Governador em exercício e embaixador de Cuba assinam termo para ações conjuntas

O governador em exercício Beto Grill, e o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Rafael Zamora, assinaram nesta sexta-feira (03), um memorando de entendimento político-institucional que tratará da promoção de ações conjuntas e de intercâmbio científico, tecnológico e técnico. O ato, ocorrido no Salão Alberto Pasqualini, contou com a participação de diversos secretários de Estado e de representantes da sociedade civil organizada.

Com este protocolo, RS e Cuba pretendem estreitar suas relações bilaterais, trazendo a possibilidade para o Estado de ampliar a capacitação e treinamento de profissionais nas mais variadas áreas, como agricultura, educação, saúde e esporte – onde atletas brasileiros poderão aprender a partir da experiência cubana em modalidades olímpicas.

Em sua fala, o governador em exercício lembrou que, a exemplo do país de Fidel Castro, o RS possui um histórico de lutas em defesa de seus ideais. Beto Grill citou o governador Tarso Genro, dizendo que este “pediu que fosse reforçada a intenção de estabelecer uma relação cada vez mais próxima com Cuba e mostrar ao mundo que é preciso saber construir uma sociedade de acordo com a vontade soberana de cada povo”.

Zamora ressaltou a boa relação que Cuba tem com o Brasil. “Mantemos há mais de 25 anos políticas bilaterais de qualidade, calcadas na transparência. Consideramos o Brasil um país irmão, com o qual mantemos relacionamento estratégico. Por meio da assinatura desse memorando, pretendemos firmar com o Rio Grande, especificamente, este mesmo tipo de entendimento”, afirmou o embaixador.

Parcerias no campo da educação infantil, junto ao programa Primeira Infância Melhor (PIM), também serão viabilizadas a partir desse protocolo. O PIM integra a política do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, sob a coordenação da Secretaria da Saúde e apoio das Secretarias da Educação, Cultura, Trabalho e Desenvolvimento Social.

Na área da agricultura, destacam-se ações na área de segurança alimentar e nutricional, sistemas de produção de arroz e certificação ecológica. No campo da Ciência e Tecnologia, a ênfase do acordo está na biotecnologia, mais especificamente no desenvolvimento e utilização de biofármacos de ponta.

Texto: Assessoria de Comunicação Gabinete do vice-governador
Edição: Redação Palácio Piratini (51) 3210.4305

Foto: Eduardo Seidl / Palácio Piratini

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Governador em exercício e embaixador de Cuba assinam termo para ações conjuntas

PSB, a nova força política nacional

Aliás, o PSB é que sai com pouca representatividade no Executivo gaúcho diante do resultado conquistado nas urnas. No Rio Grande do Sul, o partido aumentou o número de deputados, fez uma quantidade grande de votos e se fortaleceu, elegendo inclusive o vice-governador, um inexpressivo mas leal Beto Grill. Mas no Brasil, o PSB se multiplicou e agora é uma sigla que não pode ser esquecida em nenhuma hipótese ao se discutir o cenário político brasileiro.

Força nacional

O PSB é o segundo partido com mais governadores. São seis, com sua força concentrada em um Nordeste agora alvo de muito preconceito por parte da elite conservadora, mas que mostrou votar com autonomia e inteligência, alçando aos principais cargos eletivos representantes de partidos que fazem mais pelo povo.

Logo depois de PT, PMDB e PSDB, o partido de Ciro Gomes encabeça a lista dos partidos médios mas com grande representatividade, que tende a aumentar cada vez mais. A esquerda e o lulismo se fortalecem e levam junto as siglas que fazem parte desse movimento. Enquanto a direita vive sua pior crise nos últimos tempos, a esquerda moderada sai com cada vez mais força. Há não muito tempo, o principal partido dessa categoria agora representada pelo PSB era o DEM, que vez se esvaindo nos seus próprios erros.

Uma terceira via com Ciro e Aécio?

O PSB é uma força moderna, com nomes jovens, propensos a se tornarem lideranças importantes. Partidos mais antigos, mesmo os que ainda mantêm força importante, como o PSDB, amargam a ausência de nomes para substituir suas antigas e ultrapassadas referências, que vão sofrendo derrotas sucessivas nas urnas, por conta de um jeito velho de fazer política, entre outros fatores.

Por isso, parece inevitável a saída de Aécio Neves do partido, o único a mostrar vigor e disposição para agir de forma diferente e renovar a política, não apenas nas lideranças, mas nas suas práticas. Por conta desse perfil, ele não parece mais se encaixar com o conservador PSDB. Especula-se sua ida para um moderado PSB, em articulação com Ciro Gomes, um homem extremamente inteligente e disposto a mudar de espectro político de acordo com as conveniências do momento, para formarem juntos uma força de centro. Para constituir uma força alternativa, uma “terceira via”, seria bem capaz de se aliar a Aécio. Resta saber se a força seria de situação ou de oposição.

PSB no Rio Grande do Sul

Na disputa de cargos do governo Tarso, no RS, entra na negociação também o Ministério de Dilma. Beto Albuquerque foi indicado para a Secretaria estadual de Infraestrutura, mas pode virar ministro. Se aqui o PSB não teve o mesmo boom que no Nordeste, o PC do B também não. Aliás, esse não cresceu de forma tão significativa em lugar nenhum do país. Ressalvo o mérito dos quase 500 mil votos da deputada federal Manuela. Mas mesmo sem ter crescido tanto, o PC do B aparece como a principal sigla para representar a coalizão na disputa à Prefeitura de Porto Alegre daqui a dois anos. Qual a contrapartida para o PSB?

PSB, a nova força política nacional

Candidato a vice-governador foi anunciado pelo Twitter

Hoje o cenário da política gaúcha tomou definitivamente o seu rumo. PSB e PC do B aderiram à campanha de Tarso Genro (PT), e definiu-se Beto Grill (PSB) como vice na chapa.

Mas não quero falar das consequências políticas. Quero falar da relação com o eleitor. O anúncio do nome de Beto Grill foi feito pelo colega de partido Beto Albuquerque. Pelo twitter.

Antes dos jornalistas, antes da imprensa tradicional poder pensar em divulgar em primeira mão, um político o fez. Talvez por uma certa ansiedade, um pouco de pressa. Mas vejo como uma coisa positiva. Diminuindo os intermediários entre a notícia e a sociedade, me parece que a relação fica mais democrática. As chances de a mensagem se deturpar no meio do caminho diminuem. É como um boato, que vai aumentando à medida que vai passando de boca a boca. Quanto menos gente houver entre a fofoca inicial e o destinatário final, mais fiel ela vai ser.

O jornalista passa a repensar seu papel. A Rosane de Oliveira, por exemplo, apenas retwittou o que disse Beto. Um pouco depois, o deputado Elvino Bohn Gass comentava através do serviço de microblogs, sem intermediários. A Zero Hora deu uma nota curta, informando que o vice tinha sido anunciado pelo Twitter. Só.

Como lidar com a notícia daqui para a frente? O leitor está opinando pelas redes sociais o tempo todo, está mais próximo da notícia. Tanto da notícia em si, que perde sua aura de inantingível quanto da transmissão do fato, através de envio de vídeos, fotos, sugestões, pautas. Um pouco parte da notícia, um pouco repórter, um pouco leitor. A transformação transforma cada parte do processo em um híbrido, com uma mistura de funções. As definições de quem faz o quê estão mais difusas.

O desafio é lidar com isso. Mas, se vem pro bem, que venha logo. A gente que se vire.

Para ler mais:

A nota de Zero Hora.

Twitter:

@BetoAlbuquerque
@rosaneoliveira
@Beto_Grill
@BohnGass

Candidato a vice-governador foi anunciado pelo Twitter