Terreno da Fase: a pergunta que não quer calar

Se com sol não dá quórum, com chuva a Assembleia deve ficar às moscas… Pois hoje não deu quórum mais uma vez na reunião da Comissão de Constituição e Justiça. Vamos empurrando até que o governo tome vergonha na cara e decida dar satisfações concretas à população. Ou, quando eu decidir entender que isso não vai acontecer, mas que fique tarde demais para se colocar maracutais em prática.

Mas olha, só queria que me respondessem uma coisa… Por que diabos não deixam uma das futuras sedes da Fase ali no terreno da avenida Padre Cacique, em vez de permutar a área? A ideia é plenamente justificada, e o argumento do governo de que precisa de dinheiro para construir as outras oito sedes (que, repito, ainda não têm planejamento) não encontra sustentação.

Simples: o próprio Plínio Zalewski, diretor do Departamento de Direitos Humanos da Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social e, portanto, representante do governo, admitiu que o prefeito de Canoas doaria um terreno para uma das sedes. E que provavelmente outros governantes fariam o mesmo. Ou seja, o governo tenta aprovar uma permuta, entregar um patrimônio histórico-cultural-ambiental, além de supervalorizado, em troca de terrenos que teria de graça.

Ai ai, não sei por que a hipótese de falcatrua não sai da minha cabeça. Seria porque as coisas não fecham? Porque nada faz sentido? Porque leva toda a pinta de ter interesses por trás? É, talvez…

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E pra completar, recebo imagens que provam que foi gasto quase meio milhão de reais em uma obra no terreno em 2009. Para ser permutado em 2010. Não consigo entender… Alguém pode me explicar, por gentileza, em que consiste esse novo jeito de governar?

Terreno da Fase: a pergunta que não quer calar