Entreviste Julian Assange

Do blog Carta Capital WikiLeaks, por Natalia Viana:

O fundador do WikiLeaks vai dar uma entrevista exclusiva para o público brasileiro.

A ideia é aumentar a comunicação direta com o Brasil, abrindo espaço para perguntas dos internautas.

Todo mundo pode participar. Basta enviar a sua pergunta como um comentário neste blog, incluindo nome completo e email para contato.

Eu e o pessoal do WikiLeaks vamos selecionar dez perguntas que serão respondidas por Julian.

Vamos selecionar em especial perguntas originais – já que o Julian deu muitas entrevistas ultimamente – e que tenham relevância para o público brasileiro  e para o atual momento do WikiLeaks.

Claro, nem todo mundo será contemplado, mas a ideia que a entrevista seja o mais democrática possível.

As perguntas podem ser enviadas até as 18 horas da próxima sexta-feira, dia 21 de janeiro.

Já a entrevista vai ser publicada na próxima semana – somente na internet.

Contamos com a sua participação!

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Entreviste Julian Assange

A esperteza de Zero Hora

A Zero Hora não costuma primar pela qualidade. Me refiro tanto à falta de isenção, que diz ter, quanto à questão mais prática de apuração e qualidade dos textos. Mas às vezes se mostra mais esperta que seus parceiros do Centro do país. Enquanto Folha, O Globo e Estadão deram destaque à entrevista coletiva de Lula a blogueiros, ironizando e recriminando o presidente e debochando dos blogueiros (não tenho cá comigo a imagem, mas quem se superou em todos esses quesitos foi o jornal O Globo), a Zero Hora deu uma notinha em uma página insignificante com um relato breve do acontecido, sem foto. Os jornalões citados escancararam os rostinhos dos comunicadores presentes ao lado de Lula.

Com a entrevista do governador eleito Tarso Genro, seguindo os moldes do presidente, ela fez parecido e deu uma nota seca em um pé de página par. É possível que nem tivesse mencionado o encontro, ou falasse em apenas duas linhas, se Tarso não tivesse forçado a notícia. Afinal, se a Zero Hora é esperta, o governador é mais, e aproveitou a ocasião para anunciar a competente Vera Spolidoro para a Secretaria de Comunicação e Pedro Osório para a presidência da Fundação Piratini, forçando a menção ao encontro.

O jornal evitou fazer juízo do conteúdo da coletiva. Aliás, mal entrou no mérito, indo pouco além da alfinetada que não poderia faltar sobre a censura que a grande imprensa costuma ver em qualquer tentativa de democratizar a comunicação. Acho tão engraçado, porque contradizem o que eles mesmos dizem. Como uma “democratização” pode significar censura? O significado do termo é exatamente o oposto de censura, e vai na direção do que hipocritamente a ZH defende, embora não pratique: a pluralidade.

Mas faz sentido que não gostem. Afinal, democratizar traz embutido dividir. Para que os que têm menos tenham mais, os que têm mais devem perder alguma coisa, nem que seja apenas poder (o que faz todo sentido, em uma perspectiva de mais igualdade). Isso se aplica a qualquer setor da sociedade, inclusive comunicação. Como quem tem poder hoje são esses jornalões citados, que pautam a discussão e formam opinião, eles não gostam da ideia de democratizar.

Nenhum deles gosta, mas é aí que entra a esperteza do negócio. A RBS, ao não dar destaque ao tema, neutraliza o debate em setores da sociedade que praticamente só têm acesso à informação através dela. Já os jornais do Centro do país acabaram caindo na armadilha e exalando despeito, em seus comentários mal intencionados, recheados de inveja e mau-caratismo.

Nesse caso, a “inteligência” da Zero Hora é prejudicial à sociedade, pois enfraquece o debate sobre democratização, ajudando a impedir que muitos setores tenham voz. O jornal podia usar sua esperteza para produzir conteúdo de mais qualidade para a sociedade e valorizar seus funcionários. #ficaadica

A esperteza de Zero Hora

Tarso Genro se compromete com a democratização da comunicação e deixa a mídia gaúcha de cabelo em pé

Fotos: Eduardo Seidl / Agência Cel3uma

Na entrevista coletiva concedida pelo governador eleito Tarso Genro, teve um pouco de tudo. Assuntos diversos foram tratados, com crítica à oposição, à imprensa e à base aliada. Essas menos que aquelas, e identifico dois motivos para isso. Primeiro, o óbvio, de que os blogueiros eram de esquerda e, portanto, mais identificados ideologicamente. E outro fator de peso, o fato de o PT, até agora, ser oposição no RS. É muito mais fácil fazer perguntas críticas a quem é governo e já teve bastante oportunidade de errar do que a quem vai assumir, cheio de propostas para fazer tudo lindo.

A ideia de que a crítica deve orientar as perguntas é lógica, parte do pressuposto de que o fulano entrevistado não vai dizer por livre e espontânea vontade coisas de que não gosta. Cabe a quem está de fora perguntar. Mas acho que a ideia de uma entrevista coletiva não é fazer crítica. Como qualquer entrevista, ela vem com a proposta de obter informações. Assuntos pouco tratados podem ser aprofundados, temas nem tocados durante a campanha podem ser esclarecidos. E informações foram obtidas.

Tarso falou de economia solidária, relações internacionais, movimentos sociais, ambientalismo, economia, comunicação, corrupção, alianças, PPPs, transversalidade, saúde, agricultura, transição, educação, rádios comunitárias.

Tarso já tinha chamado a atenção durante a campanha e essa entrevista confirmou: além de um grande orador, fala com muito conteúdo, preocupado em acertar, com um discurso de fato de esquerda, sem ranço. E mostra, acima de tudo, que aprendeu demais durante seu período como ministro no governo Lula.

E, importante, aproveitou o evento para prestar uma deferência às novas mídias e fazer dos blogueiros o público para o anúncio de sua mais nova secretária, Vera Spolidoro, para a Comunicação e Inclusão Digital, além do jornalista Pedro Osório para a presidência da Fundação Piratini, que agrega TVE e FM Cultura. É um ato simbólico, a informação já tinha vazado, mas é significativo porque mostra que o governador está disposto a prestar atenção ao mundo da internet e, o fundamental, à democratização da comunicação de um modo geral.

Economia Solidária

Disse que economia solidária não é política social, mas política econômica. Usou uma expressão que se repetiu mais adiante com relação a mídia alternativa: não fará políticas paternalistas. Disse que é bem diferente de políticas sociais, que deverá implementar nesse segundo caso, mas que “paternalismo é humilhação”. Economia solidária, apesar de ter sido pouco valorizada no governo Lula, entrou no Pronasci, programa criado e desenvolvido por Tarso no Ministério da Justiça, e que terá atenção especial.

Relações Internacionais

Respondeu que a viagem feita à Europa não significa que os países do Norte serão privilegiados, como questionei, em detrimento da integração regional e do fortalecimento das relações Sul-Sul, mas que a integração regional tem que ser feita através de uma visão universal, e que as relações triangulares incluindo a Europa (principalmente Espanha e Portugal por causa da relação com os países da América do Sul) são fundamentais para o crescimento regional, até porque, com a crise, a relação se inverte e eles se tornam mais dependentes da gente do que a gente deles, segundo Tarso.

Movimentos sociais

Tarso deve ter deixado a imprensa tradicional de cabelo em pé ao afirmar que deve tratar o MST da mesma forma que trata a Farsul, com respeito, diálogo e negociação e que vai valorizar a agricultura familiar em detrimento de grandes empresas exportadoras que não gerem desenvolvimento e renda no estado, sempre respeitando o meio ambiente. Afinal, “o Brasil ainda deve uma reforma agrária”.

Comunicação

Mas deve ter arrepiado principalmente nas questões específicas sobre comunicação. Disse que vai trabalhar pela criação de um conselho de comunicação, embora tenha ficado devendo a especificação da atuação e da composição desse conselho, e pela democratização da comunicação. Classificou nossa imprensa de “mídia uníssona neoliberal, dentro da qual transitam valores que têm sido derrotados” com a eleição de Lula e agora de Dilma. Enfatizou que o conselho não fará controle da opinião ou da informação, mas um passo para a efetiva democratização das fontes de produção e de reprodução, em busca do equilíbrio. E afirmou que temos liberdade de imprensa, que deve ser intocável, mas que não temos o “direito de livre circulação da opinião”.

Tarso criticou a prisão de Assange mostrando a incoerência entre prendê-lo e deixar soltos os donos dos veículos que divulgaram os documentos. Todos fizeram a mesma coisa, divulgação, ou seja, “se foi crime, e eu não acho que foi, foi um concurso criminal”. E o mais incrível para Tarso é a falta de protesto da grande imprensa, “ninguém está reclamando”.

Especificamente sobre uma nota que gerou controvérsia, publicada na coluna de Rosane de Oliveira há alguns dias que dizia “Se for suspensa sem um argumento convincente, a revitalização do Cais Mauá corre o risco de se transformar na Ford de Tarso Genro” e sobre o tratamento que o governo dará à imprensa, Tarso disse que recebe esse tipo de informação “com respeito, mas com certa ironia”, porque a nota foi uma espécie de ameaça, que diz para se cuidar, senão vai ser massacrado como foi o Olívio. Acrescentou que essa é uma informação ideologizada e foi muito feliz ao criticar a postura da imprensa, crente que detém isenção e “pureza”, que fica distante da relação do Estado com a sociedade, como se assistisse de longe e não participasse, não sofresse influência do processo de formação ideológica que cada um sofre com sua vivência cotidiana. Mostrou-se sereno diante da crítica, afirmou respeitá-la, mas não orientar sua ação política por esse tipo de manifestação.

Onde faltou

Senti falta de uma resposta mais firme no questionamento sobre o Cais Mauá. Tarso falou que não é contra as PPPs, com a ressalva de que não podem ser uma atitude do estado para proporcionar acumulação privada, que a do Cais está sendo revista juridicamente, mas não se comprometeu a revisar o mérito da parceria, o projeto em curso. Fará isso apenas se houver algum impedimento jurídico, para não ter que quebrar contrato e trazer prejuízo econômico. Resta saber se o prejuízo ambiental e urbanístico trazido pela realização da obra não será maior que o econômico.

Também deixou a desejar na resposta à questão sobre o código florestal e o gerenciamento dos órgãos do estado voltados ao meio ambiente. Mostrou não ter domínio sobre o tema, afirmou não saber exatamente o conteúdo das mudanças no código florestal, não sabia que ele seria votado já em plenário na próxima terça-feira e ficou de se informar melhor.

Por fim, é importante não confundir, como aconteceu na entrevista com Lula (vide a matéria d’O Globo), blogueiro com jornalista. Pesem algumas ausências e algumas presenças, havia alguns jornalistas formados e que atuam como tal, mas havia pessoas de várias formações, perguntando sobre a área de interesse do seu blog.

Tarso Genro se compromete com a democratização da comunicação e deixa a mídia gaúcha de cabelo em pé

Blogueiros entrevistam governador eleito

Enquanto não começa a entrevista coletiva que Tarso concede a blogueiros hoje à tarde, vale uma olhada em alguns dos blogs participantes, com seu respectivo perfil no Twitter:

Café & Aspirinas – @carlakunze

Blog do Julio Garcia – @juliocsgarcia

Cel3uma – @fototaxia

Brasil Autogestionário – @luciouberdan

Dialógico – @claudiapoa

Cloaca News – @cloacanews

RS Urgente – @rsurgente

Diário Gauche – @Cristovao_Feil

Luiz Muller – @luizmuller

Blog do Mirgon – @mirgonkayser

Centro de Estudos Ambientais – @CintiaBarenho

Somos Andando – @criprodrigues

Sátiro Hupper

Carlos Carvalho – @mesa_de_luz

Abraço RS – @hammes

Blogueiros entrevistam governador eleito

Tarso será entrevistado por blogueiros

Post atualizado em 10/12 às 10h25min.

“Um Rio Grande do Sul, do Brasil e conectado ao mundo é uma das propostas do governo Tarso. Nesta sexta (10), às 15h30, o governador eleito Tarso Genro será entrevistado por blogueiros gaúchos, no Centro de Treinamento da Procergs – local onde ocorre a transição de governo.”

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O texto do site RS13 lembra o almoço com tuiteiros realizado por Tarso durante a campanha e depois usado como modelo por candidatos de outros estados. A campanha de Tarso teve um núcleo web forte, mostrando compreender a relevância das novas tecnologias na produção e disseminação de conteúdo. A internet quebra barreiras, aproximando o leitor da informação quando fornece acesso direto ao gerador do fato. Políticos e cidadãos dialogam sem intermediários. A informação torna-se mais plural e democrática.

“Essas inovações trazidas pelas novas tecnologias colocam a democracia em um outro patamar, e esse grupo social que representa milhares e milhares de gaúchos é a grande novidade no processo de formação de opinião e de interferência no processo político democrático aqui no Estado”, enfatiza o governador eleito.

Eu não classificaria os usuários de internet como um “grupo social”, mas como representantes de diversos grupos sociais em diálogo aberto e permanente. A internet não é a produtora de conteúdo, ela é apenas um meio para que o conteúdo seja disseminado.

Mas isso não impede que sua importância seja reconhecida, como Tarso Genro demonstra fazer. Ele segue os passos do presidente Lula, que se reuniu com blogueiros por cerca de duas horas para responder a suas perguntas. Ao final do encontro, ao mostrar-se disposto a blogar e tuitar depois de umas férias, deixou claro que vê na rede uma forma de explicitar a sua verdade, tão acostumada a passar por filtros.

Não é a verdade absoluta, mas é uma ferramenta a mais para que cada um construa a sua.

A entrevista será transmitida pelo site da transição de governo e comentada através do twitter. Do microblog serão selecionados algumas perguntas para serem respondidas por Tarso Genro.

A entrevista será transmitida por esse link, que estará disponível também no www.rs13.com.br.

Tarso será entrevistado por blogueiros

Blogueiros com Lula: os bastidores de uma entrevista histórica

Alguns bastidores da entrevista com Lula [concedida na quarta-feira (24), em Brasília, aos blogueiros Altamiro Borges (Blog do Miro), Renato Rovai (Blog do Rovai), Leandro Fortes (Brasília, Eu Vi), José Augusto Duarte (Os Amigos do Presidente Lula), Túlio Viana (Blog do Túlio Viana); Pierre Lucena (Acerto de Contas); William Barros (Cloaca News); Altino Machado (Blog Altino Machado); Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania); e Rodrigo Vianna (Escrevinhador)].

Por Renato Rovai, em seu blog

Ao final da entrevista o presidente, com as câmeras e microfones já desligados, disse que queria se comprometer a já agendar uma próxima entrevista com aquele grupo para logo depois que deixasse a Presidência. “Porque eu quero tratar com vocês do mensalão, quero falar longamente dessa história e mostrar a quantidade de equívocos que ela tem. Porque o Zé Dirceu pode ter todos os defeitos do mundo, mas…”

Quando o presidente ia completar a frase, um dos fotógrafos pediu para que ele se ajeitasse para a foto e o pensamento ficou sem conclusão. Ficou claro que o presidente considera esse caso mal resolvido e que vai entrar em campo assim que sua residência oficial passar a ser em São Bernardo do Campo.

Em muitos momentos da entrevista, Lula demonstrou que considera que o comportamento da imprensa brasileira foi mais do que parcial, foi irresponsável. Isso ficou evidente quando disse que a cobertura do acidente da TAM foi o momento mais triste do seu período presidencial. Lembrou que à época alguns jornais e revistas escreveram editoriais falando que o governo carregava nas costas 200 cadáveres.

Ele também introduziu na entrevista, sem que a blogosfera perguntasse, a questão da política internacional. E falou dos bastidores de sua ação na negociação com o Irã. Ao trazer uma negociação desse porte para a pauta da entrevista, o presidente pode ter sinalizado que o palco internacional faz parte do seu projeto futuro.

Depois das eleições

Lula não fala nada sem pensar e gratuitamente. Quando se está frente a frente com ele, isso se torna ainda mais evidente. Lula é hoje um político preparadíssimo. E falou, por exemplo, que o PT do Acre errou e que por isso Dilma perdeu feio lá para mandar um recado aos irmãos Viana, que controlam o partido no estado.

Aliás, depois da entrevista ele fez questão de chamar o blogueiro Altino Machado de lado e voltou a tocar no assunto. Disse que vai ao Acre ainda no primeiro semestre de 2011. E que quer conversar com Altino quando for lá.

Ele também falou que vai tratar do caso Paulo Lacerda quando sair da Presidência. Tudo indica que a sua melhor entrevista ainda está por vir. Será aquela em que ele vai poder falar de tudo sem o ritual do cargo.

Esse encontro com Lula ainda merecerá outros posts deste blogueiro, mas aproveito para contar um pouco dos bastidores que o antecederam. Em agosto, solicitei em nome da comissão do 1º Encontro da Blogosfera Progressista essa coletiva com o presidente. A resposta veio rápida. O presidente aceitava, bastava construir uma agenda.

Entre a organização do encontro se estabeleceu um debate sobre se seria conveniente ou não que ele ocorresse antes das eleições. De comum acordo com a assessoria da Presidência definiu-se que seria jornalisticamente mais interessante que acontecesse agora. Para que se evitasse o inevitável, que se tentasse descaracterizar o encontro com acusações do tipo “ação de campanha”.

Quantas vezes

Uma das preocupações que também surgiu desde o início foi a de que os blogueiros que participassem representassem a diversidade do país. Isso foi conseguido. Entre os dez que estiveram com Lula na quarta-feira, havia gente de sete estados brasileiros e de todas as regiões. Também havia diversidade de gênero na lista inicial. Eram quatro as mulheres que participariam: Helena, do blog Amigos do Presidente Lula; Ivana Bentes, da UFRJ; Conceição Lemes, do Viomundo; e Maria Frô, do Blog da Maria Frô.

Por motivos diferentes elas não puderem vir a Brasília. Maria Frô conseguiu participar pela twitcam. Ivana Bentes, que também ia entrar por esse sistema, não conseguiu por problemas técnicos.

Ao fim, quem imaginava que seria um encontro chapa-branca se surpreendeu. Quantas vezes na história deste país o presidente da República foi perguntado, por exemplo, sobre por que não se avançou na democratização das comunicações? Quantas vezes lhe perguntaram por que recuou no PNDH-3? Quantas vezes ele teve de se explicar sobre a saída de Paulo Lacerda da Polícia Federal? Quantas vezes ele foi cobrado sobre o governo não ter se empenhando para a aprovação das 40 horas semanais? Quantas vezes Lula falou sobre o Acre e suas idiossincrasias políticas? Quantas vezes discutiu o capital estrangeiro na mídia? Quantas vezes falou sobre AI- 5 digital? Quantas vezes tratou da educação para o povo negro? Quantas vezes abordou a cobertura da Globo no episódio da bolinha de papel?

Pode-se gostar ou não desta entrevista, mas uma coisa não se pode negar. Ela entra para a história da cobertura política brasileira.

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Mas convenhamos, é sensacional ver o presidente da República tratar com respeito e seriedade um sujeito pelo nome de “Sr. Cloaca”. E melhor ainda é ver os jornalões reproduzirem, sem respeito, mas de forma séria, a situação.

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A imagem é um print screen de quando a entrevista atingiu um de seus momentos de maior

Blogueiros com Lula: os bastidores de uma entrevista histórica