Um pueblo llamado Salvador Allende

11 de setembro de 1973, um dia de superlativos. Foi quando um golpe derrubou o mais promissor governo socialista que já houve no mundo para instaurar a mais sangrenta das ditaduras latino-americanas.

Uma homenagem a Salvador Allende, que morreu em nome da utopia de transformar o seu país em um lugar melhor para todos os seus cidadãos. Nada mais justo que seja feita por Eduardo Galeano (em parte responsável pelo nome deste blog).

Via O Esquerdopata.

Um pueblo llamado Salvador Allende

Piñera usa a união dos mineiros para atrair investimentos

Se a união e a solidariedade dos mineiros chilenos surpreenderam para o bem e deram uma esperança na bondade dos homens, a atuação da imprensa e do resto do mundo diminui alguns pontos na conta da humanidade.

Depois de dois meses e meio presos debaixo da terra, eles quase não conseguem voltar à vida. Os jornais não deixam. Um dos mineradores teve que pedir para a imprensa parar com o assédio, classificada pelo porta-voz do grupo como “lamentável” (“Minerador resgatado pede que imprensa pare com assédio”).

Ao mesmo tempo, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, aproveitou a tragédia pra melhorar sua imagem e posar de herói. Agora roda pela Europa usando o acontecido para atrair investimentos para o país (“Piñera faz giro pela Europa esperando colher frutos do resgate no Chile”). Diz que o Chile não mais será lembrado pela ditadura de Pinochet, mas pela união e solidariedade que os mineiros demonstraram.

Talvez Piñera pudesse não esquecer de outro lado do fato. A união dos 33 homens só se deu porque eles ficaram presos a 700 metros de profundidade. E isso aconteceu porque a mina não tinha condições de segurança e o governo não fiscalizava.

Mas vale mais se aproveitar do mérito dos outros do que fazer uma avaliação das próprias falhas.

Piñera usa a união dos mineiros para atrair investimentos