Ídolos

uruguaiEmbora a Zero Hora tenha exagerado um pouco os aspectos comuns entre o Grenal e as eleições no Uruguai, ambos acontecendo hoje, a relação entre duas coisas tão díspares existe mesmo. E vou aproveitar o momento para uma pequena provocação.

Ok, não tem nada a ver uma coisa com a outra. As posições de um jogador, de um clube, de um dirigente não têm nada a ver com o amor ao time e tal. Mas me orgulho hoje de não ter como um dos heróis do meu time uma figura como Hugo de León. Mas admito, tenho até pena dos meus amigos gremistas que sofrem desse mal.

Entre um alienado total, como a maioria dos jogadores de futebol, e o candidato a vice-presidente do filho de Juan Bordaberry, o responsável pelo golpe de Estado que fez o Uruguai entrar em uma ditadura militar em 1973, prefiro ainda os que não sabem o nome do presidente do Brasil. Seu mal para o mundo é grande, mas é bem menor do que o de um cara que, segundo a Zero Hora, “condena o passado guerrilheiro do favorito” na disputa à presidência uruguaia.

José Mujica, candidato da Frente Ampla e em primeiro lugar nas pesquisas, integrou a guerrilha dos Tupamaros, que combateu justamente a ditadura de Bordaberry, pai do candidato a presidente pelo Partido Colorado. Ditadura que matou, torturou, perseguiu, censurou, tal qual no Brasil. Os Tupamaros foram um importante movimento no contexto de resistência à repressão na América Latina. Um movimento guerrilheiro que, além da luta armada, à Robin Hood, roubava dos ricos para distribuir aos pobres.

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