Somos Andando na Semana Acadêmica da Fabico

O Somos Andando vai dividir uma mesa com o RS Urgente na Semana Acadêmica da Comunicação da UFRGS. Eu e Marco Weissheimer vamos falar sobre “Blogs como veículo do jornalismo”, às 14h do dia 27, a próxima quinta-feira, no auditório da Fabico (Ramiro Barcelos, 2705 – atrás do Planetário). Todos convidadíssimos.

Mais informações sobre como participar, outras discussões, oficinas e tudo o mais no blog da Semana. Eles também estão no Twitter (@sacfabico), no Orkut e no Facebook.

Lembrando que a Semana Acadêmica é de 24 a 27, mas no dia 20 às 18h30min vai acontecer a Mesa de Discussão de Lançamento.

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Somos Andando na Semana Acadêmica da Fabico

Prazer, Cris

Ontem falei um pouco sobre o que vai ser o blog. Agora, apresentar-me-ei.

Para quem ainda não me conhece, prazer, Cris. Na verdade Cristina Pasqualetto Rodrigues, mas esses acessórios todos são pouco usados. Minha história começou há 23 anos, em uma primavera de Brasília, quando meus pais e o acaso fizeram com que eu nascesse longe dos pampas. Mas enfim, essa parte não é tão fundamental agora, certo?

Esses mesmos de quem falei foram responsáveis não só pelo meu nascimento. Junto com mais uma cambada, fundaram, em 1980, um partido. Na época, era praticamente revolucionário, algo inédito na história do Brasil, porque começou por baixo, não pela elite. Era feito por trabalhadores, de onde veio o seu nome. Isso foi alguns anos antes daquele 1986 em que vim ao mundo, mas influenciou decisivamente na minha história. Pelo menos na minha forma de ver as coisas.

Pais de esquerda em famílias conservadoras são um luxo para poucos, e eu fui uma dessas felizardas. Hoje eles continuam bastante petistas. Eu, embora filiada desde os meus 16 anos, já mudei pacas a minha relação com o partido. Não fui para o PSOL nem desisti de acreditar em partido político. Tampouco continuo petista como antes. Digamos que tenho uma série de críticas ao PT e ao governo Lula – muitas mesmo -, mas reconheço que é o melhor governo que o Brasil já teve. E sim, me emociono junto com o Lula, sempre que ele chora. Mas isso talvez seja pelo fato de ser um metalúrgico que chegou lá, ou só porque eu sou uma boba mesmo.

De resto, essa ideologia toda que meus pais me passaram fizeram com que eu visse que o que eu leio nos jornais não é exatamente a verdade que eu vejo nas ruas. Nunca é a minha verdade que está naquelas páginas. É a de alguém, mas nunca a minha. Às vezes, só penso diferente dos que escrevem os textos. Às vezes, vejo que a coisa é feita de propósito mesmo, para manipular. E isso me levou ao jornalismo…

Depois de muito pensar e de um primeiro vestibular feito em quatro universidades para quatro cursos diferentes, entrei no tal do Jornalismo da UFRGS. Cinco anos depois, cá estou eu, recém formada. Digamos que as coisas são um pouco mais difíceis do que eu pensava. Primeiro, o curso, bem meia-boca, mas sobre ele eu falo outro dia. O que interessa nele agora é que ele desilude de tal forma seus alunos que muitos dos revolucionários que entraram pra Fabico saíram dela empregados na RBS. Não culpo ninguém, até porque eu saio desempregada e sem dinheiro no bolso, o que também não é solução, mas quero deixar uma pontinha de revolta para eles. Que, mesmo continuando onde estão, pelo menos enxerguem o que acontece. Que mantenham blogs, que pensem em alternativas.

Não é fácil, eu sei. Eu mesma não enxergo essas alternativas. Ou melhor, sei que elas existem, mantenho, junto com o também jornalista recém-formado Alexandre Haubrich um blog de análise de imprensa, o Jornalismo B, mas não ganho nada com isso. Não me sustento, não consigo me tornar independente com isso. Mas é uma luz.

Gostaria, agora, de sair por aí. Conhecer o mundo. Viver em outros lugares. Nada de dois dias em cada cidade. Uns dois anos em cada uma iam bem. Mas não tem coragem de sair a la loca. Preciso de segurança, de alguma coisa certa. De um emprego, um curso. Fora a falta de grana de ir estudar fora por conta, o medo de ir pra Europa sem emprego garantido. Se alguém souber de alguma coisa… Pode ser na Argentina, na Venezuela, no Paraguai…

E com isso, acho que apresento meu lado profissional e ideológico, meio por cima. Sei que a maioria dos que estão lendo já sabem disso tudo. Mas a prepotência impera, e cá estou eu escrevendo como se tivesse centenas de leitores que não me conhecem. Quem sabe um dia…

Prazer, Cris

Mais uma jornalista por aí

Agora não tem mais motivo para não me darem um diploma. No dia em que a história registra a primeira Conferência Nacional de Comunicação no Brasil, a minha história pessoal se contenta com a defesa de uma monografia que me concede o título de jornalista depois de cinco anos de Fabico. Meu conceito foi A (alguma novidade em se tratando de Fabico?), a quem interessar possa.

O que fazer com isso já são outros quinhentos. Emprego, responsabilidade social, dinheiro, nessas coisas eu penso amanhã.

O que importa nesse exato momento é que agora já podem me dar os pêsames…

Mais uma jornalista por aí

Bixo dos meus bixos

Entrei no site da Carta Capital para procurar uns textos que eu li hoje na revista e sobre os quais eu queria postar. Seriam breves comentários (e serão, amanhã eu os faço). Mas procurando nas matérias da semana esbarrei em um nome conhecido. Rodolfo Mohr. Quando ele entrou pra Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS), eu estava no terceiro semestre. É bixo dos meus bixos. Rapidinho, virou membro do Dacom, se tornou atuante, a principal voz da Fabico. Entrou pro pessoal, conheceu as pessoas certas, articulou, fez política e virou diretor do DCE.

Nada disso é pejorativo, são méritos dele, que eu admiro. A gente fica reclamando que hoje não tem mais política estudantil, que as pessoas estão alienadas, que ninguém mais vai pra rua. Graças a pessoas como o Rodolfo, ainda tem política estudantil, sim. E eu aqui escrevendo na internet, fechada em casa. Mas enfim, a questão é que não está na revista, mas está no site da Carta Capital um texto escrito por ele, Rodolfo Mohr, bixo dos meus bixos, criticando o governo Yeda e contando os passos dessa política feita por estudantes que, segundo Celso Marcondes (que colocou o texto de Rodolfo na Carta), está renascendo. Lê AQUI.

Bixo dos meus bixos