Um novo andar com os mesmos pés

Mudou o layout do Somos andando, espero que tenham reparado. Na verdade, é mais para não enjoar, para não acomodar. Para que haja mudanças mesmo. Para que se estranhe a diferença, para que se note a diferença. Mesmo que a diferença seja apenas o visual de um blog. Pelo estranhamento. Pela mudança. Pelo movimento.

Esse tema não permite imagens de cabeçalho, mas talvez seja melhor assim. Uma imagem não sintetiza tantas ideias sobre tantos temas diferentes. Não há como representar a tentativa de estar permanentemente se reconstruindo.

O template muda, mas o Somos andando continua o mesmo. Espero que com cada vez mais comentários, cada vez mais debate. Que cresça, espero. E tento não falar isso por uma vontadezinha egocêntrica de que mais gente leia o que escrevo, de ter um número maior para contar para as pessoas. Tento fazer do blog um espaço de ideias.

Junto com o novo visual, acrescentei três páginas novas. Também por limitações do tema escolhido – mas com essas não fiquei tão satisfeita – essas páginas não aparecem lá em cima, como seria normal, onde teriam mais destaque. Estão na barra lateral, mas convido à leitura. Uma explica rapidamente o que é o Somos andando. Outra fala não tão rapidamente sobre mim, para que entendam quem está por trás das ideias aqui expostas, como elas foram construídas. E uma terceira fala de Jornalismo, minha profissão, e o que eu penso a respeito. Na verdade, todas falam de mim, todas falam do blog, todas falam do mundo. Afinal, não estamos sozinhos nesse tal de planeta Terra, e cada pedacinho de cada pessoa tem a influência de pedacinhos de outras pessoas que andam por aí.

Mas me estendo muito, pra variar. A ideia era só dar uma explicação de por que mudei. Aí está.

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Um novo andar com os mesmos pés

Ode às palavras

As palavras são engraçadas. Interessantes, irônicas, dissimuladas.

Sabe aquele post em que falo nos últimos dez anos? Era pra ser sobre o tempo e como ele é relativo, uma reflexão bem geral. Acabou virando quase uma retrospectiva (superficial, admito) dos últimos dez anos.

As palavras nos manipulam, enganam-nos. Elas nos conduzem aonde bem entendem. Mandam na gente.

Mas como não admitir que as palavras são fascinantes? Justamente a imprevisibilidade e a capacidade de mutação do resultado final de uma letra posta ao lado da outra. Palavras. Que se juntam, completam-se, formam frases, parágrafos, textos. Ideias. Mensagens. Histórias. É vida na superfície morta do papel. Na tela brilhante mas inerte do computador.

Palavras.

Ode às palavras