Blogs e sites poderão receber anúncios de campanhas do Estado

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom), inicia o cadastramento de blogs e sites que poderão receber anúncios de campanhas institucionais do Executivo gaúcho. Para participar do cadastro é necessário atender aos seguintes requisitos:

1. A organização responsável pelo blog ou site precisa estar regularmente constituída e apta a emitir nota fiscal.

2. Deve ser informada a data de início das atividades do blog ou site, além de apresentar um relatório (Google Analytics ou semelhante) com o número de IPs únicos que o acessaram nos últimos 90 dias. Também deve ser informado o datacenter onde está hospedado o blog ou site e anexado o relatório de disponibilidade dos últimos 30 dias (a contar da data do cadastramento).

3. Na proposta, deve-se descrever a localização e a dimensão (em pixels) dos espaços oferecidos ao Governo e o valor proposto para a veiculação deverá ser mensal, não sendo aceitas propostas de remuneração variável (por número de cliques ou pageviews, por exemplo).

4. O responsável pelo blog ou site não poderá possuir vínculo funcional com o Estado.

5. O anúncio deverá funcionar como link para o Portal do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Os interessados em participar do cadastro devem encaminhar os dados do responsável pelo blog ou site (CNPJ, endereço, e-mail, telefone, além do nome completo, do CPF e do RG do titular) para o e-mail cadastro@secom.rs.gov.br. O cadastramento servirá para a formação de um banco de dados e não implicará, necessariamente, na contratação do serviço.

Texto: Carla Kunze
Edição: Palácio Piratini (51) 3210.4305

Blogs e sites poderão receber anúncios de campanhas do Estado

Governo distribuiu renda até na publicidade

Não é de hoje, novidade nenhuma, que a imprensa – o que chamam PIG – não gosta do Lula. Não gosta do Lula, do PT, do governo, da Dilma. Sabe-se também que não gosta porque Lula é do povo, porque Lula não tem curso superior, por preconceito. Porque Lula distribuiu renda, não se curvou aos EUA e outros interesses estrangeiros, não cedeu totalmente às elites, mas olhou para o povo. Por preconceito e por poder. Como estavam, as coisas iam bem para as elites. Indo bem para as elites, os interesses da grande imprensa estavam contemplados. Não convém deixar um homem do povo, que fala para o povo e governa para ele chegue ao poder. E ainda resolve inverter a ordem das coisas. Onde já se viu?, perguntam eles.

Mas tem também um outro ponto que faz com que essa imprensa não goste do Lula, reclame de seu governo, queira ver Dilma longe. Ao preconceito e à sede de poder, somam-se os interesses econômicos diretos. Trocando em miúdos, a imprensa não gosta muito de perder dinheiro. E, quando se distribui, quando mais têm acesso, menos sobra para os poucos que antes tinham tudo.

Foi o que aconteceu com as verbas de publicidade, que nunca antes na história deste país chegaram a tantos veículos diferentes. Em 2003, 499 veículos recebiam publicidade do governo. Em 2010, sem aumentar o montante de recursos, são 8.094 os meios de comunicação que a recebem. De 182 municípios abrangidos, pulou para 2.733. Em dois aspectos esse dado é relevante. Primeiro pela valorização de veículos alternativos e incentivo à democratização na comunicação – quando os veículos recebem publicidade, mais condições eles têm de se manter e mostrar-se como uma alternativa à grande imprensa tradicional. Por outro lado, o governo demonstra que até enxerga o Brasil em sua totalidade. Se o fez com os programas sociais, por que seria diferente com a propaganda do governo? Pessoas que antes não eram vistas como consumidores, eleitores, cidadãos, agora têm acesso à mesma informação do governo que os moradores dos grandes centros. Até porque antes eles eram eleitores, mas muitos deles não eram consumidores e não se sentiam cidadãos.

Ou seja, verbas públicas, daquelas que a imprensa tanto reclama de serem mal aplicadas, de serem gastas em cargos de confiança e patati patatá, estão sendo distribuídas de uma forma um pouco mais justa no que diz respeito à publicidade. E aí a verba sai dos bolsos dos veículos. Por que será que nesse caso eles não reclamavam da concentração e da alta quantidade de recursos investidos?

Diante do preconceito, do poder e do dinheiro, a imprensa mente, distorce, calunia e se autoproclama perfeita, já que não pode ser criticada. Uma instituição que não cometa erros – intencionais ou não – decerto não é gerida por pessoas. Afinal, pessoas erram. Menos as pessoas da grande imprensa brasileira, claro.

A mesma grande imprensa que reclama, esbraveja, ironiza. Inventa. Os blogueiros que entrevistaram Lula no mês passado, por exemplo, ganham insinuações. Tornam-se “progressistas” por decreto governamental. Quando a Folha é chapa-branca com governos de seu agrado, aí vale. Se blogueiros de esquerda entrevistam o presidente, provavelmente são comprados, certo?

Errado, meus amigos. E é por não entender de nada disso que a grande imprensa está perdendo força, poder, dinheiro. É por não enxergar que o mundo vai além da Barão de Limeira, com limite em Higienópolis. Quem sabe um dia ela aprende e muda. Ou perde a vez.

Governo distribuiu renda até na publicidade

Marcas globais

Esse negócio de ter canais de vários lugares do mundo, uma novidade a que tive acesso essa semana, faz com que a gente preste atenção em umas coisas que eu nunca tinha pensado que seriam relevantes.

Vendo um canal da Venezuela, além da rapidez com que eles falam, me saltou aos olhos a publicidade. Não porque fosse muito diferente do que estou acostumada, muito pelo contrário. É impressionante como é igual! Não só as marcas, mas os logos, as cores, os formatos. Lembro agora das propagandas do sabão em pó ACE, do sal de frutas ENO e de alguma coisa da Philips.

Nessas horas a gente enxerga a tal da globalização nitidamente.

Marcas globais

Feira do Livro midiaticamente macabra

marcador feira do livroA parte midiática da Feira do Livro está de doer. Tanto a publicitária quanto a jornalística, oficial ou semi-oficial.

A parte publicitária e oficial é meio macabra, com aquela mão saindo de dentro dos livros. Os marcadores de páginas são feios e mais afastam da leitura do que aproximam. Emoção? Bah, será que a prefeitura realmente acha que passa a ideia de que o livro transmite emoção porque tem uma mão a la filme de terror saindo dele? Não só não passa a ideia pretendida como é feia a campanha publicitária.

Já a parte semi-oficial (de tanto que elogia a prefeitura do Fogaça, já é quase quase parte dela) e jornalística também decepciona. O Caderno da Feira que a Zero Hora produziu é bem fraquinho. É em ocasiões como essa que se pode aprofundar um pouco mais o conteúdo, explorar o aspecto cultural da coisa, ir além do óbvio, ser criativo. Mas a criatividade do jornal é bem duvidosa. Admito, eles até se esforçam. Estão vinculando bastante ao twitter, integrando mídias e tal. Mas a cobertura está superficial demais. Fica naquela de “qual teu livro preferido?” que não dá mais. Aliás, que nunca deu.

Feira do Livro midiaticamente macabra