Territórios de Paz

Uma mulher do Território de Paz de Guajuviras, em Canoas, disse hoje no programa da Dilma: “o pessoal diz ‘Crack nem pensar’. Tem que pensar no crack, sim”. Ela se referia à campanha da RBS, que espalhou pelo Rio Grande do Sul adesivos que rechaçam a droga sem promover uma reflexão a respeito.

Não que se deva valorizar o crack. Evidente que não. Acontece que não dá pra dizer simplesmente que ela é o fim do mundo sem explicar que o usuário é um dependente, geralmente em situação de vulnerabilidade extrema, que ele é a verdadeira vítima. Que quem mais sofre não é o cidadão assaltado por um viciado que rouba qualquer coisa pra comprar crack. A verdadeira vítima é o cara que não consegue de jeito nenhum se livrar dessa dependência que lhe rouba um pouco da vida a cada dia.

A campanha do Crack nem pensar, da RBS, leva as pessoas a crerem que qualquer tipo de ligação com a droga torna a pessoa criminosa. Criminalizar o usuário não resolve. É desumano até.

Por isso, vem muito bem a discussão trazida pelo PT através do caso das mulheres de Guajuviras. Afinal, a imprensa não traz. Ainda mais se a discussão baseia-se em fatos concretos, em políticas de governo que já estão sendo colocadas em prática. O Pronasci vai nessa direção. Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania. Como eu já disse em outra ocasião, é esse com cidadania que faz a diferença. É ele que transforma territórios de conflito em Territórios de Paz. É política do governo Lula e, vale lembrar, com o dedo, a mão, a cabeça de Tarso Genro, que era ministro da Justiça e agora concorre a governador do RS.

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Territórios de Paz

Por que votar em Tarso para o governo do RS

Os motivos de votar em Tarso não estão muito distantes dos de votar em Dilma. Têm a ver com a coerência, a ética e acima de tudo com uma política voltada para a cidadania. A diferença principal é que aqui Tarso Genro não representa a continuidade de um projeto. Muito pelo contrário, o atual governo do RS afunda o nosso estado a cada dia, com uma política neoliberal, que retira investimentos das políticas públicas, dos órgãos do estado. Foi assim que Yeda criou o falso déficit zero, conseguido às custas de prejudicar o atendimento à população em serviços básicos, como saúde e educação.

As pesquisas mostram que Tarso ganha de Fogaça (PMDB) com larga vantagem na capital. Ambos foram prefeitos de Porto Alegre, o que faz com que o resultado tenha muito significado. Tarso foi ministro do governo Lula em três pastas diferentes, Educação, Relações Institucionais e Justiça. Dois grandes projetos que tomaram corpo sob sua responsabilidade se destacam, o Programa Universidade Para Todos (ProUni) e o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), com a implantação de Territórios de Paz. O detalhe pode parecer singelo, mas esse “com Cidadania” do nome do programa faz toda a diferença. Não é um programa qualquer de repressão à violência, é uma política de governo voltada para a melhoria da qualidade de vida proporcionando mais segurança.

Eleger Tarso significa redemocratizar o estado. Seu programa de governo prevê a utilização dos meios já tradicionais de participação, muitos deles criados pelo PT e praticamente desativados nos governos seguintes, como o Orçamento Participativo. Mas abrange também, de forma ampla, os meios digitais como ferramentas para proporcionar a participação e a transparência.

Tarso governador é voltar a investir os 12% constitucionais na saúde, por exemplo, com uma política inteligente de prevenção e regionalização do atendimento. É devolver aos gaúchos a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), criada pelo governo Olívio Dutra e sistematicamente sucateada durante os governos Rigotto e Yeda. É proporcionar uma educação democrática e humanizada, com valorização dos professores, para reverter o desmonte que o descaso atual causou. É investir em infraestrutura, distribuir renda, promover a agricultura familiar. Enfim, é inverter a lógica e voltar a investir no Rio Grande para que, com participação popular, seja possível atender as demandas dos gaúchos.

Seja possível olhar de fato para os gaúchos. Porque o grande diferencial está na vontade de melhorar a vida de cada cidadão, através de políticas de governo que se transformem em políticas de Estado. Que se consolidem e persistam.

Eleger Tarso é fundamental para dar alguma esperança de o Rio Grande do Sul voltar a crescer, consoante com o resto do Brasil. Durante o governo Olívio, de 1999 a 2002, a oposição foi intensa, as dificuldades de aprovação de cada projeto eram enormes. Ainda assim, o estado cresceu, se desenvolveu gerando qualidade de vida e tornando a população mais igual. Depois disso, tentou-se de toda forma destruir aquelas conquistas que não traziam lucro imediato para o RS. A UERGS, por exemplo, traz, a curto prazo, mais prejuízo. Mas, pensando no futuro, ela é uma baita oportunidade de promover o desenvolvimento regional, formando jovens especializados nas potencialidades de cada região do estado, sem precisar ir muito longe de casa. É bom para o jovem, para a família, para a comunidade e para a economia do estado.

É essa visão integrada e de futuro que faz com que Tarso Genro precise ser eleito governador do Rio Grande do Sul. É por isso que meu voto é dele.

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