Sindicato denuncia truculência da Brigada contra jornalista

Do RS Urgente:

Mais um episódio de truculência envolvendo a Brigada Militar no Rio Grande do Sul, uma prática que se tornou uma marca da instituição durante o governo autoritário de Yeda Crusius (PSDB). O fotógrafo Eduardo Seidl foi impedido de realizar seu trabalho nesta sexta-feira (1°) Eduardo estava fazendo a cobertura da greve dos bancários para o SindBancários, quando foi abordado pela polícia, ameaçado e obrigado a deletar fotos de um dos cartões de memória de sua máquina.

O primeiro episódio ocorreu na agência Navegantes do banco Santander. Um advogado da instituição apareceu no local com um interdito proibitório em mãos, coagindo os trabalhadores paralisados e ameaçando o direito de greve – assegurado pela Constituição. O advogado acionou a Brigada Militar, que agiu de forma truculenta. O diretor do SindBancários, Everton Gimenis, foi detido por mais de uma hora e algemado, mesmo sem apresentar resistência a ação da polícia.

O segundo caso presenciado por Seidl foi na agência do Itaú Unibanco, localizado na rua dos Andradas. Após imobilizar um dirigente, um PM tentou impedir com a mão o registro dos fatos.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul condena a atitude e lamenta que tais fatos ainda ocorram em plena vigência do Estado Democrático de Direito. A direção quer também um esclarecimento público da Secretaria de Segurança Pública no que diz respeito ao direito do trabalho jornalístico, que em momento algum pode ser impedido ou cerceado, ainda mais quando é realizado em um local público. As informações são do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS.

Foto: Eduardo Seidl

Sindicato denuncia truculência da Brigada contra jornalista

O 190 simplesmente não atende em Porto Alegre

A família que mora na casa do lado da minha é sempre grossa com todos do meu prédio.  Tratam mal sem motivo mesmo. Sabe riquinho metido a besta que se acha o dono do mundo? Eles se acham mesmo, tanto que cometem infrações. Por exemplo, o filho mais velho, que deve ter uns 10 anos, vive andando de moto na calçada aqui da rua. Não é uma super moto, mas é grande, tem motor, faz um barulho desgraçado e assusta as pessoas. Quase atropela às vezes.

Uma vez liguei pra polícia pra ver quão ilegal era a coisa. Bem, ele é menor de idade, dirigindo um veículo motorizado. Não tem carteira, evidentemente. E anda com esse veículo a motor na calçada. Nenhuma das três coisas é permitida. A polícia me disse que para registrar a queixa tinha que vir na minha casa antes. Desisti, pensando em quanto tempo eles perdiam com esse procedimento, tempo que podia ser usado para atender ocorrências.

Aí ontem o guri me acordou no meio tarde (fiz um concurso às 8 da manhã, tá) com aquele barulho dos infernos. Não dei bola. Hoje estou chegando em casa e quase sou atropelada. Subi, peguei o telefone e disquei 190. Chamou, chamou e nada. De novo.

Na semana marcada pelo descaso da Prefeitura de Porto Alegre, agora descubro mais uma negligência, mas do governo estadual.

E o guri continua ali embaixo…

O 190 simplesmente não atende em Porto Alegre

Políbio Braga

polibioCês tão sabendo da história do coronel Mendes, que pediu ajuda a um investigado da Operação Rodin pra conseguir o cargo de comando da Brigada Militar, né? Bom, se não estão, leiam aqui.

Fiquem já sabendo que o relatório da Polícia Federal diz que foi pedido ao jornalista Políbio Braga que fizesse uma nota falando mal do MST pra mostrar que o negócio – na verdade o estado – estava uma zona sem a presença do coronel Mendes. Era época da ocupação da Fazenda Southall – que agora foi vendida pra União (tinha umas dívidas e tal) e vai assentar diversas famílias – e a idéia era que se falasse bem mal da “invasão”, pra mostrar que o Rio Grande do Sul era praticamente um estado sem lei. Tudo isso por causa da ausência do coronel Mendes, repita-se.

Pois bem. A Zero Hora foi entrevistar o Políbio – o mesmo aquele que tirou A Nova Corja do ar por uns tempos e depois perdeu o processo – e eis sua resposta (grifos meus):

“Recordo dessa nota, mas não lembro da circunstância em que botei, porque eu gosto de tocar o pau no MST. Essa nota não tem fonte, sou eu mesmo. No blog (ele tem um blog, mas não vale a pena conhecer) tenho certeza de que saiu. Se saiu no impresso não recordo. Com certeza não houve interferência absoluta de ninguém, pois costumo atacar o MST e defender o coronel.”

Bom, realmente não dá pra dizer que ele não mostra seu lado. É uma pena só que esse tipo de lado seja o mais influente.

Políbio Braga