Mobilizar. Politicar. Agir. Fazer. Mudar.

Mobilizar. Essa é a palavra de ordem. Mexer a cabeça, refrescar as ideias e fazer acontecer. Esse é o princípio da política, a pura. Mas é também o da vida. Aliás, a vida é essencialmente política.

Uma reunião hoje discutiu o que fazer para reverter a pretensão do governo Yeda de entregar o terreno da Fase para a especulação imobiliária.

O post de hoje é para pedir ajuda. Se tu, que estás lendo, concordas que o PL 388 é um absurdo, ajuda a divulgar. Vai nas mobilizações que ocorrerem. Cobra do teu deputado. Grita pro mundo.

Esse é um caso emblemático, o mais recente, talvez. Apenas isso.

Grita sempre. Cobra sempre. Mobiliza. Age.

E fica atento, em alguns dias começamos a divulgar os acontecimentos mais recentes, as atividades de mobilização.

Mobilizar. Politicar. Agir. Fazer. Mudar.

Encontro de vozes

Pois olha que eu acho que nunca tinha visto uma mobilização ganhando corpo dessa forma. Digo uma mobilização contra um veículo de comunicação. Fico positivamente surpresa. Mais do que resultados práticos que podem vir dessas manifestações de repúdio ao que a Folha de S.Paulo vem fazendo – inventar documentos contra a Dilma, publicar um artigo acusando Lula de tentar estuprar um rapaz na prisão, entre outras coisas -, isso significa que há pessoas fiscalizando os meios de comunicação e que agora estão se mexendo.

Até acho que tem grupos de comunicação que merecem ainda mais nossa mobilização do que a Folha – cito a RBS em seu monopólio imoral no Rio Grande do Sul -, mas nenhum com a amplitude que o jornal paulista alcança. Esse ano vai ficar marcado na história da comunicação. Claro que principalmente pela realização da primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), mas também pela revolução que vem se dando nas relações dos veículos com seu público.

Vejo a internet obviamente como a grande ferramenta que propicia esse processo. Esse ano foi o twitter que veio com força contribuir com o diálogo entre diversos setores dos movimentos sociais brasileiros, e também muitas pessoas avulsas que não sabiam como ou não queriam se inserir em grupo nenhum. As vozes encontraram eco, uma forma de união. Tanto é que meio no susto se promoveu hoje uma manifestação contra a Folha que mobilizou cerca de 100 pessoas, organizada pelo Movimento dos Sem Mídia, cujo presidente é o Eduardo Guimarães.

O sentimento que fica dessa história é de esperança. Eu andava meio descrente, achava tão tão difícil reverter esse processo de concentração dos meios de comunicação que chegava a me dar uma tristeza. Ainda acho que a batalha é dura. Mas estou vendo formas de encará-la. Acho que porque estou vendo que não sou a única a pensar assim. Que existe gente bem maior lutando pelos mesmos interesses. Juntando as vozes, fica bem mais fácil, bem mais plausível. Oxalá.

Encontro de vozes