Tuitaço da campanha Banda Larga é um Direito Seu!

Participem!!!

Campanha Banda Larga é um Direito Seu! organiza “tuitaço” e inaugura ações nas redes sociais.

Evento acontece no dia 21 de junho e potencializa ação da Campanha na internet

Depois de alertar a sociedade para os riscos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) estar perdendo o rumo, a Campanha Banda Larga é um Direito Seu! propõe um tuitaço com o objetivo de mobilizar todo o Brasil por uma internet barata e de qualidade para todos. A ação, que também denuncia o favorecimento das empresas de telecomunicações no PNBL, coincide com a inauguração dos perfis da Campanha no Facebook e no Twitter.

Para avisar o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que a sociedade não aceita o pacote de bondades para as teles e que quer a discussão pública das propostas das empresas para o PNBL, dia  21 de junho (3ªf.), concentrando às 16h-17h, tuitaremos:

– @MiniComBrasil e @Paulo_Bernardo, #MinhaInternetCaiu.
– @Paulo_Bernardo: #MinhaInternetCaiu Discussão pública das propostas de PNBL já!
– @MiniComBrasil Para tudo! #MinhaInternetCaiu… caiu nas mãos das teles!
– @Paulo_Bernardo: #MinhaInternetCaiu as teles não merecem o pacote de bondades do governo federal e parem tudo!
– @MiniComBrasil: Plano Nacional de Banda Larga nas mãos das teles ninguém merece #MinhaInternetCaiu

Confirme, participe e ajude a divulgar o perfil da Campanha nas redes sociais!

Evento Tuitaço no Facebook: https://www.facebook.com/home.php#!/event.php?eid=207125912664941
Campanha no Facebook: Campanha Banda Larga
Campanha no Twitter: http://twitter.com/#!/CampBandaLarga
Site da Campanha: http://www.campanhabandalarga.org.br
Mais informações: campanhabandalarga@gmail.com

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Tuitaço da campanha Banda Larga é um Direito Seu!

É preciso vontade política para que a banda larga seja de fato um direito

O tamanho e o formato do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) dependem, antes de qualquer outra coisa, de uma definição de governo que o coloque como prioridade para além do discurso.

O ex-presidente da Telebrás, Rogério Santanna, denuncia um enorme atraso no andamento do projeto e um retrocesso na política que agora enfraquece a Telebrás e fortalece as teles privadas. Ainda que alguns possam avaliar como suspeita a opinião de Santanna, já que faz pouco que deixou a empresa, em uma substituição conturbada que pode ter deixado ressentimentos, é impossível negar que o PNBL não é mais o mesmo que se prometia no governo passado e no início do governo Dilma, e que as mudanças não foram no sentido de tornar mais público e universal o acesso à banda larga. Na metade do ano passado, como relata Jackson Segundo, o governo prometia atingir 1.163 municípios até o fim de 2011. Já durante o governo Dilma, o próprio Rogério Santanna trabalhava com um número de 800, devido ao “contingenciamento de recursos”. Agora ele diz que mesmo esses vai ser impossível cumprir e que provavelmente não chegaremos a 2014 com os 4.283 municípios prometidos com cobertura.

Falta o governo entender – e de fato agir para – que ampliar o acesso à internet de qualidade não é apenas um direito da população, como saúde e educação, mas também uma política estratégica. Um governo que vive assombrado pela forma como a imprensa tradicional age com relação a ele (essa semana, por exemplo, foi pouquíssimo noticiado que Dilma continua com amplo apoio popular mesmo após o caso Palocci) deveria ser o primeiro interessado em fornecer aos cidadãos e cidadãs a oportunidade de acessar conteúdos mais vastos e plurais disponíveis na internet e de produzir sua própria comunicação.

Um argumento comum costuma ser o preço de fortalecer a Telebrás, já que hoje ela conta com pouca estrutura e um número muito pequeno de funcionários. Questiona-se se ela daria lucro ou não. O povo esquece, porém, que o governo tem que pensar além do lucro. O papel do governo é atuar para a sociedade, deve fazer o que for melhor (e aí, sim, pode haver divergência) para os seus cidadãos e cidadãs, dentro das suas possibilidades. No caso, a se tomar os argumentos de Rogério Santanna, em breve a Telebrás começaria a dar lucro, recompensando financeiramente o investimento.

Tudo bem, não sejamos ingênuos de achar que basta querer e deduzir, pelo fato de o governo não liberar tantos recursos, que ele cedeu à pressão das teles e ponto. Sabemos que houve um corte em todo o orçamento do governo e que está havendo um contingenciamento generalizado. Mas os números impressionam negativamente. Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, seriam necessários R$ 7 bilhões para viabilizar a Telebrás como uma tele pública competitiva. Nos cálculos de Rogério Santanna, seriam R$ 5,7 bilhões. Dilma prometeu R$ 1 bilhão por ano, menos do que qualquer uma das estimativas. Mas a realidade é ainda pior, como mostra o texto de Jackson Segundo.

“Inicialmente, a Telebrás deveria ter recebido até 2011 R$ 1 bilhão. O aporte inicial de R$ 600 milhões se transformou em R$ 316 milhões. Este ano, a empresa esperava receber R$ 400 milhões, mas foi contemplada com apenas R$ 226 milhões. E ainda assim, com contingenciamento, chegaram aos cofres da empresa apenas R$ 50 milhões. Os contratos já acordados pela Telebrás para a implementação da rede nacional (backbone) e o acesso até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL (backhaul) somam R$ 207,4 milhões.”

Para Santanna, o corte vai além de uma política de redução de custos. “‘O corte deste ano foi de 75% na Telebrás enquanto em todo o Minicom foi de 50%’, comparou.” Faltaria, portanto, prioridade. Vontade política.

Além de garantir a infraestrutura, a Telebrás tem o importante papel de regulação do setor. Mais que fiscalizar e organizar, ela tem que estar presente, oferecendo banda larga a todos e forçando a competição para baixar os preços das empresas privadas, pra de fato garantir um mínimo de inclusão digital, como se propõe. É o que defende Santanna, mas não o que quer Paulo Bernardo. O que ele não parece querer, na verdade, é comprar briga com as teles privadas, levando-lhes concorrência. Aí muitos moradores das periferia das grandes cidades, por exemplo, podem ficar sem banda larga ou com serviço ruim, porque formalmente lá tem uma ou mais teles, mas elas atuam nas áreas centrais, onde tem dinheiro. E onde a banda larga já chega, tem que ter serviço de acordo com o estipulado pelo PNBL, de 1 megabite por 35 reais. Promover a competitividade, aliás, também é um dos objetivos do PNBL, de acordo com o Decreto 7.175 de 12 de maio de 2010.

Isso que nem entramos no mérito da qualidade da banda, nem na velocidade nem no quanto é efetivamente entregue pelas teles para o usuário. Não abordamos a questão do preço, que já é um limitador (banda larga devia ser gratuita para todos). Não podemos esquecer da necessidade de estrutura de cada família, que precisa, no mínimo de um computador. Em outras situações, vale lembrar que precisamo desenvolver políticas eficazes de comunicação comunitária, de inclusão com educação digital.

É preciso uma política efetiva para promover a inclusão digital, e isso tem que ser prioridade no governo. Vai muito além de garantir acesso a banda larga, mas isso é inviável qualquer outra política. Que seja feita, pois. E que seja universal.

É preciso vontade política para que a banda larga seja de fato um direito

Carta compromisso do 1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS

(Câmara Municipal de Porto Alegre – 29 de maio de 2011)

O 1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do Rio Grande do Sul se constitui baseado na convicção de que a comunicação é um direito universal. No Brasil, no entanto, ela é tratada como um produto, de acordo com a lógica de mercado, que transforma direitos em privilégios de uma pequena parcela da população, tornando-se, assim, uma ferramenta de opressão e marginalização. Para que todos e todas tenham acesso não apenas a uma informação qualificada e plural, mas à produção de conteúdo, defendemos a participação de toda a sociedade no debate da comunicação que queremos. É nesse contexto que se inserem os meios digitais, como uma alternativa democrática e acessível para ampliar as vozes e tornar a comunicação efetivamente um direito de todos os setores da sociedade.

Para que seja garantido o acesso e a pluralidade da comunicação, defendemos:

1. Discussão com a sociedade civil organizada para a criação do Conselho Estadual de Comunicação, discutindo a execução de políticas públicas para democratizar a comunicação digital, garantindo a ampliação do acesso aos meios de expressão.

2. Políticas públicas para a comunicação e os comunicadores e as comunicadoras digitais, que levem em consideração a necessidade de capacitação e investimentos, para viabilizar e qualificar a produção de conteúdo web, e a democratização das verbas de publicidade.

3. Políticas de empreendedorismo, fomento e formalização, de forma que os comunicadores e as comunicadoras digitais possam cumprir as necessidades legais para a plena prestação de serviço.

4. Capacitação, organização e articulação coletiva e permanente da rede #BlogProgRS, por regiões do estado e temas de intervenção, além da interação com os movimentos sociais.

5. Um serviço público de banda larga para acesso domiciliar e em espaços públicos, que garanta a ampla transmissão e recepção de conteúdos multimídias, como um direito universal para todos e todas.

6. Inclusão digital com políticas públicas de acesso, em espaços com conteúdo e projeto pedagógico, quando possível, em articulação com a educação popular e formal, para qualificação e formação continuada de comunicadores e comunicadoras digitais.

7. Garantia da liberdade de expressão e livre circulação da informação, pelo bem da democracia e do livre debate, contra iniciativas de cerceamento na internet, como o AI5 Digital, a censura exercida pela mídia tradicional sobre a Blogosfera e a criminalização dos blogueir@s.

8. Manutenção da neutralidade na rede, pela igualdade de condições de acesso a todas as informações disponíveis na internet.

9. Revisão da Lei de Direito Autoral para a ampliação da produção, do compartilhamento e da distribuição de conteúdo.

10. Uma Lei de Meios para regulamentar a comunicação, que combata os monopólios e garanta programação regionalizada, diversificada e qualificada.

 

Carta compromisso do 1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS

Telecentros: a inclusão digital vai além da banda larga

Bom saber que o governo federal está investindo em telecentros, como diz a notícia que colo abaixo. É importante ter essa indicação de que a inclusão digital não significa apenas jogar banda onde não tem por um preço um pouco mais baixo, mas que estão sendo providenciadas condições para que o cidadão de baixa renda tenha acesso também ao computador, sem o qual não adianta ter banda larga.

É importante enfatizar a importância dos telecentros como espaços pedagógicos, um conceito mais amplo que o de lan houses. A política de inclusão digital deve fornecer os subsídios técnicos, as ferramentas e a capacitação. Os telecentros constituem-se, pois, em espécies de pontos de cultura, um lugar de inclusão principalmente do jovem das comunidades – mas também dos adultos, dos idosos, de todos os moradores. É onde vai ser adquirida a capacidade de produção de conteúdo próprio, fazendo a informação comunitária, apropriando-se de ferramentas tecnológicas para tornar-se autosuficiente e ganhar voz.

Portanto, enfatizo, é preciso uma política de banda larga barata e rápida, com a presença do Estado em todos os lugares do Brasil; estímulo para a aquisição de ferramentas para sua utilização (vale se inspirar no programa “Um computador por aluno”, do governo uruguaio) e programas de capacitação através de telecentros comunitários com conteúdo pedagógico.

Governo federal promete instalação de mais 9 mil telecentros

Por Marcelo Bernstein, Correio do Brasil

O Ministério das Comunicações (MiniCom) prometeu a implantação de 8.934 novos telecentros comunitários e de telefone público em 89 mil locais onde ainda não há o serviço. A informação é do secretário-executivo do órgão, Cezar Alvarez, que disse que as novas instalações dependem da liberação de 26 milhões de reais, que está sendo negociada com o Ministério do Planejamento.

Com os novos telecentros, o Brasil passará a contar com 22 mil pontos com conexão à internet para serem utilizados pela população. O secretário considerou que esses locais são um instrumento fundamental na ampliação da inclusão digital no Brasil e funcionam como espaços de qualificação, de interação e de cidadania.

Alvarez disse que uma das prioridades da Secretaria de Inclusão Digital será reforçar os projetos de formação e capacitação desenvolvidos junto às comunidades beneficiadas por esses pontos, com atenção às diversidades culturais, sociais e econômicas do Brasil.
 
Já os 89 mil telefones públicos serão instalados em locais que ainda não contam com o serviço, como comunidades ribeirinhas, quilombolas e assentamentos rurais.

Cezar Alvarez também afirmou que, dentro das negociações do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) que estão sendo feitas com as operadoras de telefonia, o MiniCom pretende destinar a frequência de 450 MHz para levar telefonia e banda larga à zona rural.

Telecentros: a inclusão digital vai além da banda larga

Banda larga é um direito teu!

Para participar da campanha, leia o manifesto abaixo e envie e-mail para campanhabandalarga@gmail.com

Uma ação pela internet barata, de qualidade e para todos

Banda Larga é direito de todas e todos, independentemente de sua localização ou condição sócio-econômica. O acesso à internet é essencial porque permite o mergulho na rede que integra diferentes modalidades de serviços e conteúdos, funcionando como um espaço de convergência de distintas perspectivas sociais, culturais, políticas e econômicas. Elemento central na sociedade da informação, a inclusão digital, entendida de forma ampla, é condição para a concretização de direitos fundamentais como a comunicação e a cultura e se coloca como passo necessário à efetiva inclusão social, já que ela é essencial para o desenvolvimento econômico do país. A internet incrementa a produtividade e gera riquezas, sendo fator de distribuição de renda e de redução de desigualdades regionais.

Nós, organizações da sociedade civil e ativistas envolvidos no debate da democratização da comunicação e da produção colaborativa da cultura, reconhecemos a relevância das metas e políticas presentes no Plano Nacional de Banda Larga, sendo imprescindível, contudo, avançar. Mais, é necessário que se faça uma vigília permanente para que as políticas de banda larga estejam pautadas no interesse público, o que já sofre reveses. Os rumos recentes tomados pelo governo reforçam o abandono da ideia de serviço público como concretizador de direitos e privilegia soluções sob uma lógica de mercado.

Com base no acúmulo conquistado nas Conferências Nacionais de Comunicação e Cultura, no Fórum de Cultura Digital e nas articulações relativas à constituição do Marco Civil da Internet e à reforma da Lei de Direitos Autorais, apresentamos as seguintes propostas guia e suas ações:

1. EFETIVA PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL NO PROCESSO DE INCLUSÃO DIGITAL

Rever a participação da sociedade civil no Fórum Brasil Conectado, ampliando a sua representação e democratizando seu processo de escolha;
Convocar, em conjunto com entidades da sociedade civil, um Fórum Participativo de Acompanhamento do Plano Nacional de Banda Larga, criando canais legítimos e públicos de consulta mútua que permitam a efetiva participação da sociedade nos processos decisórios do Plano;
Criar mecanismos públicos de consulta que contemplem a convergência de mídias e redes sociais buscando de todas as formas a tradução do debate para toda população.

2. PRESTAÇÃO DA BANDA LARGA SOB REGIME PÚBLICO

Reconhecer o caráter essencial da banda larga, definindo-o como serviço público, sujeito a metas de universalização, controle de tarifas garantindo seu baixo valor, obrigações de continuidade voltadas à sua prestação ininterrupta e garantia da prevalência do interesse público na utilização da infraestrutura necessária ao serviço;

Integrar ações das esferas Federal, Estadual e Municipal para universalização da Internet da banda larga, possibilitando o acesso de qualquer pessoa ou instituição ao serviço e otimização do uso da infraestrutura, inclusive por meio da reserva de espaço eletromagnético livre de licenças para aplicações comunitárias;

3. GESTÃO PÚBLICA DAS REDES PARA GARANTIR A IGUALDADE ENTRE PROVEDORES E O INGRESSO SUSTENTÁVEL DE NOVOS AGENTES

Implementar mecanismos de controle público da gestão das redes, garantindo o acesso não discriminatório e competitivo à infraestrutura;
Utilizar a Rede Nacional na geração de maior competição a partir da entrada de pequenos e médios provedores, bem como efetivar políticas de incentivo e financiamento possibilitando a sustentabilidade dos mesmos;

Democratizar as licenças para prestação do serviço de banda larga fixa (Serviço de Comunicação Multimídia) no âmbito do PNBL, permitindo que qualquer organização, inclusive as sem fins lucrativos, possa recebê-las;

Efetivar a prestação do serviço ao usuário final pela Telebrás;

Incentivar o uso de tecnologias diversificadas para distribuição da última milha (wi fi, wi max, eletricidade, redes mesh, incorporando novas tecnologias que surjam ao longo do tempo);

Regular a utilização do espectro livre, espaços inutilizados do espectro para evitar interferências na transmissão analógica de televisão, permitindo a sua utilização por cidadãos e comunidades;

Fortalecer instrumentos de regulação e fiscalização com independência em relação ao mercado, participação social e atuação rápida e eficaz, não só com relação à competição, mas também quanto à qualidade do serviço. Estes instrumentos devem atuar sobre todo o sistema, incluindo a Telebrás, grandes e pequenos provedores privados;

4. AMPLIAÇÃO DA DEFINIÇÃO DE PARÂMETROS DE QUALIDADE DA BANDA LARGA

Delimitar as condições de prestação adequada do serviço por meio de critérios objetivos que visem à efetiva proteção do consumidor e a utilização das redes em toda a sua potencialidade;

Assegurar o atendimento adequado ao consumidor e a não abusividade na publicidade e nos contratos, com especial atenção ao cumprimento do dever de informação;

Garantir a paridade de banda para download e upload, imprescindível para o uso multimídia alternativo, fiscalizando o cumprimento das taxas de transmissão contratadas e disponibilizando meios tecnológicos para verificação deste cumprimento pelo próprio usuário;

Definir a proteção à privacidade e à liberdade de expressão e de acesso a conteúdos como parâmetros de qualidade do serviço, em consonância às previsões do Marco Civil da Internet e à discussão do anteprojeto de lei de proteção de dados;

Assegurar a neutralidade da rede, propiciando o acesso igualitário a serviços, aplicativos e informações a todas e todos ao impedir interferências discriminatórias das operadoras na velocidade de navegação;

Implantar no PNBL velocidades de download e upload compatíveis com os conteúdos e aplicações disponíveis na rede, que realmente possibilitem o cidadão ser um agente do processo de produção da cultura digital.

5. APOIO À CULTURA DIGITAL

Estimular a Cultura Digital, Software Livre, Transparência e Princípios da construção colaborativa de conteúdos (ex: wiki);

Promover o uso da rede para produção, compartilhamento e distribuição de conteúdos, por meio de políticas públicas para produção de conteúdos culturais, científicos e educacionais, bem como o apoio a licenciamentos livres e à reforma da Lei de Direito Autoral;

Definir políticas concretas de fomento e desenvolvimento da indústria de inovação cutural e aplicações web baseadas em conteúdos culturais;

Estimular entidades e iniciativas voltadas à Alfabetização Digital, incluindo escolas de todos os níveis, Lan Houses e Programas de Inclusão dos governos e sociedade civil, possibilitando a apropriação e qualificação do uso da rede;

Criar espaços de acesso público e comunitário gratuito inclusive através de redes abertas (WI FI);

Incentivar a integração de acessos comunitários de ações do governo (telecentros, pontos de Cultura, acessos abertos por redes sem fio municipais) com a sociedade civil, englobando um conjunto de iniciativas públicas do Terceiro Setor na área de Cultura Digital e iniciativa privada.

Banda larga é um direito teu!

iG e Rede Brasil Atual veem dois debates (ou “palestra”?) diferentes

Até acho que a notícia que o iG focou em sua matéria sobre o debate com Paulo Bernardo de hoje (15), no Sindicato dos Bancários, era importante. Mas a diferença de abordagem é gritante, especialmente porque o iG fica apenas em um aspecto dos tantos abordados pelo ministro das Comunicações.

Comparemos os títulos:

iG: Verba das Comunicações cairá pela metade, diz Bernardo

Rede Brasil Atual: Bernardo reafirma que regulação vai ocorrer, mas sem correria

Nenhuma das duas é chapa-branca. Um bom tira-teima foi a minha reação frente à segunda manchete: não gostei nada de saber que a regulação vai demorar, me soou enrolação. Ou seja, não causou uma boa impressão do ministro. Isso não pode ser considerado chapa-branca, estamos de acordo?

Resumindo, a Rede Brasil Atual sintetiza o histórico da iniciativa pró-regulação da comunicação, contextualizando a notícia sobre a fala de Bernardo. Complementa informando quais serão os próximos passos do Ministério no tema. Em meio a isso, cita Paulo Bernardo, mostrando o que o ministro quis dizer. Falou sobre o Plano Nacional de Banda Larga e a proposta de criação de uma agência para tratar do conteúdo da radiodifusão.

Outro tema importante abordado pelo ministro – e pela matéria – foi a regulação da concessão de rádio e TV para deputados e senadores, que não só é ilegal, mas é principalmente imoral. Falou também da relação com as teles e sua interferência na política de expansão da banda larga. Além de tudo isso, ainda contextualizou o evento. Nesse caso, essa é uma informação importante, já que o fato de ser um debate transmitido ao vivo pela twitcam também explicita a orientação política do Ministério. A simples escolha do termo já diz muito da linha adotada pelo veículo. O “debate”, como bem chamou a Rede Brasil Atual – já que foi feito de perguntas e respostas – foi transformado em uma “palestra” no iG.

O tamanho das matérias também é sintomático da importância dada ao tema por cada portal. Com dez parágrafos, um subtítulo e uma foto, a Rede Brasil Atual sai disparado na frente do iG, com seus quatro secos parágrafos, nesse quesito.

A Rede Brasil Atual não tocou no assunto da redução dos recursos destinados ao Ministério, o que é feio, omitiu informação. Mas, se colocarmos na balança, fica claro quem escondeu mais. O iG SÓ falou no corte da verba. No último parágrafo, na última frase, citou a prioridade aos telecentros, atribuída ao ministro. Parecia que tratavam de entrevistas completamente diferentes.

Assim, das duas matérias sobre o mesmo tema que me chegaram via Twitter quase na mesma hora, chegamos a duas conclusões: a Rede Brasil Atual deixou a desejar; já o iG praticamente não informou.

iG e Rede Brasil Atual veem dois debates (ou “palestra”?) diferentes

Secretaria de Inclusão Digital será criada nesta semana, afirma ministro

Quando se fala em democracia, em acessibilidade, em transparência, é nisso que a gente pensa:

Por Kleber Farias, Ministério das Comunicações

A informação foi dada em primeira mão pelo ministro Paulo Bernardo durante bate-papo com internautas, no último sábado.

Brasília – Em entrevista ao vivo concedida a internautas no último sábado, 5, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que deve ser publicado nesta semana, muito provavelmente, o decreto presidencial que altera a estrutura regimental do Ministério das Comunicações, para possibilitar a criação da Secretaria de Inclusão Digital.

A nova secretaria do MiniCom ficará responsável pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e pela coordenação de outros projetos de inclusão do ministério, além dos demais órgãos do Governo Federal.

O ministro foi o convidado do podcast Na Varanda, que recebe convidados para uma entrevista realizada totalmente via internet. O bate-papo acontece sempre na varanda de um apartamento na Asa Norte, bairro de Brasília.

As perguntas foram enviadas pelas redes sociais, como Twitter e Facebook, além do canal para recebimento de comentários no Livestream, sistema utilizado para promoção do bate-papo, que transmite, em tempo real, áudio e vídeo. Perguntas também foram recebidas e repassadas ao ministro por meio do perfil oficial do MiniCom no Twitter.

A entrevista chegou a alcançar a primeira colocação nos chamados “trending topics” do Twitter Brasil, o que significa que o assunto esteve entre os mais comentados no microblog. Durante a maior parte do bate-papo, que durou pouco mais de uma hora e meia, o evento esteve entre os três temas de maior repercussão no Twitter.

A transmissão alcançou picos de quase 300 internautas assistindo simultaneamente o bate-papo, maior recorde registrado, segundo os organizadores do Na Varanda. O volume de perguntas recebidas foi tão grande que tornou difícil o atendimento a todos os questionamentos dos internautas.

Além das perguntas de caráter mais técnico, os internautas também aproveitaram para comentar situações inesperadas, que normalmente não ocorrem em entrevistas ao vivo. Cachorro latindo na rua, helicóptero sobrevoando a área e caminhão de mudanças chegando ao prédio: situações do cotidiano que foram percebidas durante a transmissão e deram origem a comentários bem humorados de internautas.

“Fantástica experiência esse Na Varanda”, publicou o ministro Paulo Bernardo em seu perfil pessoal no Twitter, logo após o bate-papo, parabenizando a equipe responsável pelo programa. O ministro também se colocou à disposição para participar da entrevista em outras ocasiões.

O ministro falou de temas como Plano Nacional de Banda Larga, regulação da mídia, propriedade cruzada e tablets. Para ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui.

Secretaria de Inclusão Digital será criada nesta semana, afirma ministro