A minha Brasília

História… Continuo no tema. Conversando com meu pai essa semana, ele criticou Brasília por ser “uma cidade que não tem história”, então não tem nada. Discordo.

Mas antes de falar um pouquinho a respeito, quero contar: nasci lá, o que me deixa ligeiramente propensa a elogiar a cidade. Quero crer que minha terra natal é um lugar bacana. Mas minha avaliação é duplamente comprometida, porque não conheço Brasília. Então, tenho que comentar seu aniversário justamente pelo que aprendi de ouvir e ler por aí. De sua história.

Como não conheço a (minha?) cidade, vou ser breve, não quero dizer bobagem. Mas me parece que Brasília tem um charme especial. Pelo menos é o que gosto de imaginar, pensando em andar entre os pilotis de Niemeyer, conhecer as curvas do arquiteto e o desenho do avião de Lúcio Costa.

Como dizer que não tem história? Sua criação é sua história. Seu primeiro dia já preenche de letras páginas dos livros de Ensino Médio. Brasília não só tem história, como é história. Faz parte dela, de uma história maior, de um país que é gigante já por sua própria natureza.

Eu tenho 23 anos e tenho história. E Brasília, olha só, faz parte dela. Não posso falar de mim de forma completa sem mencionar a capital de Juscelino. E todos os que nasceram lá, cresceram, viveram, pensaram, criaram, construíram? Chega a ser injusto dizer que vivem em um lugar sem raízes. Os brasilienses (candangos?) já têm até sotaque próprio, ritmo musical, arquitetura, problemas. Violência, trânsito, corrupção, excesso de população. De uma cidade nova ainda, mas importante, imponente. Que sofre com quem a habita, levando uma fama triste que não é dela, é de quem passa por ela. E não de todos que passam por ela.

Aproveito, então, para comemorar esses 50 anos com o desejo sincero de em breve conhecer suas curvas e suas retas, seu clima árido, sua arquitetura famosa. Desejo de, conhecendo-a, conhecer-me também um pouquinho mais. Em breve…

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