Raúl Castro não cede ao capitalismo

Em discurso durante a sessão final do sexto período ordinário da VII legislatura do Parlamento, em Havana, Cuba, sexta-feira (18), Raúl Castro afirmou que as mudanças que estão sendo postas em vigor em Cuba têm como objetivo não a restauração do capitalismo, mas aperfeiçoar o socialismo. Defendeu enfaticamente a existência de críticas ao governo, a livre expressão, a igualdade de direitos e a necessidade de mudança de mentalidade de muitos cubanos frente à nova realidade. Ao mesmo tempo, fez uma autocrítica de todo o período socialista de Cuba, afirmando que houve muitos erros, mas que o socialismo não vem com manual de instruções e deve ser aplicado de forma diferente a cada país. Destaco alguns trechos, retirados do site Cubadebate:

“A lo largo de 500 años, desde Hatuey hasta Fidel, es mucha la sangre derramada por nuestro pueblo para aceptar ahora el desmantelamiento de lo logrado al precio de tanto sacrificio.

A quienes abriguen esas infundadas ilusiones, vale recordarles, otra vez, lo expresado en este Parlamento el 1ro de agosto de 2009: cito: “A mí no me eligieron Presidente para restaurar el capitalismo en Cuba ni para entregar la Revolución. Fui elegido para defender, mantener y continuar perfeccionando el socialismo, no para destruirlo”, fin de la cita.

Hoy añado que las medidas que estamos aplicando y todas las modificaciones que resulte necesario introducir en la actualización del modelo económico, están dirigidas a preservar el socialismo, fortalecerlo y hacerlo verdaderamente irrevocable, como quedó incorporado en la Constitución de la República a solicitud de la inmensa mayoría de nuestra población en el año 2002.

Es preciso poner sobre la mesa toda la información y los argumentos que fundamentan cada decisión y de paso, suprimir el exceso de secretismo a que nos habituamos durante más de 50 años de cerco enemigo. Siempre un Estado tendrá que mantener en lógico secreto algunos asuntos, eso es algo que nadie discute, pero no las cuestiones que definen el curso político y económico de la nación. Es vital explicar, fundamentar y convencer al pueblo de la justeza, necesidad y urgencia de una medida, por dura que parezca.”

(…)

“Es necesario cambiar la mentalidad de los cuadros y de todos los compatriotas al encarar el nuevo escenario que comienza a delinearse. Se trata sencillamente de transformar conceptos erróneos e insostenibles acerca del Socialismo, muy enraizados en amplios sectores de la población durante años, como consecuencia del excesivo enfoque paternalista, idealista e igualitarista que instituyó la Revolución en aras de la justicia social.

Muchos cubanos confundimos el socialismo con las gratuidades y subsidios, la igualdad con el igualitarismo, no pocos identificamos la libreta de abastecimientos como un logro social que nunca debiera suprimirse.”

(…)

“El propio líder de la Revolución Cubana, el compañero Fidel, en su histórico discurso el 17 de noviembre de 2005, expresó: cito: “Una conclusión que he sacado al cabo de muchos años: entre los muchos errores que hemos cometido todos, el más importante error era creer que alguien sabía de socialismo, o que alguien sabía de cómo se construye el socialismo”, fin de la cita. Hace apenas un mes, exactamente al cabo de cinco años, Fidel a través de su mensaje en ocasión del día Internacional del Estudiante, ratificó esos conceptos que conservan total vigencia.”

(…)

“Nadie debe llamarse a engaño, los Lineamientos señalan el rumbo hacia el futuro socialista, ajustado a las condiciones de Cuba, no al pasado capitalista y neocolonial derrocado por la Revolución. La planificación y no el libre mercado será el rasgo distintivo de la economía y no se permitirá, como se recoge en el tercero de los lineamientos generales, la concentración de la propiedad. Más claro ni el agua, aunque no hay peor ciego que el que no quiere ver.

La construcción del socialismo debe realizarse en correspondencia con las peculiaridades de cada país.  Es una lección histórica que hemos aprendido muy bien. No pensamos volver a copiar de nadie,  bastantes problemas nos trajo hacerlo y porque además copiamos mal; aunque no ignoramos las experiencias de otros y aprendemos de ellas, incluyendo las positivas de los capitalistas.”

(…)

“Los errores, si simplemente son analizados con honestidad, pueden transformarse en experiencias y lecciones para superarlos y no volver a incurrir en ellos. Esa es precisamente la gran utilidad que tiene el análisis profundo de los errores y esa debe empezar a ser una norma permanente de conducta de todos los dirigentes.”

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Raúl Castro não cede ao capitalismo

Movimento de comunicação mundial busca mostrar a verdade sobre Cuba

Por Stela Pastore
De Cuba

“Cuba não teme a mentira. Fará tudo para denunciar as agressões do império e das políticas neoliberais sobre todos os povos. Esta é uma frente de batalha, onde todos lutamos pelo direito de conhecer a verdade. Temos que derrotar um dos grandes muros contra Cuba, contra os cinco presos nos Estados Unidos, o muro do silêncio que se estabelece sobre os cubanos”, destacou a coordenadora do Instituto Cubano de Amizade entre os Povos (ICAP), na abertura das atividades da I Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático, Kenia Serrano, nesta segunda-feira, 22, em Cuba, onde estão reunidos comunicadores de 19 países expressando solidariedade para romper o silêncio e as distorções sobre a realidade cubana nos meios informativos.

Kenia Serrano reforçou que nesta guerra de informação a rede web 2.0 possibilita que cada um seja um veículo de informação. “Todos somos um meio de comunicação e devemos projetar nossas mensagens. Não precisamos que outros cubram o que fazemos. Não dependemos de quem o faça por nós. Falemos nós mesmos sobre nossas especificidades e expressemos nossas mensagens”, disse a coordenadora.

Durante sua manifestação, Kenia orientou os ativistas desta Brigada a expressarem suas ideias e impressões sobre a realidade cubana nos diferentes suportes comunicativos, comerciais ou alternativos, como jornais, boletins, revistas, rádios comunitárias, correio eletrônico, blogs, sites e outros espaços nas redes sociais. Exemplificou a eficácia desta atuação durante a participação dos brigadistas no VI Colóquio pela Libertação dos Cinco e pelo fim do Terrorismo, encerrado domingo em Holguin, que já resultou em mais de 35 mil impactos apenas no cenário digital. “Sim, somos capazes de reposicionar a situação quando todos conjugamos esforços”.

Solidariedade é o instrumento dos povos para superar a injustiça

Reforçou que a amizade e a solidariedade são as ferramentas entre os povos para superar a  crise global. “Juntos podemos muito mais”, conclamou Kenia, observando que acima de qualquer diferença de pensamento deve estar a luta contra a guerra, contra o terrorismo, contra o bloqueio econômico e pela liberdade dos cinco presos detidos injustamente pelos Estados Unidos.

A líder cubana informou que Fidel Castro está numa intensa batalha, denunciando que o planeta pode estar novamente na véspera de uma guerra nuclear, com resultados imensuráveis, podendo resultar no fim da espécie humana. “Que esta Brigada seja também uma denúncia destes perigos contra nossa espécie”.

 

Movimento de comunicação mundial busca mostrar a verdade sobre Cuba

Dez mil pessoas pedem a Obama que solte os cinco presos cubanos

Por Stela Pastore

Neste sábado, 20, cerca de dez mil pessoas realizaram um ato pedindo ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que liberte os cinco cubanos presos injustamente há doze anos. Trabalhadores, estudantes, moradores e ativistas de 56 países realizaram uma caminhada e após um ato em frente ao monumento a Che Guevara, na Avenida dos Libertadores em Holguín, leste de Cuba. Lideranças de vários países pronunciaram-se contra a detenção e contra o terrorismo de Estado.

Delegação gaúcha com 14 pessoas integrou as manifestações, que tomaram as ruas.  O padre inglês Geoffrey Bottons disse que Obama deve fazer jus ao prêmio Nobel da Paz e libertar os cubanos. “Não estamos pedindo que abra o Mar Vermelho ou que alimente todo o mundo com pães e peixes, como faria Fidel. Estamos pedindo que ponha fim à injustiça e solte os companheiros presos”. Líderes sindicais, da juventude, membros de comitês de solidariedade, representantes de partidos políticos pediram justiça e maior divulgação do caso, que segue sendo omitido. Há muita desinformação sobre o assunto. Esclarecer todos os detalhes é um dos objetivos do encontro.

O ato integra a programação do VI Colóquio pela Liberdade dos Cinco e Contra o Terrorismo. Familiares dos presos estao presentes no evento e, junto com os mais de 300 delegados, plantaram na véspera dezenas de árvores como um ato simbólico de solidariedade dos povos.

Em mais de 150 países existem associações desolidariedade com os cinco antiterroristas cubanos presos arbitrariamente nos Estados Unidos desde 1998. Fernando Gonzales, Ramon Labañino, Antônio Guerrero, Gerardo Hernandez e René Gonzales estão detidos por terem evitado atos de grupos terroristas norte-americanos contra Cuba.

Mais de quatro mil cubanos já foram mortos em atentados terroristas patrocinados pelos Estados Unidos.

Dez mil pessoas pedem a Obama que solte os cinco presos cubanos

Cuba: “La revolución es cambio permanente”

Começou ontem a I Brigada Internacional contra o Terrorismo Midiático, em Cuba. Tem gente de diversos países, muitos brasileiros, vários gaúchos. Quase quase que eu fui. Fora a programação, muito bacana, eu queria ver aquilo que a vida inteira só ouvi falar. E ouvi de muitos jeitos, quase todos visivelmente distorcidos, pra um lado ou pra outro.

Não estou lá agora, infelizmente, vendo a “revolução” com meus próprios olhos, mas tenho informações privilegiadas. A jornalista Stela Pastore garantiu mandar notícias sempre que der, com aquele olhar matreiro de quem quer descobrir a ilha de Fidel enquanto ela ainda é a ilha de Fidel, de quem quer entendê-la, não de quem quer só falar bonito ou vender livros. Ontem chegou a primeira comunicação. Pela rapidez com que foi escrito e pela falta de acentos no teclado, dei uma ligeira editada, mas sem mudar a essência do texto da Stela.

Agora são 20 horas em Caimito, 45 km de Havana. Acabamos de ter a primeira reunião antes da programação oficial que inicia amanhã cedo. Fiz uma pequena nota, apressada, que segue abaixo para o caso de algum aproveitamento por aí.

O que posso dizer é que as impressões são as melhores. É tudo muito arrumado, com paisagismo, cuidado, limpo, as casas pintadas, os prédios em recuperação. Não há nenhuma sensação de velho, de derrubado, de derrocada. Muito, muito pelo contrário. Acho que o convênio com a Venezuela também deve estar ajduando muito. Vou aprofundar as pesquisas nos próximos dias.

Bueno, é maravilhoso. Fomos a Varadero – a 180 km –  segunda e hoje a Havana. Fomos com uma van da Cubataxi, ‘empresa governamental’, com quase toda nossa delegação mais um iraniano de 26 anos, um salvadorenho e uma francesa que só fala francês!

A cidade é ótima, o mar do Caribe em Varadero foi a melhor água que já vi e senti. É bonito mesmo. A máquina está sem bateria porque chegamos há pouco de Havana e me gastei em fotos. A sensação ao voltar na van foi um estalo. Aí me dei conta que não havia tido qualquer sentimento de consumo, nenhum apelo, nenhuma lojinha, nada.

Fui à bodeguita do Hemingway e tinha um grupo tocando às duas da tarde. Luxo!

Os cubanos são sérios e gentis, gentlemans.

Agora estou no Cijam (Acampamento Julio Antonio Mella, onde os brigadistas foram recepcionados e onde estão alojados em Caimito), há cinco computadores com internet rápida! Sairemos às 6h da manhã para Holguin.

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Cuba atualiza o socialismo

Por Stela Pastore

A revolução é mudança permanente, disse  o professor de História Javier Domingues, no encontro de abertura da I Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático que se inicia nesta quarta-feira, em Cuba. Domingues integra o Instituto Cubano de Amizade com os  Povos (ICAP), entidade organizadora da atividade que reúne 64 ativistas de 20 países, dos quais 11 são gaúchos. Argentina, Austrália, Alemanha, Coreia do Sul, El Salvador, Espanha, Ucrânia, Turquia, França, Honduras, México, Peru, Tchecoslováquia, Suíça, Irã, Irlanda, Sri Lanka, Venezuela e Canadá têm delegações.

“Disseminar a verdade sobre o que se passa em Cuba é o propósito desta atividade”, reforçou. Integrante do ICAP há 38 anos, Domingues pontuou que Cuba vive um momento de transformação e é um país em dificuldades. “Estamos atualizando o Socialismo, como diz o presidente Raul Castro”, observou aos participantes.

O bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962 causa problemas e prejuízos nas mais diferentes areas. “O presidente Barack Obama não modificou a postura imperialista de destruir o exemplo revolucionário cubano para o mundo”, ressaltou o dirigente.

Nestes dois primeiros dias em Cuba, a delegação gaúcha realizou visitas e contatos em Havana e outros municípios próximos. As impressões são unânimes e altamente positivas.  As estradas estão em ótimas condições, a limpeza pública é excepcional, as casas são muito bem cuidadas e arrumadas interna e externamente, há máquinas realizando serviços públicos permanentemente. A frota de veículos, mesmo os antigos que existem por aqui em profusão, é muito bem conservada.  A educação e prestimosidade dos cubanos é notável. Há segurança e tranquilidade. Andar pelas ruas da capital cubana é uma experiência incomum – nao há apelo comercial. O consumo não pauta o cotidiano.

Cuba: “La revolución es cambio permanente”

ONU: 187 a 2 pelo fim do bloqueio a Cuba

Hoje a Assembleia Geral da ONU votou mais uma vez o fim do bloqueio a Cuba. Mais uma vez, vitória esmagadora de votos para que essa punição há tantos anos aplicada ao país de Fidel seja levantada. Foram 187 votos contra 2 em prol da resolução em que a ONU pede que os Estados Unidos levantem o bloqueio econômico e comercial que mantêm à ilha de Fidel há quase meio século. Em 2009, o placar foi de 187 a 3, com duas abstenções. É o 19º ano consecutivo que a ONU pede o fim do bloqueio.

A Associação José Martí e a Frente Parlamentar Gaúcha em Solidariedade ao Povo Cubano, coordenada pelo deputado Raul Carrion, realizaram ontem na Assembleia gaúcha um ato de solidariedade pelo fim do bloqueio econômico a Cuba. Imposto pelos Estados Unidos em 1962, ainda nos tempos de Guerra Fria, quando o mundo se dividia entre capitalismo e comunismo, rendeu, até o ano passado, 780 bilhões de dólares de prejuízo à ilha caribenha.

Muito mais que uma simples cifra, o valor tem consequências no dia a dia da população. Cuba é seguidamente apresentada como exemplo de pobreza, como um país que enfrenta enormes dificuldades econômicas. Ainda assim, ostenta índices invejáveis de saúde e educação para países como o Brasil, por exemplo. Imagina se não sofresse todas essas restrições.

A hegemonia norte-americana ao longo de boa parte do século XX fez com que dominasse muito do desenvolvimento tecnológico mundial. Com a globalização e a influência dos EUA nos mercados internacionais, grande parte das indústrias multinacionais tem sócios americanos, sede lá ou faz produtos que têm componentes americanos.

O vice-chefe da Embaixada de Cuba no Brasil, Alexis Bandrich Vega, presente no ato de ontem, citou o exemplo de aviões da Embraer, que têm sua manutenção encarecida em 40% a 60% porque suas peças têm algum componente feito nos EUA. Cuba também não pode obter crédito em bancos americanos, no FMI, no Banco Mundial.

Há casos bem graves. Vega citou o caso de quatro crianças, uma de três anos, duas de cinco e uma de oito, que têm um problema no coração que seria facilmente resolvido se um simples cateterismo introduzisse um pequeno aparelho em seu peito. Acontece que ele é vendido só pelos EUA e, por conta do embargo, as crianças agora vão ter que fazer uma operação maior e mais complicado, com riscos maiores, para tentar resolver o problema.

Ou seja, o bloqueio econômico a Cuba não é só uma sacanagem com um governo que tem posições ideológicas diferentes. É uma crueldade, que sacrifica milhões de pessoas em nome de um conservadorismo que ainda domina entre os americanos e que impede que o governo Obama tome providências que seriam impopulares. É um bloqueio que não faz mais sentido há muitos anos. Que persiste porque falta a iniciativa de levantá-lo. Se algum sentido lógico houvesse, os Estados Unidos deveriam manter embargo semelhante com diversas outras nações cujos governos mantêm posições ideológicas e políticas de Estado conflitantes com as do país de Obama.

O vice-embaixador cubano ressaltou que o bloqueio é unilateral. Quer dizer, não faz sentido exigir contrapartidas de Cuba, porque Cuba não agride os EUA. São os americanos que agridem Cuba, e só cabe a eles decidir parar de fazê-lo.

“O bloqueio é moralmente insistentável”, finalizou Vega, e completou: “os EUA devem levantá-lo imediatamente, porque é injusto e cruel”.

ONU: 187 a 2 pelo fim do bloqueio a Cuba

A elite se regozija com o Jornal da Globo, que a trata a pão de ló

O Jornal da Globo tem um público bem definido, claro até demais. É o jornal mais requintado da emissora, com mais cuidado nos acabamentos, nos detalhes técnicos. É extremamente bem feito. Porque é todo voltado para a elite conservadora. Ou seja, absurdamente reacionário em suas posições políticas. Criticar a esquerda latino-americana e os movimentos sociais são o exemplo mais corrente e inflamado dessas posições

Pois hoje não só a ideologia política o demonstrou, mas a composição do jornal. Chamou a atenção o bloco comentado por Arnaldo Jabor, acho que o terceiro ou quarto. Boa parte dele dedicado a Cuba. A malhar Cuba, a denegrir Cuba. E, de quebra, a achincalhar Lula, que está em Cuba. Arnaldo Jabor não poupou veneno, foi bastante acintoso, dizendo que o presidente omite os fatos e os transforma com palavras. Ou seja, que mente, em bom português. Não é pouco chamar o presidente da República – aquele bem popular – de mentiroso.

Quando acabou o comentário de Arnaldo Jabor, apareceu William Waack em sua bancada, com o já tradicional sorrisinho sarcástico. E disse, introduzindo a matéria seguinte: “E para os apaixonados por carrões…”. Quer coisa mais elitista? Xingar Cuba, Fidel e Lula e coroar com uma matéria sobre carrões. A burguesia se delicia…

A elite se regozija com o Jornal da Globo, que a trata a pão de ló