O plágio do chargista

Não é de hoje que critico o chargista Marco Aurélio por seus desenhos machistas, reacionários, homofóbicos, racistas… E que não entendo por que permanece na página 3 da Zero Hora – não que o jornal não siga o mesmo perfil, mas simplesmente porque Marco Aurélio não consegue fazer humor. Nem pra quem é machista, reacionário, homofóbico, racista… Ele é simplesmente sem graça. Pois agora, por alerta do Kayser, Santiago denuncia:

“O colega Kayser me envia uma página da Revista do Crea de março, onde aparece um desenho do Marco Aurélio igualzinho a um cartum que fiz em 1985 e que ganhou o Salão de Piracicaba e o concurso do jornal Yomiuri Shimbun, em Tóquio (1992). Além disso está no meu livro “Ninguém é de Ferro” de 1993 e que teve tiragem de 5.000 exemplares. Portanto fica até feio um profissional da área não tê-lo visto. Minha exigência nesses casos é que, pelo menos, o desenhista refaça melhor que o original, o que parece não ter sido o caso!!!!!”

O original

“Igualzito ao meu”, diz Santiago

E convenhamos, o original é infinitamente melhor, até para uma leiga em arte, com olhar de leitora. Além de mais bem desenhado, o que é talento, tem uma construção mais complexa e completa, que faz muito mais sentido na cena. A ponto de um ser engraçado e outro, surpresa!, não ser.

Anúncios
O plágio do chargista

Deputados não trabalham no RS. Tanto melhor!

Para os gaúchos, aconteceu o melhor possível. Não deu quórum mais uma vez na reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, e o PL 388 ganhou mais uma semana. Assim, podemos mobilizar e fazer pressão para que os deputados se constranjam de aprovar um projeto que lesa o Estado em ano eleitoral. O importante é divulgar o máximo possível. Só a pressão da opinião pública pode frear esse processo.

Dessa vez, é ao Santiago que devo agradecer por fornecer a charge. A rede de indignados vai aumentando.

————

Apesar de para o Rio Grande a falta de quórum ser muito positiva, fica o questionamento… Se em março já não é possível reunir sete deputados em uma reunião rotineira em seu local de trabalho, imagina quando as eleições se aproximarem mais. Em época de campanha, será impossível contar com nossos políticos. Diante dos políticos que temos (com ressalvas), chego ao triste ponto em que acho que devemos comemorar sua ausência.

Deputados não trabalham no RS. Tanto melhor!