Sargento suspeito de espionagem no RS aparece em fotos com alguns “alvos”

Por Lucas Azevedo, na Carta Capital.

Caso de espionagem trás a público fotos que podem ajudar na investigação do vazamento de dados do Sistema de Consultas Integradas do RS utilizados de maneira ilegal. As imagens estão sendo divulgadas pelo jornalista Políbio Braga. Por Lucas Azevedo

Estão se tornando públicas três fotografias que podem trazer mais elementos para a elucidação do caso envolvendo o sistema de espionagem instalado dentro do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.

Nas imagens, o sargento da Brigada Militar César Rodrigues de Carvalho, investigado pelo Ministério Público do RS por ser o principal levantador de informações de políticos e autoridades gaúchas a mando de assessores de Yeda Crusius, aparece junto a três de seus “espionados”: o senador do PTB-RS, Sérgio Zambiasi; o radialista da Rádio Gaúcha – Grupo RBS, Wianey Carlet; e do ex- Chefe da Inteligência e atual Chefe do Estado Maior do V COMAR, Coronel Warpschowski.

Nas duas primeiras fotos, Rodrigues está sentado em uma mesa, ao lado do senador Zambiasi, cuja ausência da disputa eleitoral deste ano ainda gera muitos questionamentos, e do radialista Wianey Carlet.

Na terceira imagem, o sargento posa junto com militares do Exército em solenidade realizada na 3ª Companhia de Guardas, este ano, em Porto Alegre, durante cerimônia de entrega da medalha do Batalhão Suez. Próximo ao sargento está o Coronel Warpschowski, de terno e óculos escuros.

Ao menos os dois primeiros registros fotográficos dão conta da proximidade entre espião e espionados. Cabe ao promotor Amilcar Macedo, que investiga o caso, desvendar o tipo de relação que Rodrigues mantinha – ou mantém – com alguns de seus alvos e o porquê da bisbilhotagem.

As fotos foram divulgadas primeiramente pelo jornalista Políbio Braga, célebre defensor da administração Yeda.

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Acrescento: Políbio Braga, célebre jornalista reacionário e sacana, que passa por cima de qualquer um pra não ficar por baixo em situação nenhuma. Mentiroso e asqueroso.

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Sargento suspeito de espionagem no RS aparece em fotos com alguns “alvos”

É uma máfia!

godfathervDepois de Ronaldo Bernardi, da RBS, processar o jornalista Wladymir Ungaretti por denúncias que ele havia feito em seu blog Ponto de Vista, chegou a vez do jornalista Felipe Vieira, do Grupo Bandeirantes, processar o blog A Nova Corja, que já fora processado por Políbio Braga, que escreve para a Rede Pampa.

Ou seja, não é simplesmente uma empresa, a hegemônica, a mais poderosa, que quer se livrar de jornalistas incômodos que pensam e falam coisas diferentes do que as que a empresa pensa e fala (afinal, essa coisa de pluralidade, de democracia, é muito chata!). Isso demonstra que é todo o sistema que pensa assim. Que todos os jornalistas – ou quase todos – que trabalham para qualquer veículo minimamente grande e estabelecido pensa exatamente da mesma forma. Quer dizer, estamos sempre voltados para uma mesma forma de ver o mundo, e é uma forma canalha, baixa e antidemocrática. Não me resta mais dúvidas, é uma máfia!

É uma máfia!

Políbio Braga

polibioCês tão sabendo da história do coronel Mendes, que pediu ajuda a um investigado da Operação Rodin pra conseguir o cargo de comando da Brigada Militar, né? Bom, se não estão, leiam aqui.

Fiquem já sabendo que o relatório da Polícia Federal diz que foi pedido ao jornalista Políbio Braga que fizesse uma nota falando mal do MST pra mostrar que o negócio – na verdade o estado – estava uma zona sem a presença do coronel Mendes. Era época da ocupação da Fazenda Southall – que agora foi vendida pra União (tinha umas dívidas e tal) e vai assentar diversas famílias – e a idéia era que se falasse bem mal da “invasão”, pra mostrar que o Rio Grande do Sul era praticamente um estado sem lei. Tudo isso por causa da ausência do coronel Mendes, repita-se.

Pois bem. A Zero Hora foi entrevistar o Políbio – o mesmo aquele que tirou A Nova Corja do ar por uns tempos e depois perdeu o processo – e eis sua resposta (grifos meus):

“Recordo dessa nota, mas não lembro da circunstância em que botei, porque eu gosto de tocar o pau no MST. Essa nota não tem fonte, sou eu mesmo. No blog (ele tem um blog, mas não vale a pena conhecer) tenho certeza de que saiu. Se saiu no impresso não recordo. Com certeza não houve interferência absoluta de ninguém, pois costumo atacar o MST e defender o coronel.”

Bom, realmente não dá pra dizer que ele não mostra seu lado. É uma pena só que esse tipo de lado seja o mais influente.

Políbio Braga