Casa Militar teria alugado carro para seguir deputada do PT

Como o nome não foi citado, só lembro que foi durante o governo Yeda Crusius (PSDB), que utilizou a Casa Militar para espionar adversários políticos.

Da Zero Hora:

A Casa Militar do Piratini teria usado dinheiro público para alugar, em 2009, um veículo destinado a seguir a deputada estadual Stela Farias (PT). O carro, um Corolla, teria sido utilizado por pelo menos três dias para monitorar a rotina da petista, que à época presidia a CPI da Corrupção.

A ação, que foge às finalidades da Casa Militar – responsável por atuar na segurança da governadora e de seus familiares –, foi detalhada em depoimento pelo policial que admitiu ter dirigido o veículo. O PM contou o fato ao ser ouvido na investigação do Ministério Público de Canoas que apura supostos crimes praticados pelo sargento César Rodrigues de Carvalho, que era lotado na Casa Militar.

O soldado, que atuou na Casa Militar até o final de 2009, disse ter recebido ordem de um oficial para seguir Stela. A missão consistiria em verificar eventuais endereços, o que ela fazia e os locais que frequentava. Na segunda-feira, Stela recebeu do promotor Amilcar Macedo a confirmação de que teria sido seguida.

– Vou adotar medidas contra os mandantes, mas também espero que a Assembleia tome providências – disse ontem a deputada.

O tenente-coronel Abel Monteiro de Souza, chefe interino da Casa Militar, disse não saber do episódio.

Casa Militar teria alugado carro para seguir deputada do PT

Os mandantes da arapongagem no RS

Havia dezenas de investigados na arapongagem do Piratini. Outros tantos que estavam na lista porque o sargento César Rodrigues de Carvalho, mandado por alguém, queria saber se não corria nenhuma investigação que os envolvesse. Eram 80 no total

O promotor Amílcar Macedo não revelou ainda quem foram os mandantes do sargento, mas convocou ontem três pessoas a depor. Três pessoas bem próximas de Yeda. As assessoras Sandra Terra e Walna Vilarins Menezes e o ex-chefe de gabinete Ricardo Lied. Por que exatamente esses três? Tiremos cada um nossas próprias conclusões.

Os mandantes da arapongagem no RS

As maracutaias no governo gaúcho e o silêncio da imprensa

Walney Fehlberg foi demitido hoje. Não lembra quem é? Ah, claro, ninguém mais fala nele. O ex-diretor de Marketing do Banrisul, o banco dos gaúchos, foi preso semana passada, junto com dois diretores de agências de publicidade, com o equivalente a R$ 3,4 milhões em dólares, euros, libras e reais por não conseguirem explicar sua origem. Já foram todos soltos, mas a fraude, que diz-se chegar a R$ 10 milhões em superfaturamento, ainda não foi explicada.

O Ministério Público Estadual e o Ministério Público de Contas podem até estar dando prosseguimento à Operação Mercari, mas a imprensa, à exceção louvável do Sul 21, parece ter esquecido que o superfaturamento ficou no ar e que ainda precisamos de esclarecimentos.

A fraude aconteceu na gestão de Fernando Lemos, do PMDB, afilhado político de Pedro Simon e processado por gestão temerária do banco.

Quem assumiu o lugar de Fehlberg foi Ildo Musskopf, ex-gerente da Agência Parcão.

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Enquanto isso, descobre-se que jornalistas, principalmente do Grupo RBS, tinham 10 senhas para acessar informações sigilosas de forma privilegiada. A imprensa faz silêncio. Assim como se omite de insistir, perguntar, investigar, questionar, desconfiar de quem é o mandante do esquema de arapongagem promovido pelo governo do estado do Rio Grande do Sul. O sargento César Rodrigues de Carvalho foi solto hoje, mas ficou preso vários dias. Sozinho. Mas parece que ninguém quer ver que a senha usada por ele para chegar às informações descobertas pelo promotor Amílcar Macedo era de uso exclusivo de altos escalões. Quem foi o alto escalão que a passou para o sargento?

O sargento ganhou a liberdade mesmo sem nada no quadro mudar. Talvez porque, se ficasse preso, não ganharia nada em manter a boca fechada. Era preciso dar uma contrapartida para que o bode expiatório do governo gaúcho continue sendo praticamente o único culpado (o tenente coronel Frederico Bretschneider Filho também foi apontado no esquema e afastado do cargo), sem delatar os mandantes, os interessados nas informações obtidas.

As maracutaias no governo gaúcho e o silêncio da imprensa