O mundo dentro do metrô mais antigo do mundo

Continuação do post anterior

Dentro do “tube” – o apelido dado pelos britânicos – algo interessante acontece. Celulares não funcionam, o que faz as pessoas esquecerem seus brinquedinhos tecnológicos por um momento (menos aqueles que usam pra brincar mesmo, já que os jogos não precisam de conexão). O que parece um problema à primeira vista se torna um grande alívio. Assim não precisamos compartilhar a conversa de ninguém, saber dos problemas no trabalho dos outros, ouvir os lamentos de namorados saudosos e nada mais que não nos diz respeito. Mas ainda não nos livramos de ouvir a música de quem está do lado – e às vezes do outro lado do vagão – e não sabe controlar o volume de seu aparelhinho.

Um mundo à parte

Também em função disso, no mundinho do metrô, as pessoas leem mais. Dois jornais diários – matutino e vespertino – são distribuídos gratuitamente em praticamente todas as entradas de estações. Podem não ser os melhores, mas é alguma coisa. Muitas vezes o mesmo jornal é lido por diversas pessoas, que deixam a edição no banco quando chegam ao seu destino. Livros – em papel ou eletrônicos – são bem mais comuns do que no transporte público brasileiro. O Kindle, e-book da Amazon, é sucesso absoluto no Reino Unido, e salta das bolsas de milhares dentro do underground. E ampliando um pouco mais a perspectiva, é interessante pensar como o metrô pode ser simplesmente um tempo para as pessoas pensarem. Afinal, na sociedade da informação, isso não existe mais, estamos sempre fazendo alguma coisa, mesmo que inútil. Vale pensar na sua vida ou na do outro. Observar é extremamente instigante. Imaginar o que o cidadão ali na tua frente faz da vida, com quem ele vive, de onde ele é, no que ele está pensando.

A vida no metrô é meio um mundo à parte. Isolado da realidade de fora, do sol ou da chuva, tem uma correria diferente da das ruas. Todos continuam apressados, mas em uma pressa ordeira, que segue as orientações das placas e respeita o lado que tem que andar nos corredores de ligação entre as linhas dentro das estações para que ninguém se trombe. Esse caminho, aliás, sabe ser bem entediante. Às vezes engana o passageiro, que pega o metrô para fazer mais rápido do que ir a pé de um lugar a outro não muito distante e acaba andando quilômetros para trocar de linha. Quilômetros embaixo da terra, mas ninguém pensa nisso. Ninguém parece perceber que acima de suas cabeças tem gente correndo do lado de fora, ou tomando cerveja num pub, ou sentado no escritório trabalhando.

Dentro do metrô, se perde a noção de distância e de direção. O turista que fica poucos dias e usa só esse meio de transporte de repente se surpreende de como é a cidade de verdade, aquela das ruas. Quando deixa de lado o tube, percebe que as distâncias são menores do que parecem – quando o caminho é mais comprido, a noção se inverte e as distâncias dentro do metrô parecem diminuir. O passageiro perde também o senso de direção. Norte, sul, leste e oeste se perdem, e fica muito difícil apontar para que lado é alguma coisa e até mesmo se orientar quando sai da estação.

Um pouquinho mais perto do inferno

Apesar de rápido e eficiente, o metrô pode, em muitos aspectos, ser bastante desconfortável. Se no inverno, com a função de casacos pesados, a gente sua embaixo da terra, no verão a sensação é de que estamos de fato fisicamente próximos do inferno. E o fato de não se enxergar a luz do dia (ou as luzes da noite) torna a experiência um tanto feia. No fim das contas, o metrô é prático pra turistas, porque é fácil, mas não é turístico, porque ele não vê o que ele veio a Londres para ver. E no cotidiano o confinamento dos metrôs pode tornar a vida um pouco mais pesada, especialmente no inverno, já bem carregado pela pouca luz dos dias curtos.

Dentro das estações, além das caminhadas já mencionadas, tem o sem número de escadas. As mais compridas são rolantes – algumas são imensas – mas muitas outras ficam por conta dos músculos do passageiro. O que não é exatamente prazeroso quando ele carrega um carrinho de bebê – bastante comuns no underground – ou já tem músculos com muitos anos de vida ou está machucado ou simplesmente cansado. Com mala, então, pode ser uma aventura e tanto. E não das mais agradáveis. E muita gente vai de metrô até a estação de trem ou o aeroporto, já que as distâncias enormes encarecem muito os táxis.

Um sistema pouco amigável a portadores de deficiência

Poucas estações têm acessibilidade. Aliás, os prédios em Londres, em geral, não são um grande exemplo no tratamento aos cadeirantes. E não se pode dizer que isso seja um problema de administração, já que os prédios públicos onde era possível adaptar deram um jeito e resolveram o problema. Mas o fato de a cidade ser antiga não se aplica ao metrô da mesma forma. As estações vão aos poucos recebendo elevadores, mas bem aos poucos. A grande quantidade de escadas e os corredores às vezes intermináveis colaboram para tornar o underground um ambiente pouco propício também para deficientes visuais.

O lado negro do tube

Um outro dado assusta. Pouco divulgados por uma questão de ética jornalística, suicídios acontecem com uma frequência considerável dentro do metrô, a ponto de os maquinistas terem treinamento especial para lidar com esse tipo de trauma. Em 2010, foram 80, segundo o jornal britânico The Evening Standard, que acrescenta que é possível observar um aumento no número de pessoas que se jogam em frente aos trens desde a crise econômica de 2008.

Como tudo na vida, o metrô não é perfeito. Ganha na balança entre qualidades e defeitos, ao contrário de muito na vida. Mas ainda tem um caminho pela frente para superar alguns problemas que não passam por defeitinhos normais, mas que afetam consideravelmente o peso dos contras na comparação com os prós. Preço e acessibilidade são os dois fatores principais para reduzir a injustiça e minimizar a desigualdade. Londres ainda não está sabendo melhorá-los, mas tem todo um futuro pela frente esperando para ser preenchido. É só uma questão de prioridades. Que o Reino Unido passe, então, a priorizar quem precisa.

O mundo dentro do metrô mais antigo do mundo

O metrô mais antigo do mundo

Três milhões de pessoas, duas vezes a população de Porto Alegre, passam pelo metrô de Londres todos os dias. O underground, ou tube, virou símbolo da cidade, disputando o espaço com os ônibus de dois andares, os táxis pretos e os potes de chá nas lojas de souvenir. Canecas com a famosa frase “Mind the gap”, dita em quase todas as estações para que as pessoas cuidem o vão entre o trem e a plataforma, abundam em meio às quinquilharias.

Pois a fama não vem do nada. O metrô de Londres é o mais antigo do mundo, prestes a fazer 150 anos, em 2013. E o sistema é realmente eficiente, e impressiona. Para quem vem de uma cidade em que ele não existe, é ainda mais excitante (mesmo que o meu maior choque tenha sido em 2007, em Madri, na primeira vez em que andei de metrô).

Em primeiro lugar, impressiona o tamanho e a quantidade das linhas. Londres é uma cidade enorme, não só em número de habitantes, mas em área. Com não muitos prédios altos, é espalhada. Só pra se ter uma ideia, com cerca de 3,5 milhões de habitantes a menos, a capital londrina tem aproximadamente 50 km² a mais que São Paulo (dados da Wikipedia). Na prática, isso torna a vida menos sufocante, mas muito mais difícil em termos de locomoção. E as 11 linhas de metrô chegam a todas as suas seis zonas, ainda que ele seja mais concentrado no centro e, em muitos lugares mais distantes, seja preciso ir de ônibus até a estação mais próxima.

Como comentei essa semana, Londres é uma cidade concêntrica, dividida em zonas. Começa com um círculo no meio, onde fica o centro e é a parte mais antiga (a zona 1) e vai abrindo em anéis. Mais longe, mais barato de se viver. E mais difícil.

A utilização do underground é às vezes um pouco complicada, principalmente quando as linhas bifurcam, mas extremamente bem sinalizada. Para quem ainda não está acostumado com o sistema, é só dispor de um pouquinho de tempo para ler as diversas placas e os painéis eletrônicos. Estes, aliás, indicam a direção do próximo trem e quanto tempo falta para ele chegar – geralmente dois ou três minutos. O que nos leva a outro ponto: o metrô é ágil. A frequência é enorme e a velocidade é razoável, o que poupa um tempo enorme no cotidiano da cidade.

O sistema funciona até pouco depois da meia-noite (fecha ainda mais cedo nos domingos), o que, para mim, é inaceitável numa cidade não só do tamanho de Londres, mas com toda a vida que vibra aqui. A cidade do multiculturalismo, onde tudo acontece. É a cidade que mais recebeu turistas no mundo em diversos dos últimos anos . Com o preço que cobra para levar pessoas de um lado a outro, especialmente quando elas vão de metrô, seria mais do que honesto oferecer um serviço 24 horas.

Aliás, o preço é um problema ainda maior do que a falta de metrô durante a madrugada. Bem mais caro que ônibus, impede que muita gente tenha acesso a esse sistema que pode ser muito bom, mas que acaba se tornando um tanto injusto. Até porque, quanto mais zonas o teu cartão abranger, mais caro fica, o que prejudica os que moram mais longe, muitos dos quais acabam recorrendo ao ônibus e perdendo bastante tempo no transporte diário (da minha casa, na zona 2, até o centro eu levo menos de meia hora de metrô e mais de uma de ônibus).

Os passes podem ser para uma viagem, um dia, uma semana ou um mês. Nos três últimos, o uso é ilimitado dentro das zonas escolhidas. Ter um passe para viajar quantas vezes quiser em um período de tempo é extremamente útil e barateia bastante para quem usa muito o transporte. O crédito é feito em um cartão, o Oyster, que pode ser adquirido por 5 libras. Vale a pena, mesmo para quem for ficar pouco tempo, porque é mais prático, fica um pouco mais barato e as 5 libras são devolvidas quando o cartão é entregue de volta. Estudantes podem fazer um cartão próprio, com foto, pela internet, que dá direito a um desconto de 30%. É fácil, depende apenas da aprovação da escola ou universidade. E é entregue em casa.

Continua…

O metrô mais antigo do mundo

Clima, arquitetura, transporte, cultura: as primeiras impressões na terra da rainha

Londres é não é exatamente uma cidade boa de viver. Às vezes não consigo entender como foi possível que gente se estabelecesse aqui e ainda construísse as bases de um lugar que teve tanto poder ao longo da história. É estranho que pessoas queiram viver em uma cidade tão instável. Não dá vontade de se estabelecer em um lugar em que chove quase todo dia, em que a gente nunca sabe se vai sentir calor ou frio, se tem que levar casacão ou pôr manga curta, além da capa de chuva, claro (o céu azul da foto é exceção absoluta).

Mas pra passar um tempo é um lugar interessante. Depois de estabelecida a civilização aqui, até dá pra entender por que o povo vem pra cá. A arquitetura é realmente muito bonita, muito diferente do nosso padrão. As ruas são organizadas, o transporte é organizado (mais adiante, um post específico sobre isso), e o povo, em geral, é muito educado e demonstra muito respeito.

Dá pra aprender quase qualquer idioma em Londres, pelas línguas que a gente ouve nas ruas. Praticamente mais que inglês. Mesmo no bairro em que eu moro, que não é turístico. Se um perdido qualquer cai por acaso no Centro de Londres (e olha que não estou morando no Centro), acho que não consegue identificar, pela língua falada pelas pessoas ao redor, onde está. E aquele acento britânico então…

(É engraçado como a cultura é importante na definição de como são as pessoas, do que importa pra elas e de como elas agem. Hoje passei por uma família que falava inglês. Eu mal conseguia ouvir o que diziam, quanto mais discernir o sotaque. Mas tive certeza, pelas roupas que usavam e pelo jeito que gesticulavam, que eram americanos. Talvez australianos até, não conheço tanto assim. Mas definitivamente não eram britânicos. Quando sentaram, nos bancos do metrô, puxaram direto um mapa e passaram a decidir que lugar visitar. Ou seja, turistas.)

Rudolph Murdoch é capa de todos os jornais, e o escândalo das escutas envolvendo seus veículos na Grã-Bretanha está em todos os telejornais. A coisa está feia, mas não é exatamente inesperado. Algumas pessoas demonstram surpresa justamente por não ter acontecido nada assim antes, nenhuma descoberta de algo ilegal ou imoral, nenhum escândalo por ação antiética. Porque todos sabem que acontece.

As pessoas são, de um modo geral, bem informadas. Não só pela famosa BBC e as notícias da TV, mídia que estamos acostumados a ter como a que chega a todos, de “massa”. O metrô é o meio de transporte mais fácil e muito usado, não só por gente pobre ou estudantes, mas por grande parte da população (é inclusive muito comum vermos iPhones – que o pessoal do resto da Europa também tem – e gente lendo livros no seu Kindle – um francês me disse que viu um pela primeira vez em Londres). E no metrô, todos os dias, dois jornais são distribuídos gratuita e massivamente. Em todas as estações há pilhas deles, que as pessoas pegam quando entram e largam dentro do vagão ou na saída, ou levam consigo. E é impressionante o número de pessoas lendo enquanto vai de um lugar a outro.

Como qualquer lugar do mundo, Londres tem suas coisas boas e suas coisas ruins. Algumas vemos logo de cara, outras vamos descobrindo com o passar do tempo. Talvez algumas eu nem chegue a saber. O tempo pode ser demais para algumas coisas, mas seis meses não são suficientes para absorver uma cultura de tantos séculos.

Clima, arquitetura, transporte, cultura: as primeiras impressões na terra da rainha

Conforme o partido envolvido em denúncias, muda o tratamento dos jornais

Vem em momento oportuno a matéria da Folha sobre as fraudes na licitação do metrô. Porque é importante saber essas coisas antes de depositar o voto nas urnas. Ela é sóbria, sem juízos de valor. Como seria bom se as denúncias envolvendo o PT e Dilma fossem assim sérias.

O texto escancara uma fraude incontestável, que privilegiou empresas na licitação de obras do metrô. Na época, José Serra era o governador. Foi durante sua gestão que os nomes chegaram à Folha, evidenciando um direcionamento na licitação para as empresas escolhidas. O jornal citou o nome de Serra uma única vez. Imagino se em seu lugar, um ex-governador concorrendo à Presidência da República, estivesse um petista. Estaria no título, sem dúvida, e palavras fortes de crítica e denúncia espalhar-se-iam ao longo do texto.

Faltou a Folha dizer como conseguiu a informação, mas o jornal foi esperto ao registrar em cartório, em abril, o resultado da licitação, que saiu em outubro (na quarta-feira passada). Acertou todas as empresas das linhas 2 à 8 do metrô.

De resto, fica a questão: por que fiquei sabendo dessa matéria quase que por acaso? Tenho a impressão de que se trata de um caso grave de beneficiamento que envolve José Serra, um candidato à Presidência, diretamente. Deveria estar sendo gritado aos quatro ventos.

Por que Globo e cia. ainda não repercutiram? Por que a Folha deu mais destaque na capa ao depoimento de Erenice do que às tramoias de Serra? O beneficiamento no metrô é novidade (jornalisticamente a novidade do fato é um dos critérios para definir a sua relevância e o seu espaço), é um furo (os jornais sempre querem dar as notícias em primeira mão e vangloriam-se quando conseguem) e é mais importante, por se tratar do candidato à Presidência e não de um subordinado, por se tratar de uma denúncia nova e não do andamento de uma denúncia antiga (quase que requentada). Mas o que esperar do jornal que fez isso e que agora sequer enfatiza que o candidato está envolvido?

Conforme o partido envolvido em denúncias, muda o tratamento dos jornais

Transporte coletivo: mais inteligente, justo, econômico e ecológico

A proposta do A Liga de ontem, dia 20, era meio óbvia: para falar de transporte, cada repórter pega um meio diferente e depois se vê quem chega antes. Mas no fim das contas não era exatamente o tempo o fundamental. A degradação por que o cidadão – no caso o paulistano – tem que passar para se deslocar de casa até o trabalho e vice-versa é aviltante. Foi essa a sensação que o programa deixou: uma ideia de que o transporte como um todo faz mal do jeito que é, e não um ou outro meio específico. É o sistema que está errado.

Em cada situação, inúmeros problemas avaliados. Principalmente problemas não resolvidos pelo poder público, responsável por dar condições decentes de deslocamento. Até porque não faz de graça.

O impacto ambiental foi citado, mas o enfoque era na vida dos paulistanos mesmo. No carro, o stress de ficar horas parado e não chegar mais cedo. A vantagem é o conforto, mas ela se sobrepõe somente porque as condições de transporte coletivo são precárias. Afinal, o ônibus e o metrô conduzem o passageiro até em casa em menos tempo, muitas vezes. Melhorando esses sistemas, a vantagem do carro praticamente desaparece.

Táxi é muito caro. Helicóptero, então, nem pensar. Custa 3 mil reais a viagem. Ou seja, 6 mil ida e volta. Ainda assim, São Paulo é uma das cidades de maior frota do mundo.

A bicicleta seria ótima, mas as distâncias em São Paulo podem ser grandes demais. E há um problema extra: motoristas dificilmente respeitam ciclistas, o que faz com que essa seja uma opção perigosa.

Os problemas do ônibus e do metrô são praticamente os mesmos: superlotação, desconforto. Aliás, desconforto sentido pelo espectador, tamanha a sensação de aperto que a reportagem conseguiu transmitir (apenas mostrando o que observava nas ruas). O metrô é mais rápido, mas não atende toda a cidade. E o tempo de espera é grande em ambos, por causa do excesso de passageiros, principalmente. O tempo da viagem aumenta ainda mais com as conexões que é preciso fazer entre as linhas. Perder quatro horas por dia no trânsito é revoltante. Sensação de tempo jogado fora. De vida jogada fora.

A perspicácia do programa de intercalar o método empírico de investigação com entrevistas com especialistas dá uma dimensão mais exata da questão. Afinal de contas, parece óbvio que implantar metrô seria a melhor solução, é o transporte mais rápido, que não enfrenta trânsito. Mas é também o mais caro e o mais demorado de se efetivar. Ou seja, a solução mais imediata e eficiente é investir nos corredores de ônibus.

O consultor de transportes Horácio Figueira avisa: “Uma faixa de ônibus leva de 5 a 15 vezes mais pessoas por hora do que a faixa de carros ao lado”. Ou seja, não é nem inteligente (há muito mais eleitores dentro dos ônibus do que dos carros) nem justo (há muito mais cidadãos dentro dos ônibus do que dos carros) nem ecológico que haja mais faixas de carro do que de ônibus. Depois de constatar que, apesar de ilógica, essa é a regra em São Paulo, o repórter Rafinha Bastos lamenta, em tom de desânimo mesmo: “a sensação que fica é que o governo (de SP) está priorizando o transporte individual sobre o coletivo”. É, daí fica difícil…

—————-

No site do programa ainda não há um vídeo com o exibido ontem, mas tem diversas páginas com muitos dados e informações. Bastante completo e bem redigido o material. Praticamente uma reportagem escrita e outra feita para a TV.

Transporte coletivo: mais inteligente, justo, econômico e ecológico