Yeda: estratégia de campanha já era furada. E agora?

Anteontem à noite, dia 1º de setembro, me chamou a atenção no programa eleitoral de TV a estratégia do PSDB estadual na propaganda da Yeda ao governo do estado. Sem motivo nenhum, ela passou a se defender de acusações antigas de corrupção. Em 2009, ela foi acusada de alguns crimes e sofreu um pedido de impeachment. Mas é o tipo de coisa que a gente não lembra, a gente deixa pra oposição lembrar. Melhor assim, pensei, vai se enterrando sozinha.

No dia seguinte, 2 de setembro, veio à tona denúncias de superfaturamento no Banrisul, que pertence ao governo do estado. Um diretor do banco e dois de agências de publicidade foram presos com cerca de 3,4 milhões de reais. Mais um dia, mais um escândalo. Dessa vez, acusação de espionagem envolvendo um sargento da Brigada Militar, César Rodrigues de Carvalho, que atuava na Casa Militar do Palácio Piratini e que usava senhas do Sistema de Segurança do Estado para investigar opositores de Yeda. Quem trouxe a público foi o ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do estado Adão Paiani (a melhor e mais completa cobertura desse caso é feita pelo RS Urgente). O sargento foi denunciado, mas continuou na ativa porque era chave importante no esquema de espionagem, segundo Paiani.

Estou curiosíssima para ver os próximos programas de Yeda para o governo do RS. Acho até que repetiu o mesmo programa pela terceira vez (noite do dia 1º, meio-dia de hoje, dia 3, e noite de hoje) porque a equipe foi pega com as calças na mão e não deu tempo de improvisar. Ficava chato tascar outro programa que já devia estar pronto sobre outro tema qualquer.

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Detalhe: quem entrar agora no Blog da Yeda, vai encontrar como último post um texto de 30 de agosto sobre corujas.

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A essas alturas o Berfran está em casa perguntando onde é que ele foi se meter…

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Mesmo se passando por vítima e querendo criar comoção, não adianta, Yeda é arrogante.

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A foto foi puxada do site da candidatura de Yeda. Aliás, que time, hein.

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Yeda: estratégia de campanha já era furada. E agora?

Berfran Rosado como símbolo da promiscuidade eleitoreira

Os jornais gaúchos anunciam hoje o nome de Berfran Rosado como vice de Yeda na candidatura à reeleição ao governo do Estado. Proponho um exercício de memória. Nem precisa muito esforço, basta voltar dois anos no tempo.

Nas eleições municipais de 2008, Porto Alegre tinha três candidatas mulheres. Todas da esquerda, dividida, pra variar. Uma delas corria pelo PC do B. Um nome jovem, que ocultava mais do que mostrava sua sigla comunista.O nome do vice de Manuela D’Ávila era Berfran Rosado. O partido de Berfran continua o mesmo, o PPS que se diz socialista, mas é hoje um guarda-chuva de nomes alinhados muito mais à direita do que a esquerda. Um partido sem definição ideológica clara, que circula tranquilamente do PC do B ao PSDB, como vemos hoje.

O PSDB é a sigla de Yeda, de Serra, de FHC. Da defesa do mercado frente ao Estado. Do neoliberalismo. Berfran é vice da candidata mais anti-trabalhadores que poderia haver, depois de ter posado ao lado da Manuela, que em 2010 apoia, com seu partido, o candidato do Partido dos Trabalhadores. Contra-senso? Alguém diria que é política.

Para mim, falta de ideologia. Promiscuidade. De um, de todos. Berfran é só um símbolo.

Apoio a pré-candidatura de Tarso Genro ao governo do Estado. Ainda acho que preserva um tanto de integridade, diante dessa mistura de siglas, de conceitos mal apropriados. Misturas que repudio, sejam as de direita ou as de esquerda. Se é que esses conceitos ainda classificam essas siglas.

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– Nas fotos, Berfran ao lado de Yeda (PSDB), Manuela (PC do B) e Mano Changes (PP).

– A ficha de Berfran no Transparência Brasil denuncia baixíssima assiduidade, ainda menor atividade parlamentar, processos judiciais e afins.

Berfran Rosado como símbolo da promiscuidade eleitoreira