O “fato novo” que o PSDB busca

Mauricio Dias fala, na coluna Rosa dos Ventos da Carta Capital dessa semana, edição 611, no tal fato novo que a campanha de Serra vem buscando para que Dilma não ganhe as eleições já no primeiro turno. E garante: não há fato novo a derrubar Dilma esse ano. Compara, a título de exemplo e citando o DEM Cesar Maia, ao fato novo que ajudou Obama a se tornar presidente, não produzido por ele, mas providencial: a quebra do Lehman Brothers pouco antes das eleições de 2008.

É o próprio Cesar Maia que vê como improvável a existência de um fato desse tipo. Estranho é a coluna não lembrar o que me veio imediatamente à mente e que depois li num cantinho da coluna da Rosane de Oliveira na Zero Hora de domingo (embora tratado com outro viés). Em 2006, um dos motivos de Lula não ter sido reeleito no primeiro turno foi um escândalo chamado de “dos aloprados”, divulgado às vésperas das eleições, inclusive com mais destaque do que o acidente com o avião da Gol, que matou centenas de pessoas.

Folha de S.Paulo e Jornal Nacional contribuíram bastante para trazer à tona o fato nem tão novo e nem tão fato que sacaneou Lula. Rosane diz que o PSDB torce para outro fato do gênero. Esqueceu de mencionar que o fato não era fato, era factóide, e foi criado de forma providencial. Se nos bastidores da campanha de Serra estiverem planejando outro desses, não há de ser nada: esse ano nenhum fato ou factóide derruba Dilma.

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O “fato novo” que o PSDB busca

A briga entre os grandes grupos de comunicação

A Folha acusa o Jornal Nacional, em sua edição de ontem (02), entre outras manipulações históricas de fatos em período eleitoral, de ter divulgado as fotos do dinheiro apreendido no escândalo dos aloprados, a dois dias das eleições de 2006. No mesmo dia, um avião da Gol caiu matando centenas de pessoas, e o jornal deu maior destaque para o escândalo, o que não se justifica do ponto de vista jornalístico. O detalhe é que a própria Folha também estampou o dinheiro na capa, com mais destaque do acidente. Falta autocrítica, e a informação é manipulada, dessa vez para atingir a empresa concorrente.

A briga entre os grandes grupos de comunicação