitas vezes, e facilitar o uso, a divulgação. Tornar mais palatável.

Mostrar os perigos que depender de redes como Facebook e Twitter, por obedecerem a leis americanas, oferecem. O desafio cada vez mais deixa de ser técnico.

Cris, no mais, muito bom o teu texto. Só acho que, até por não conviver, e ser complicado realmente, não descreveu bem os grupos.

O público do FISL poderia se dividir em quem apoia e defende o Software Livre, e o Código aberto.

A diferença? Todo Software Livre é também aberto, é um pré-requisito. Mas nem todo Código Aberto é livre. Deveria ser, mas algumas empresas distorceram o conceito de Código Aberto, retirando o máximo possível o caráter de liberdade afim de explorarem os benefícios técnicos sem necessitar de compromisso algum com a comunidade que desenvolveu o produto.

Pois bem, esse público do Software Livre propriamente dito, que tem como maior representante o Richard Stallman está praticamente alinhado com tudo que os blogueiros “sujos” defendem.

Stallman já declarou que a própria Free Software Foundation (FSF) engana por ter Software no nome. Que o objetivo principal é Liberdade. O Software seria a ferramenta.

No próprio FISL existe uma trilha com palestras de depoimentos, troca de experiências e foco na liberdade.

No mais, eu penso que ao menos a história da FSF, do GNU, do Linux ou o mais recente Firefox servem de inspiração mesmo sem entrar em técnica.

De idealizações e utopias(na época) essa gente continuou trabalhando em cooperação mundial. Uma revolução que deu e dá certo sem violência e chegou em um ponto de ameaçar gigantes. Atinge até alguns efeitos inesperados como atrair para trabalho cooperativo algumas das outrora “inimigas”, corporações gigantescas.

É realmente inspirador.

Comentário sobre software livre

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