Banrisul anuncia medidas para garantir transparência e ética

Alguém lembra daquela história das empresas de publicidade contratadas pelo Banrisul (SLM e DCS) com contratos superfaturados? Isso veio à tona em setembro do ano passado, durante a gestão PSDB/PMDB, mas, como no Brasil só se lembra daquilo que interessa a determinados interesses, a história sumiu dos jornais. Agora voltou a ser notícia, ainda que tratada de forma meio morna. O fato é que a nova direção do banco está adotando medidas para manter a transparência e um rigoroso controle ético, de forma que irregularidades não encontrem mais espaço. Entre essas medidas, o rompimento de todas as relações com as empresas envolvidas nas denúncias.

A informação a seguir foi tirada daqui.

A diretoria do Banrisul divulgou nota de esclarecimento referente à suspeita de fraude ocorrida no banco e investigada pela Operação Mercari, que veio a público em setembro de 2010, durante a gestão anterior. O esquema, investigado desde 2009, envolveria superfaturamento em ações de marketing da instituição, chegando a um prejuízo de R$ 10 milhões. Tais investigações não se referem a nenhum quadro da atual administração.

Confira abaixo a nota na íntegra.

NOTA À IMPRENSA

Diante das manifestações veiculadas na imprensa acerca da denúncia, por parte do Ministério Público Estadual, de envolvidos em supostas irregularidades na área de eventos e mídia externa da Unidade de Marketing do Banrisul, a direção do Banco vem manifestar o que segue:

1) Desde a deflagração da operação dos órgãos de controle e investigação, em setembro de 2010, o Banrisul vem adotando medidas saneadoras no setor.

2) A partir da posse da nova diretoria, em 17 de março último, todo um padrão de conduta visando garantir transparência e economicidade, necessárias a este tipo de atividade, foi reforçada, tanto no fluxo dos processos internos, como na reestruturação da área de marketing.

3) Já na primeira reunião da nova diretoria, em 21 de março do corrente, ficou decidida a abertura de novo processo licitatório para a contratação de agências de publicidade, cujo edital será publicado em breve.

4) Os empregados do Banco envolvidos já foram afastados das suas funções.

5) A Diretoria determinou que a Assessoria Jurídica do Banco tome todas as medidas cabíveis para o ressarcimento de possíveis prejuízos sofridos pela Instituição.

6) Também foi determinada a suspensão de todas as relações comerciais do Banco com as empresas envolvidas.

Considerando o compromisso ético com a boa governança corporativa e a transparência de seus negócios e ações, o Banrisul, habilitado como assistente de acusação no processo, reafirma sua posição de acompanhar e prestar o apoio necessário ao trabalho desenvolvido pelo Ministério Público Estadual, Ministério Público de Contas, Tribunal de Contas do Estado e Polícia Federal, a fim de garantir que todas as irregularidades sejam amplamente apuradas.

Diretoria do Banrisul

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Banrisul anuncia medidas para garantir transparência e ética

Acampamento pede a retirada do pedido de urgência do PL 388

Um acampamento foi montado ontem em frente à entrada principal da Assembleia Legislativa, bem pertinho da do Palácio Piratini. O objetivo é a retirada do regime de urgência do PL 388, que quer entregar o terreno da Fase para a iniciativa privada sem nem discutir o assunto com a sociedade. Não se pode argumentar que não há propostas além da do governo (que é vaga e não explica nada direito). O Semapi, sindicato dos trabalhadores da Fase, entre outros órgãos, elaborou um projeto na área socioeducativa, mas ele tem que ser ouvido pelo governo. Para isso, é preciso um pouco mais de tempo, logo, a retirada do pedido de urgência.

Yeda, se o projeto do governo for bom, ele não precisa ser aprovado a toque de caixa. Se for realmente positivo, uma conversa com a população não vai atrapalhar em nada, muito pelo contrário. Então, não há o que temer.

Até um representante do Ministério Público Estadual, o promotor de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística Luciano Brasil, já se manifestou pela retirada da urgência. Isso que o governo sempre invoca o MP como apoiador do PL, tentando justificar a entrega do patrimônio público, que é também ambiental e histórico.

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Site da campanha O Morro é Nosso

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E hoje à tarde a Câmara de Vereadores de Porto Alegre vota moção de repúdio ao PL 388 proposta pela vereadora Sofia Cavedon (PT). Se aprovada, será enviada à governadora Yeda Crusius, aos secretários da Justiça e da Casa Civil e ao presidente da Assembleia, Giovani Cherini.

Acampamento pede a retirada do pedido de urgência do PL 388