Sindicato denuncia truculência da Brigada contra jornalista

Do RS Urgente:

Mais um episódio de truculência envolvendo a Brigada Militar no Rio Grande do Sul, uma prática que se tornou uma marca da instituição durante o governo autoritário de Yeda Crusius (PSDB). O fotógrafo Eduardo Seidl foi impedido de realizar seu trabalho nesta sexta-feira (1°) Eduardo estava fazendo a cobertura da greve dos bancários para o SindBancários, quando foi abordado pela polícia, ameaçado e obrigado a deletar fotos de um dos cartões de memória de sua máquina.

O primeiro episódio ocorreu na agência Navegantes do banco Santander. Um advogado da instituição apareceu no local com um interdito proibitório em mãos, coagindo os trabalhadores paralisados e ameaçando o direito de greve – assegurado pela Constituição. O advogado acionou a Brigada Militar, que agiu de forma truculenta. O diretor do SindBancários, Everton Gimenis, foi detido por mais de uma hora e algemado, mesmo sem apresentar resistência a ação da polícia.

O segundo caso presenciado por Seidl foi na agência do Itaú Unibanco, localizado na rua dos Andradas. Após imobilizar um dirigente, um PM tentou impedir com a mão o registro dos fatos.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul condena a atitude e lamenta que tais fatos ainda ocorram em plena vigência do Estado Democrático de Direito. A direção quer também um esclarecimento público da Secretaria de Segurança Pública no que diz respeito ao direito do trabalho jornalístico, que em momento algum pode ser impedido ou cerceado, ainda mais quando é realizado em um local público. As informações são do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS.

Foto: Eduardo Seidl

Anúncios
Sindicato denuncia truculência da Brigada contra jornalista

Mobilizar. Politicar. Agir. Fazer. Mudar.

Mobilizar. Essa é a palavra de ordem. Mexer a cabeça, refrescar as ideias e fazer acontecer. Esse é o princípio da política, a pura. Mas é também o da vida. Aliás, a vida é essencialmente política.

Uma reunião hoje discutiu o que fazer para reverter a pretensão do governo Yeda de entregar o terreno da Fase para a especulação imobiliária.

O post de hoje é para pedir ajuda. Se tu, que estás lendo, concordas que o PL 388 é um absurdo, ajuda a divulgar. Vai nas mobilizações que ocorrerem. Cobra do teu deputado. Grita pro mundo.

Esse é um caso emblemático, o mais recente, talvez. Apenas isso.

Grita sempre. Cobra sempre. Mobiliza. Age.

E fica atento, em alguns dias começamos a divulgar os acontecimentos mais recentes, as atividades de mobilização.

Mobilizar. Politicar. Agir. Fazer. Mudar.

Um novo começo em movimento

Somos andando é meu novo blog. Apesar da mudança de endereço, de identificação visual e de nome, é praticamente uma versão remodelada do meu antigo Interpretando. Eu precisava de um título com um significado.

“Somos andando” é uma frase do educador Paulo Freire. A ideia é de que o que importa não é aonde vamos chegar, mas de que forma iremos para lá. É o caminho que faz o andante. Ou melhor, o andante faz o caminho, como diria o poeta espanhol Antonio Machado: “caminante, no hay camino, se hace camino al andar”.

Conheci a frase no livro De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso, do jornalista uruguaio Eduardo Galeano, para quem “a verdade está na viagem, não no porto”. Pensando nessa frase, me dei conta ainda de que há mais nela. Se “somos andando”, somos muitos. Não sou eu que vou definir sozinha minha identidade ao longo de um caminho. O caminho só existe e só faz sentido se é plural, se é coletivo. Só se pode realizar a utopia em conjunto.

É um movimento… andando… E andando juntos.

A foto do cabeçalho foi tirada por mim na marcha de abertura do Fórum Social Mundial de 2010, em Porto Alegre. Não sei de que movimento são as pessoas que aparecem ali. Havia muitos lá, mas o que importa é que todos caminhavam lado a lado, trilhando um caminho coletivo rumo a um outro mundo possível. Achei que tinha tudo a ver com a ideia do título.

O blog deve continuar com a mesma proposta do Interpretando, de posts variados, sobre temas diversos. O critério que uso para escolher os assuntos é o interesse. Tudo o que eu acho que rende um post e que vá interessar aos leitores vai aparecer por aqui. Mas aviso, os assuntos mais correntes são política e jornalismo. Mas não os únicos, ressalve-se.

Jornalismo, aliás, é outro ponto importante que quero destacar. Pensei em criar o Somos andando no início do ano. Começar 2010 de blog novo. Mas, devido a viagens e outras atividades, não quis dar início a uma empreitada sem oferecer ao leitor pelo menos periodicidade. Deixei, então, para outro momento marcante.

Domingo, dia 31 de janeiro de 2010, anteontem, me formei em Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pode parecer bobagem, mas é um fim de uma fase e o começo de outra, espero que ainda mais produtiva e de mais qualidade.

De resto, espero que o que aparecer por aqui tenha alguma relevância social, por menor que seja. E que vocês, leitores, gostem do que encontrarem.

Um novo começo em movimento