Discussão sobre feminismo: a esquerda e suas divergências

A blogosfera – ou parte dela – está em crise. Discutindo o relacionamento. Não, não é o fim, é só um tempo, talvez. Fim de ano, bom momento para balanço.

O que deflagrou a crise foi um episódio em si pequeno, mas que trouxe à tona ressentimentos e dúvidas antigos, junto com alguns esclarecimentos. Confesso que não me envolvi na história porque não tive muito tempo nem vontade de ler todo o vai e vem, mas chegou a um ponto em que me obriguei a correr atrás.

Resumindo para quem ainda não está a par (quem já cansou de ler a respeito, pula esse parágrafo): o blog do Nassif publicou como post um comentário de um cidadão machista, que usava o termo “feminazi” para se referir às feministas, com o pretexto de que servia ao debate. Não acho que servia, acho que Nassif errou, mas prossigamos. Ele sofreu diversas críticas de feministas e de outras pessoas, algumas bastante legítimas, outras que pegaram carona na história. Nassif não se desculpou e ainda debochou de muitas daquelas pessoas. Errou mais uma vez.

O feminismo e o termo “feminazi” não são temas pequenos, antes que alguém possa me questionar a respeito, mas o episódio em si não justifica tal repercussão. A blogosfera (e a tuitera?) se dividiu, passou a se atacar, inclusive com ataques pessoais além das críticas gerais ou específicas, mas que fossem críticas, não ataques.

O sentido do feminismo

As mulheres, assim como os negros, os homossexuais e outros, têm um histórico de preconceito sobre elas. E o feminismo faz sentido ainda hoje, em contraposição ao machismo opressor, assim como é libertador utilizar uma camiseta escrito “100% negro” e uma com a inscrição “100% branco” pareceria preconceituoso. É o histórico de opressão que justifica essas diferenças. Por que se afirmar como homem ou como branco se o homem branco sempre teve espaço garantido?

O feminismo deve, pois, ser respeitado, mas as feministas também devem compreender as diferenças de pensamento, desde que respeitando determinados limites, é claro. Nassif ultrapassou alguns limites ao publicar um post tão preconceituoso, mas a blogosfera inteira não precisa ir para a fogueira e ele não deve se tornar o inimigo a ser eliminado por um erro crasso, mas pontual.

Alguns posts personalizaram a discussão, que não envolveu só a figura x ou a figura y, que está se caracterizando por uma ampla discussão do papel dos blogs. Alguns problemas surgiram. O episódio, tão específico, serviu de pretexto para se criticar o Encontro de Blogueiros Progressistas, acontecido em agosto. As críticas tiveram duas frentes: as que questionavam o termo “progressista” e as que questionavam o motivo do encontro. A crítica, então, ultrapassou a blogosfera e atingiu a esquerda.

Do feminismo à esquerda

A briga já está em um ponto em que um diz que a esquerda tem que se unir e outro diz que tem que manter a capacidade de crítica, sem aceitar qualquer coisa de olhos fechados.

Bem bem… Passamos do ponto. E sim, esse é um problema da esquerda, mas é um problema originado por uma causa bem específica, que o justifica. A esquerda se divide porque sua movimentação é motivada por ideias, não por interesses pessoais, que fazem com que a união seja uma estratégia pensada visando um retorno no médio prazo. E ideias divergem.

Então, o que fazer? Passar por cima das divergências e se unir de forma acrítica? Ou assumir as críticas e brigar e brigar, esquecer o entendimento e renunciar às lutas por falta de força, já que cada um lutando sozinho não chega muito longe?

Conversar, não discutir

Nem oito nem 80. Falta um tantinho de tolerância e de vontade de entendimento. Seria simples. A gente discute ideias, sem partir para o pessoal, concorda às vezes, diverge, mas se respeita e se une pelos pontos em que há identificação. Entende que às vezes a gente erra, mesmo que tentando acertar. Que a pessoa do outro lado é tão falível e tão humana quanto a deste lado e que às vezes diz uma besteira monstro. Percebe que há momentos em que o outro fulano pensa diferente mesmo, e isso faz parte. Afinal, quem pode dizer quem está certo?

Como em qualquer relacionamento, na política – e a blogosfera é política, e o feminismo é um movimento social e também político – a gente tem que ceder, tem que tolerar, tem que passar por cima de algumas coisas. Senão ninguém se entende.

Prova disso é encontrada ao reunir os diferentes posts produzidos sobre o assunto. Com cada um, tenho concordâncias e divergências. Algumas partes eu assinaria embaixo e outras eu jogaria no lixo. Ou seja, todos acertamos e erramos. E provavelmente o leitor também discordará de boa parte do que escrevi aqui, e outro leitor discordará de parte diferente. Ou seja, somos diferentes.

Mas temos um ponto de união. Queremos um mundo melhor, queremos melhorar o Brasil, queremos uma visão mais abrangente de sociedade, que não exclua pessoas por conta de sua renda ou do lugar onde mora. Prendamo-nos, pois, aos nossos pontos comuns. Façamos críticas, com o devido respeito e sem a arrogância de se achar dono da razão. Ouçamos as críticas. Aprendamos com elas. Mas não nos desarticulemos. Isso se chama diálogo.

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A seguir, alguns links que ajudam a compreender melhor a dimensão que a coisa tomou. Com alguns concordo mais, com outros menos. Não há nenhum tipo de ordenamento nesse sentido. A cada link, a ordem é o nome do post, nome do blog e autor do texto.

Nassif e a esquerda que a direita adora – Rodrigo Vianna

Elas mataram Orfeu – Gonzum – Miguel do Rosário

A busca incansável por um feminismo dócil, ou, não é de você que devemos falar – O Biscoito Fino e a Massa – Idelber Avelar

A nova blogosfera e o episódio com as feministas – Luis Nassif

“Socorro! Não sou machista, mas as feminazis mal-comidas estão me patrulhando” – Liberal Libertário Libertino – Alex Castro

Algumas reflexões sobre a “blogosfera progressista” – O Descurvo – Hugo Albuquerque

Sobre o debate Nassif, feminazis, Idelber e blogs progressistas – Conexão Brasília-Maranhão – Rogério Tomaz Jr.

Nassif pede desculpas às feministas de bom nível – Escreva Lola Escreva – Lola Aronovich

Feminismo não é partido! – O inferno de Dandi – Danilo R. Marques

Blogosfera progressista, feminismo e polêmicas – Conceição Oliveira – Vi o mundo

Como falar bobagens e ser publicado num blog famoso – Escreva Lola Escreva – Lola Aronovich

Feminazi: ignorância a serviço do conservadorismo – Cynthia Semíramis

A agressividade como ferramenta de auto-afirmação – Escreva Lola Escreva – Lola Aronovich

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Discussão sobre feminismo: a esquerda e suas divergências

O I Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS

Quer discutir a blogosfera?

Começa no 1º de abril do ano que vem o I Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS. Durante três dias, haverá atividades que envolvem a discussão teórica de temas pertinentes, oficinas, integração entre blogueiros e atividades de rua.

Como a blogosfera é um espaço democrático, onde as opiniões são sempre bem-vindas e o Encontro tem como objetivo responder às necessidades dos blogueiros gaúchos, a comissão organizadora vai direto à fonte e pergunta: o que gostarias de discutir neste I Encontro?

Entra lá em http://blogprogrs.wordpress.com/ e dá tua opinião.

O Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS será realizado entre os dias 1º e 3 de abril de 2011, na Casa dos Bancários, Porto Alegre.

Altamiro Borges, Presidente do Centro de Mídia Barão do Itararé e blogueiro, fará a abertura do Encontro no dia 1º de abril, 20h, com o tema Panorama da blosgosfera brasileira: histórico e desafios.

Sábado e no domingo serão dias de debate, oficina e encontro para trocas de experiências entre @s participantes. Como o tempo é exíguo e os temas para debate são muitos, a Comissão Organizadora do Encontro escolheu dois temas para o painel de sábado pela manhã, a saber: 1º) Internet e 2º) Políticas Públicas para a Internet. E optou pela abertura de uma Consulta Pública, seguida de enquete, aberta à comunidade riograndense, para que esta defina o tema do 3º painel de sábado pela manhã, respondendo nos comentários:

  • Que tema gostarias de debater no encontro de blogueir@s e tuiteir@s do RS?
  • A primeira etapa constará de respostas nos comentários durante o mês de dezembro de 2010. Vale, inclusive, menções e copiar/colar;
  • A segunda etapa constará de enquete, a partir das sugestões enviadas e a Comissão Organizadora será a responsável pela seleção.

Então, vamos lá! Participa!

Clica aqui!

O I Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS

A entrevista de Lula à blogosfera: que seja bem aproveitada

A imprensa não pode ser só de esquerda, só de direita, só feminista, só conservadora… Refiro-me à linha ideológica dos veículos. Sabe-se que todos inevitavelmente a têm, por mais plural que tentem ser.

O grande problema é que, se conversarmos com a grande maioria dos brasileiros, eles se informam pelos mesmos veículos. E é com eles que os governantes conversam. Afinal, eles têm uma força realmente muito grande, que pode abalar estruturas.

É nesse sentido que amanhã se torna um dia histórico. Amanhã o presidente do Brasil concederá entrevista coletiva a dez blogueiros. Blogueiros sujos, segundo o candidato da oposição nas eleições de 2010.

Não sei se sairão informações muito diferentes. Não sei se algumas perguntas não serão muito chapa-branca. É possível, embora eu confie na capacidade jornalística dos representantes dos blogueiros brasileiros que se reunirão com o presidente às 9h de amanhã em Brasília.

Que vire rotina

É um formato a ser adaptado com o tempo, por ambos os lados, até adquirir sua melhor forma. Talvez a novidade atrapalhe um pouco. Dá aquela sensação de ter que aproveitar da melhor forma, fazer a melhor pergunta, não decepcionar. Se virar rotina, isso tende a melhorar. Ainda mais se nas próximas vezes for aberta a possibilidade de inscrições diversas.

De qualquer forma, está sendo anunciada a possibilidade de participação dos internautas, e alguns dos blogueiros inclusive pediram sugestão de perguntas. Uma entrevista que já tem o mérito de ser, pelo menos, diferente de tudo o que já se fez no gênero.

O que faz deste um acontecimento importante é o fato de o governo reconhecer o papel dos blogs e valorizá-los. É a iniciativa na direção de pluralizar o debate e de abrir uma relação nova com essa mídia que vem mostrando sua força, mas ainda tem muito pouco espaço e muito pouco acesso (já comentei aqui sobre quando tentei entrevistar um secretário do governo Yeda no RS e ouvi da assessora que no Palácio “nem era permitido abrir blogs”, o secretário não “perderia o tempo dele” comigo).

É por essa valorização dos meios alternativos que este momento merece divulgação. Espero que todos os lados entendam a importância de se aproveitar da melhor forma a ocasião.

Presidente Lula vai dar a primeira entrevista à blogosfera

Por Renato Rovai em seu blog

23/11/2010

Amanhã (quarta-feira) o presidente Lula concederá a primeira entrevista “da história deste país” à blogosfera. Solicitada por um grupo de blogueiros progressistas, ela já tem as presenças confirmadas de: Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Cloaca (Cloaca News), Conceição Lemes (Viomundo), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasilia Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna). Outros dois blogueiros buscam desmarcar compromissos para se integrar ao grupo.

O evento acontecerá às 9h da manhã, no Palácio do Planalto, e será transmitido ao vivo pelo Blog do Planalto, pelos blogs que participarão do encontro e por todos que tiverem interesse de fazê-lo. Ainda hoje vamos explicar como isso será possível.

Será uma entrevista coletiva, mas também é um momento de celebração da diversidade informativa. Ao abrir sua agenda à blogosfera o presidente demonstra estar atento às transformações que acontecem no espaço midiático e ao mesmo tempo atesta a importância dessa nova esfera pública da comunicação.

Como as coisas na blogosfera são diferentes e mais colaborativas, não serão só os presentes ao encontro que participarão. A coletiva será aberta ao público que poderá participar enviando perguntas pelo chat. O objetivo é garantir o maior grau possível de interatividade.

Por conta dos senões da agenda presidencial, só agora nos foi confirmado o evento e liberada a divulgação. Por isso temos pouco tempo para nos organizar e produzir a repercussão que a entrevista merece.

Contamos com vocês nessa tarefa: divulgando, transmitindo em seus blogs e fazendo perguntas pelo chat.

A blogosfera dá mais um passo importante.

Um passo “nunca dado na história deste país”.

A entrevista de Lula à blogosfera: que seja bem aproveitada

As eleições da internet – Parte 2

A força da internet não é visível a olho nu. Ela parte dos bastidores e se faz sentir por quem a olha com cuidado. A disseminação de boatos, muito usada pelo PSDB entre o final do primeiro turno e o segundo, é mais fácil de identificar, se mostra mais. Mas as redes sociais foram também importantes.

Pela primeira vez, os grandes veículos de comunicação não puderam manipular informações como bem entendessem para passá-las ao público. Até porque mudou a relação repórter-leitor, produtor-consumidor de informação. A produção de conteúdo, a disseminação de informação começou um processo de horizontalização, em que produtor e receptor misturam-se e confundem-se.

Internet: avaliação e fiscalização

Às matérias disseminadas nos canais de mais audiência e nas revistas e jornais de maior tiragem sempre havia olhos atentos com espaço para publicar desmentidos. Se poucos leram no Twitter antes de a Veja sair que a história da Erenice não era bem aquela que a revista contava, os próprios veículos sabiam que estavam sendo fiscalizados por leitores atentos e que mentir poderia afetar de forma inexorável sua credibilidade.

Eles tentaram. Muito factóide foi gerado e informação falsa circulou, mas, pela sentimento de raiva e ódio despertado nessa campanha, pode-se imaginar que teria sido muito pior se não houvesse um meio para desmascarar as tentativas de mostrar os fatos com alguns detalhes diferentes que mudassem seu significado.

Pautando a agenda

Nesse sentido, a mobilização na internet se deu mais pela fiscalização dos meios de comunicação e pela influência na agenda de discussões do que pela mudança direta de voto. Mesmo que a maioria dos brasileiros eleitores não tenham acesso à rede, as informações que circularam nela pautaram em diversas ocasiões os veículos pelos quais se informam.

Houve declarações e fatos que antes não seriam dados e que acabaram na tevê porque a rede escancarou-os e ficaria muito feio as emissoras fingirem que não viram, que não sabem. Muita mentira foi desmentida, algumas antes até de serem publicadas no papel. Exemplo maior é o episódio da bolinha de papel. A Globo deu distorcido, mas esse ato não passou em branco: até seus repórteres acabaram envergonhados porque confrontados com os fatos que já circulavam na rede e que não havia como negar.

Interatividade e tecnologia

Não havia como negar, aliás, porque em 2010 em todo lugar, em cada canto havia lá um celular com câmera gravando um vídeo que mostrava uma cena. Como dizer que aquilo não ocorreu se havia uma prova material? O desenvolvimento tecnológico, que acompanha mais ou menos o ritmo em que se processa a influência da rede, contribuiu para que, apesar de tudo, as eleições de 2010 fossem mais transparentes. Foram baixas, de muita mentira, mas de muita mentira desmentida.

A tecnologia, então, ajuda quem está nas redes sociais fiscalizando as informações transmitidas a mostrar o que de fato aconteceu, quando retratado de forma diferente.

Equipes mobilizadas e mobilizando militantes do Brasil inteiro estavam contratadas pelas campanhas. Muita gente, com infraestrutura montada especificamente para a atuação nos meios digitais, havia nas diferentes campanhas. Mas havia, além da estrutura montada pelos partidos, militância voluntária, que foi o grande diferencial. Blogueiros estavam presentes diariamente, pegando as deixas dos veículos, fazendo matérias e ajudando a divulgar o que outros blogueiros postavam.

O papel da blogosfera

A força da rede se deu principalmente com a atuação dessas pessoas. Incomodou tanto que o próprio Serra se revoltou e xingou a blogosfera, dizendo que esses blogueiros eram pagos pelo PT, eram “blogueiros sujos”. A reação a essa declaração acabou dando o efeito contrário do que queria o tucano e fortalecendo os “sujos”, que passaram a ostentar o título com orgulho.

O período eleitoral coincidiu com a realização do I Encontro de Blogueiros Progressistas, em São Paulo. Em sua maioria identificados ideologicamente com a campanha Dilma, mas independentes, sem incentivo governamental ou partidário, organizaram-se em uma espécie de rede. Embora fosse proposta do evento, do qual participei, não chegou a ser efetivado um espaço para reunir as atualizações dos blogueiros participantes, mas serviu para conhecer pessoalmente muita gente que antes parecia uma imagem difusa, porque virtual. Nesse sentido, dá força para que a dedicação aumente, porque cria uma identificação.

Eram eles que produziam a maior parte do conteúdo que circulava na rede na campanha dos candidatos de esquerda, mas mesmo os textos produzidos pela equipe da campanha não teriam a mesma força se não fossem repercutidos por esse pessoal.

Por tudo isso, digo sem medo de errar que 2010 foi o primeiro ano em que a internet entrou pra valer na disputa eleitoral no Brasil. 2012 deve ser ainda mais e 2014 eu nem consigo imaginar. Mas já começamos com força esse ano.

As eleições da internet – Parte 2

Carta dos blogueiros progressistas

Demorou, mas aí está a carta dos blogueiros progressistas, como foi aprovada no #blogprog no fim de agosto. Esse é o documento principal, mas em seguida vêm outros tirados do evento. A prestação de contas está no site do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

CARTA DOS BLOGUEIROS PROGRESSISTAS

“A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa”. Ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 20, 21 e 22 de agosto de 2010, mulheres e homens de várias partes do país se reuniram em São Paulo para materializar uma entidade, inicialmente abstrata, dita blogosfera, que vem ganhando importância no decorrer desta década devido à influência progressiva na comunicação e nos grandes debates públicos.

A blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas, designação que se refere àqueles que, além de seus ideais humanistas, ousaram produzir uma comunicação compartilhada, democrática e autônoma. Contudo, produzir um blog independente, no Brasil, ainda é um gesto de ativismo e cidadania que não conta com os meios adequados para exercer a atividade.

Em busca de soluções para as dificuldades que persistem para que a blogosfera progressista siga crescendo e ganhando influência em uma comunicação dominada por oligopólios poderosos, influentes e, muitas vezes, antidemocráticos, os blogueiros progressistas se unem para formular propostas de políticas públicas e pelo estabelecimento de um marco legal regulatório que contemple as transformações pelas quais a comunicação passa no Brasil e no mundo.

Com base nesse espírito que permeou o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, os participantes deliberaram em favor dos seguintes pontos:

1. Apoiamos o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), de iniciativa do governo federal, como forma de inclusão digital de expressiva parcela do povo brasileiro alijada da internet no limiar da segunda década do século XXI. Esta exclusão é inaceitável e incompatível com os direitos fundamentais do homem à comunicação em um momento histórico em que os avanços tecnológicos na área já são acessíveis em diversos países.

Apesar do apoio ao PNBL, os blogueiros progressistas julgam que esta iniciativa positiva ainda precisa de aprimoramento. Da forma como está, o plano ainda oferece pouco para que a internet possa ser explorada em todas as suas potencialidades. Reivindicamos a universalização deste direito, que deve ser encarado com um bem público. A velocidade de conexão a ser oferecida à sociedade sem cobrança dos custos exorbitantes da iniciativa privada, por exemplo, precisa ser ampliada.

2. Defendemos a regulamentação dos Artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que legislam sobre a comunicação no Brasil. Entre outras coisas, eles proíbem a concentração abusiva dos meios de comunicação, estimulam a produção independente e regional e dispõem sobre os sistemas público, estatal e privado. Por omissão do Poder Legislativo e sob sugestão do eminente professor Fabio Konder Comparato, os blogueiros progressistas decidem apoiar o ingresso na Justiça brasileira de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) com vistas à regulamentação dos preceitos constitucionais citados.

3. Combatemos iniciativas que visam limitar o uso da internet, como o projeto de lei proposto pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o “AI-5 digital”, que impõe restrições policialescas à liberdade de expressão. Defendemos o princípio da neutralidade na rede, contra a proposta do chamado “pedágio na rede”, que daria aos grandes grupos de mídia o poder de veicular seus conteúdos na internet com vantagens tecnológicas, como capacidade e velocidade de conexão, em detrimento do que é produzido por cidadãos comuns e pequenas empresas de comunicação.

4. Reivindicamos a elaboração de políticas públicas que incentivem a blogosfera e estimulem a diversidade informativa e a democratização da comunicação. Os recursos governamentais não devem servir para reforçar a concentração midiática no país.

5.Cobramos do Executivo e do Legislativo que garantam a implantação das deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em especial a da criação do imprescindível Conselho Nacional de Comunicação.

6. Deliberamos pela instituição do encontro anual dos blogueiros progressistas, como um fórum plural, suprapartidário e amplo. Ele deve ocorrer, sempre que possível, em diferentes capitais para que um número maior de unidades da Federação tenha contato com esse evento e com o universo da blogosfera.

7. Lutaremos para instituir núcleos de apoio jurídico aos blogueiros progressistas, no âmbito das tentativas de censura que vêm sofrendo, sobretudo por parte de setores políticos conservadores e de grandes meios de comunicação de massas.

São Paulo, 22 de agosto de 2010.

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MOÇÕES APRESENTADAS NO ENCONTRO

1) Salve a Rádio e TV Cultura

Propomos que o Encontro de Blogueiros, o Sindicato dos Jornalistas e as entidades representativas da sociedade civil se mobilizem para evitar o desmonte do projeto educacional e cultural que a Fundação Padre Anchieta oferece a sociedade, diante da possibilidade de demissão de mais de mil funcionários e do encerramento de programas da TV Cultura.

2) Inclusão do direito à banda larga na Constituição Federal

A partir do entendimento de que a comunicação é um direito humano fundamental, este 1° Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas defende o encaminhamento de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que inclua no capítulo 5 da Constituição da República Federativa do Brasil o direito à banda larga para todos os cidadãos e todas as cidadãs, ou seja, a universalização da banda larga gratuita e de qualidade.

Além de garantir à população o acesso a um meio de comunicação que permite a liberdade de expressão e favorece a democratização da comunicação, esta medida tem inclusive caráter de utilidade pública, pois campanhas informativas ajudam a combater males nos mais diversos âmbitos. A campanha pela erradicação da dengue, por exemplo, é basicamente informativa, e poderia ser potencializada a distribuição das informações com a mesma universalização da banda larga gratuita.

A educação de jovens adultos também seria viabilizada pela medida, podendo acarretar até mesmo economia de gastos públicos, pois permitiria a sinergia entre políticas de saúde, educação e cultura. Lançamos, assim, uma campanha pela PEC da Banda Larga, que tenha ampla divulgação na blogosfera, que estimule a formação de uma frente parlamentar em defesa da proposta e outras medidas e ações que possam potencializar a mobilização em torno da causa.

3) Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável

Propomos que o encontro de blogueiros dê todo apoio ao Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável, em sua luta contra a incineração de lixo que vai gerar poluição com material que gera renda para a categoria. A lei está em processo de regulamentação.

4) Direito autoral

Apoiamos o processo de reforma da legislação autoral submetida a toda a sociedade brasileira, que busca o equilíbrio entre o direito da sociedade de acesso público à informação e a remuneração justa do autor, bem como, disponibilizar conteúdos produzido em formatos abertos para garantir a interoperabilidade de ferramentas e conteúdos, como por exemplo, utilizar os padrões: SVG (Scalable Vectorial Graphics), PNG (Portable Network Graphics), ODF (Open Document Format),  OGG (vídeo) e licenças livres que definem como se pode utilizar a obra licenciada, como exemplo a iniciativa Creative Commons.

5) Neutralidade na rede

Defendemos o princípio da neutralidade na rede. Queremos que a Internet continue livre e sem controle e filtros de mensagens, tecnologias e formatos. Não admitimos que aqueles que controlam a infraestrutura de telecomunicações possam controlar o fluxo de informações que passa sobre suas redes físicas. Nenhum pacote de informações deve ser tratado de modo discriminatório na rede. A Internet não pode ser transformada numa rede de TV a cabo. Em defesa da diversidade cultural, da liberdade e da criatividade defendemos o princípio da neutralidade na rede e contra o vigilantismo.

6) Plebiscito sobre os meios de comunicação

Apoiamos a realização de um plebiscito nacional com objetivo de consultar a sociedade sobre o papel dos meios de comunicação na atualidade e sobre um novo marco regulatório para o setor, que enfrente a concentração midiática e estimule a diversidade e a pluralidade informativas.

7) Inclusão e alfabetização digital

Amplas camadas da população brasileira precisam ser alfabetizadas digitalmente, permitindo-lhes melhor uso das tecnologias. Por sermos contra os monopólios e acreditarmos que a inclusão e a alfabetização digital devem ser tratadas com a seriedade de assunto estratégico de interesse nacional, defendemos que esses processos sejam desenvolvidos em cooperação com a comunidade do Software Livre e através do uso de Softwares e Sistemas Operacionais Livre.

8) Reconhecimento do trabalho de Raimundo Rodrigues Pereira

O Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas aprova essa moção especial, reconhecendo o trabalho pioneiro do jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, na construção de uma comunicação mais democrática no Brasil. Nos anos 70, sob ditadura, ele comandou os jornais alternativos “Opinião” e “Movimento” – que tiveram papel fundamental na resistência ao regime militar.

Quase quarenta anos depois, Raimundo segue na ativa, e seu exemplo segue a inspirar os blogueiros progressistas bem como todos aqueles que – hoje, sob democracia – lutam por um país mais justo, também na área de comunicação.

9) Solidariedade a Lúcio Flávio Pinto

Lúcio Flávio Pinto, de Belém (PA), 45 anos de profissão, 23 dos quais dedicados ao Jornal Pessoal . Ganhador dos principais prêmios de Jornalismo no Brasil, é  exemplo de ética, coragem, competência e dignidade para jornalistas, blogueiros, comunicadores sociais e populares, estudantes.

Por fazer um jornalismo comprometido com a verdade, já tentaram desqualificá-lo, foi ameaçado de morte, espancado. Só os Maiorana, do Grupo Liberal, já o processaram 19 vezes.

Desde 1992, quando a família Maiorana propôs a primeira ação, procurou oito escritórios de advocacia de Belém. Nenhum aceitou. Os motivos apresentados foram vários, mas a razão verdadeira uma só: eles tinham medo de desagradar os poderosos do império midiático local. Não queriam entrar no seu índex.

Ele não pode contar nem mesmo com o compromisso da Ordem dos Advogados do  Brasil. Seu atual presidente nacional, o paraense Ophir Cavalcante  Júnior, quando presidente estadual da entidade, firmou o entendimento de que de que Lúcio Flávio foi perseguido e agredido não por exercer a liberdade de imprensa, o direito de dizer o que sabe e o que pensa, mas por “rixa familiar”.

A Lúcio Flávio, nossa irrestrita solidariedade. A sua luta é de todos nós.

Quem quiser ajudá-lo nesta batalha, pode depositar qualquer quantia na conta abaixo:

BANCO ITAÚ (banco 341)
Conta: 07164-8
Agência: 9208
CPF: 610.646.618-15

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RELATÓRIOS DOS GRUPOS

GRUPO I

1. Criar uma “carta de princípios” (deve preceder o debate sobre tecnologias).

2. Criar um portal geral, por adesão voluntária, tipo “outra mídia é possível” ou portal “Barão de Itararé”.

3. Criar mecanismos de ir para a rua, popularização, exemplo: blog Cidadania do Eduardo, que chamou vários atos públicos.

4. Consultoria jurídica no portal,  pode ser pelo Barão de Itararé; rede nacional de profissionais de direito.

5. Criar rede de jornalistas,  “central de pauta” —  falou sobre excesso de analise e falta de fatos, ou seja, melhorar a verdade factual nos blogs.

6. Blogs são livres; manter os blogueiros sem muitas regras.

7. Portal libre.org.br para pequenos editores.

8. Criar atividade específica de blogueiros para debater tecnologia, como: criar tag específica, software reconhecimento de voz, jogar com “empoderamento” individual na rede, discutir a construção de serviços para hospedagem de blogs independentes.

GRUPO II

1. Definir o segundo encontro nacional.

2. Aproveitar a oportunidade do latinoware, em Foz do Iguaçu, e promover um encontro latinoamericano.

3. Tirar o termo progressista (outro termo).

4. Linkar todos os blogs no Barão de Itararé (para quem autorizar), organizar por categorias, mapear as atualizações.

5. Viabilizar o financiamento de blogs. A economia solidária deve ser o foco deste financiamento, além de não obstaculizar debates em torno de projetos que estejam carimbados em verbas públicas nos âmbitos: central, regionais e estaduais. A coordenação do encontro deve buscar formular uma proposição que garanta o debate livre do tema financiamento dos blogs.

6. Incentivar os encontros estaduais.

7. Reforçar a luta da banda larga. Exigir a neutralidade na rede.

8. Replicar (compartilhamento) via twitter das informações entre twitteiros e blogueiros.

9. E necessário haver portais agregadores.

10. Viabilizar oficinas sobre como fundamentar a informação. A blogosfera não pode repetir os vícios da mídia corporativa.

11. Incentivar a multiplicação de blogueiros. Para isso, aplicar as técnicas através das redes sociais, objetivando acabar com a distância tecnológica entre os blogueiros. As ferramentas livres são baratas, grátis e de fácil acesso.

12. Mobilização e solidariedade em defesa da TV Cultura de São Paulo.

13. Reforçar a necessidade da economia solidária. Disputar os projetos que ensejam verbas públicas, locais, regionais, estaduais, central. Desenvolvimento de um processo de agregação;

14. Uma moção para inserir no capítulo V da Constituição uma emenda constitucional referindo-se a universalização da banda larga.

15. Compartilhar informações entre os blogueiros é um bom começo.

16. Conseguir patrocínio para o segundo encontro nacional dos blogueiros. Para isso, é preciso constituir um grupo de trabalho que atue em conjunto a coordenação do encontro.

17. Conhecer a plataforma livre para redes sociais.

18. Moção de solidariedade ao jornalista Lúcio Flavio Pinto. Replicar a carta dele em todos os blogs.

19. Confeccionar um vídeo/curso de formação voltado para  divulgação e formação, tendo como público-alvo os movimentos sociais.

20. Moção de apoio ao Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável.

GRUPO III

1. Associação em massa ao Barão de Itararé. Isso fortalecerá a instituição, possibilitando desenvolver mais atividades, entre as quais:

a. apoio jurídico comum aos blogueiros;

b. estabelecimento de um fórum virtual permanente para capacitação dos blogueiros;

c. realização das oficinas regionais antes do próximo encontro nacional. As oficinas devem ter, no mínimo, três objetivos: pensar e compartilhar estratégias para aumento do número de acessos dos blogs; esclarecer questões jurídicas; e capacitar os blogueiros no uso de ferramentas;

d. criação e disponibilização de cartilha de softwares livres para realização de cursos e formação de multiplicadores;

e. organização de conferências temáticas virtuais (via twitcam, por exemplo);

f. promoção de parlamentar contínua. Nesse ponto foram destacadas algumas questões relativas ao ordenamento legal que deveriam ter atenção especial nesse trabalho:

– defesa da neutralidade da internet;

– defesa da inclusão digital/universalização da banda larga;

– considerar a inclusão na Constituição Federal do direito à internet para todos os cidadãos brasileiros;

– atenção ao processo que se vem percebendo de criminalização das lan houses.

g. Estimular a criação de redes de blogs temáticos.

h. Resenhas quinzenais com base no material produzido pelos blogueiros progressistas.

2. Promoção de atividades coletivas virtuais diretas, como postagens com dia e hora marcados para determinadas ações, como a defesa da universalização da banda larga.

3. Reforçar a importância dos comentários tanto nos sítios da velha mídia (para contraponto ao pensamento conservador) quanto nos blogs progressistas.

4. Utilização de sítios regionais e locais de notícias para veiculação dos nossos blogs para aumentar o número de acessos. Muitas vezes órgãos menores de comunicação não têm capacidade de veicular muitos artigos de opinião e teriam interesse em disponibilizar esse tipo de serviço.

5. Os blogueiros devem valorizar a produção de linhas auxiliares de apoio aos blogs, como ilustrações e fotos. Além de enriquecer os posts, pode ajudar a aumentar o acesso.

GRUPO IV

1. Mapear a rede de advogados pró-bono, para garantir assistência jurídica aos blogueiros.

2. Criar imediatamente um site em que será disponibilizada a relação dos blogs participantes deste evento, bem como um breve resumo sobre eles.

3. Realizar oficinas para o desenvolvimento técnico dos blogs nos encontros estaduais que precederão o próximo encontro nacional. Promover oficinas semelhantes no Barão de Itararé.

4. Promover ações em prol do desenvolvimento dos blogs, respeitando a individualidade de cada um deles e promovendo a força da coletividade e os instrumentos de apoio mútuo.

5. Promover a defesa do direito à comunicação e à liberdade de expressão, reconhecendo que ela implica proporcional responsabilidade.

GRUPOS V/VI

1. Escola de boas práticas e técnicas jornalísticas.

2. Jornal dos blogs ou resenha quinzenal.

3. Rede de blogueiros:

a. blogueiros solidários;

b. portal dos blogueiros;

c. Barão de Itararé pode ser este portal?;

d. biblioteca virtual dos blogueiros (documentos, apresentações como a da Maria Fro, agregador de links, etc.) e page-views compartilhados.

4. Pronto-socorro on-line (quem está conectado ajuda quem precisa), para questões jurídicas, tecnológicas ou jornalísticas.

5. Oficinas virtuais.

6. Fundo comum para a blogosfera.

7. Fomentar relações entre blogs e outras redes sociais.

8. Regionalização:

a. encontros locais de blogueiros antecipando o encontro nacional;

b. regionalizar o portal dos blogueiros (como o Portal Sul21);

c. unir blogs de forma regionalizada;

d. grupos de trabalho regionais ao longo do ano;

9. Formar comissão geral permanente.

10. Priorizar dinâmicas de grupo no próximo encontro.

11. Firmar compromisso dos blogueiros com licenças de livre conteúdo.

12. Formar uma comissão jurídica de blogueiros.

13. Disponibilizar dados de processos jurídicos (aqueles que enfrentaram processos na justiça para aqueles que estão sofrendo processos).

14. Plano Nacional de laptop público, nos moldes do PNLB.

15. Fundo público para comunicação pública, inclusive blogosfera, rádios e TVs comunitárias.

16. Levar discussões da blogosfera às ruas (mobilização).

17. Moção de solidariedade a Raimundo Pereira, precursor do encontro.

18. Priorizar a economia solidária em detrimento do patrocínio proveniente da iniciativa privada.

19. Ao replicar conteúdo e citar fontes

a. priorizar os blogs pequenos;

b. citar as fontes produtoras e não só os divulgadores;

c. comentar nos blogs originais;

20. Lutar por editais públicos para financiamento.

21. Usar o dinheiro em caixa para financiar encontros estaduais.

22. Criar alternativas para blogueiros que não podem pagar inscrições.

23. Ampliar a participação dos movimentos sociais nos encontros de blogueiros.

Carta dos blogueiros progressistas

#blogprog em imagens

Junto com os que acompanhavam pelo telão, eram cerca de 300 pessoas
Paulo Henrique Amorim, Leandro Fortes, Rodrigo Vianna, Débora da Silva e Altamiro Borges
Conceição Oliveira (Maria Frô) fala sobre Twitter
Blogosfera conectada tuitando
Sr. Cloaca News recebe de Paulo Henrique Amorim o Prêmio Barão de Itararé
Com camiseta da Dilma, José de Abreu faz questão de mostrar a que veio
José de Abreu provocando a grande imprensa
Palmas para quem pensou o #blogprog
Quem diria, o Sr. Cloaca News é tímido, mas é o Blog do Ano
Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha, Conceição Oliveira, Diego Casaes, Conceição Lemes, Eduardo Guimarães, Renato Rovai e Altamiro Borges
#blogprog em imagens