Fraude no Banrisul foi no governo tucano, mas sob gestão do PMDB

Vale lembrar que a fraude descoberta no Banrisul, envolvendo o ex-diretor de Marketing Walney Fehlberg e o desvio de R$ 10 milhões, aconteceu durante o governo Yeda Crusius (PSDB), mas sob gestão de Fernando Lemos, que à época era presidente do banco e é do PMDB. Porque, embora José Fogaça finja desconhecer a ligação, o PMDB foi da base de sustentação do governo Yeda. Teve cargos no governo.

Agora, Yeda e Fogaça são adversários na disputa pelo Piratini, mas seus partidos integraram, sim, o mesmo governo. Nenhum dos dois gosta de lembrar, mas não podemos brigar com os fatos.

E os fatos nos dizem mais. Dizem, por exemplo, que o ex-presidente do banco Fernando Lemos hoje é juiz do Tribunal de Justiça Militar do Estado, apesar de estar sendo processado por “gestão temerária” da instituição que presidia. Lembram-se? Ele comandou a venda de ações do Banrisul, foi denunciado pelo vice-governador, Paulo Feijó, por fraude em sua administração, mas continuou à frente do banco, costurando a aliança entre PSDB e PMDB.

A indicação de Lemos ao Tribunal de Justiça foi um prêmio dado por Yeda ao afilhado político de Pedro Simon (o mesmo que agora tenta tirar casquinha e declara voto a Dilma). Afinal, manter as boas relações com o PMDB lhe concedeu importantes benefícios, como o fim do processo de impeachment contra ela e o abafamento dos escândalos de corrupção em seu governo. Agora o ex-presidente do banco e atual juiz militar tem garantida uma aposentadoria bem rechonchuda e para todo o sempre.

Fraude no Banrisul foi no governo tucano, mas sob gestão do PMDB

Para Simon, Fogaça é mais petista que Tarso

Faz-me rir.

O que acontece é que pouca gente esperava esse crescimento tão avassalador da candidatura de Dilma. Assim, a tentativa é de catapultar qualquer candidato ligando-o a Lula e Dilma. Foi dessa forma que o senador Pedro Simon decidiu primeiro liberar os peemedebistas para apoiar quem quiser. Os mais ligeiros vão buscando se encostar no PT de Dilma. Nessa mesma ocasião, disse que ele, como presidente do partido, e Fogaça, como candidato a governador, deveriam se manter neutros. Agora, declarou seu próprio voto a Dilma. Não duvido que o próximo passo seja de Fogaça, que está ficando pra trás e deve se achar prejudicado por ser o único no partido que não pode tentar uma boquinha antecipada.

Mas aí Simon disse que Tarso nem representa o partido inteiro, só uma ala do PT. Ah, e que não é a mesma de Dilma (certo que ela cuspiu na mão antes de entregá-la a Tarso para erguê-las as duas juntas em sinal de união naquele 6 de julho em que a campanha foi inaugurada). Mas Fogaça, esse sim, seu poder é tão grande que une todos os partidos, “inclusive o PT”. Ou seja, Fogaça é mais íntimo de Dilma do que Tarso. Que estratégia furada, hein Simon. Fiquei com vergonha alheia.

O PMDB perdeu o tempo de apoiar Dilma. Teve todas as oportunidades, mas ficou em cima do muro. Agora não vem tirar casquinha, o candidato de Lula e Dilma se chama Tarso Genro.

Para Simon, Fogaça é mais petista que Tarso