New York Times inventa um WikiLeaks próprio

Segundo matéria publicada pelo IJNet, o “New York Times pode criar portal do tipo WikiLeaks”. A ideia é abrir um espaço em que os leitores possam enviar documentos para o jornal, o que eles chamam de “uma espécie de caminho livre para os vazadores de informações”.

Resta saber qual vai ser o critério para a escolha do que será publicado. Se até os vazamentos do WikiLeaks, que se tornaram públicos também por outros meios, passaram pelo crivo editorial do jornal, o que acontecerá com informações exclusivas que não sejam do interesse do grupo que venha a público?

Não estaria o jornal apenas incentivando que o público faça de graça o que seria papel de seus repórteres fazerem? O veículo paga para que profissionais vão atrás da informação – entre outras coisas que também fazem parte da atividade -, e cobra para que seus leitores tenham acesso a esse conteúdo, inclusive na internet. Agora o leitor vai ter que pagar por uma informação conseguida por outro leitor, que, por sua vez, também paga para ler o jornal. Rá.

A colaboração é válida, com sugestões de pauta, críticas, comentários, o que for, da forma mais aberta possível. Mas se torna sacanagem quando se institucionaliza um canal para que o jornal colha informações de um jeito mais fácil e exclusiva, para no fim selecionar e optar sobre o que vira ou não notícia. No fim das contas, o leitor não colabora com a construção da informação do jornal, só é usado por ele.

New York Times inventa um WikiLeaks próprio

Entreviste Julian Assange

Do blog Carta Capital WikiLeaks, por Natalia Viana:

O fundador do WikiLeaks vai dar uma entrevista exclusiva para o público brasileiro.

A ideia é aumentar a comunicação direta com o Brasil, abrindo espaço para perguntas dos internautas.

Todo mundo pode participar. Basta enviar a sua pergunta como um comentário neste blog, incluindo nome completo e email para contato.

Eu e o pessoal do WikiLeaks vamos selecionar dez perguntas que serão respondidas por Julian.

Vamos selecionar em especial perguntas originais – já que o Julian deu muitas entrevistas ultimamente – e que tenham relevância para o público brasileiro  e para o atual momento do WikiLeaks.

Claro, nem todo mundo será contemplado, mas a ideia que a entrevista seja o mais democrática possível.

As perguntas podem ser enviadas até as 18 horas da próxima sexta-feira, dia 21 de janeiro.

Já a entrevista vai ser publicada na próxima semana – somente na internet.

Contamos com a sua participação!

Entreviste Julian Assange

Mapa revela estado do acesso a informações públicas na América Latina

Do Knight Center for Journalism in the Americas:

Num momento em que o vazamento de informações pelo WikiLeaks vem gerando debates sobre o direito de saber e a transparência governamental, o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas publica um mapa revelando a situação das leis de acesso à informação pública na América Latina.

O mapa do blog Jornalismo nas Américas compila informações sobre as normas em cada país e sua efetividade. Ele mostra por exemplo que, em dezembro, El Salvador se tornou o mais novo país no continente a aprovar uma lei de acesso a informações públicas. Enquanto isso, países como Costa Rica, Brasil e Cuba continuam sem uma lei específica que regulamente o direito de acesso a informação.

Este mapa é o mais recente de uma série de projetos especiais do Centro Knight, que incluem um perfil no Twitter sobre liberdade de expressão nas redes sociais, um mapa sobre ameaças a jornalistas e meios de comunicação no México e um mapa sobre a censura eleitoral no Brasil.

Mapa revela estado do acesso a informações públicas na América Latina

O jeito Folha de fazer jornalismo

Fiquei na dúvida se eu estava no site certo, se não tinha sido conduzida a um pop-up que me enchesse o computador de vírus. Dei uma conferida no cabeçalho do site, eu continuava na Folha.com.

Depois de tanta polêmica sobre diploma pra jornalista e o escambau, a Folha tenta provar que realmente, para fazer o “jornalismo” que a nossa grande imprensa faz, não precisa de estudo nenhum. Um cursinho básico de Ctrl+c Ctrl+v é suficiente. Afinal, para receber os telegramas do Wikileaks e publicar na íntegra, EM INGLÊS, sem tirar nem as marcas características desse tipo de comunicação, rápida e de pouco espaço, que agora só prejudicam a leitura, qualquer um.

Hoje vi isso pela segunda vez. Semana passada já tinha feito um acesso semelhante e me surpreendido. Antes que me chamem de mentirosa, repasso alguns links:

Brasil demonstra ‘imaturidade política’ e paranoia sobre Amazônia; leia em inglês

Segundo telegrama, Brasil demonstra ‘ambivalência’ a respeito dos EUA; leia em inglês

De mensalão a etanol, telegrama contextualiza Brasil para secretário; leia em inglês

Vai ver a Folha anda cortando pessoal. Um jeito de fazer jornalismo um tanto parecido com aquele “novo jeito de governar”, também conhecido como “choque de gestão”.

O jeito Folha de fazer jornalismo

As velhas novidades do WikiLeaks

Nenhuma novidade na terrinha. Um monte de documentos veio à tona através de uns vazamentos. O responsável pela publicação – não por vazar os dito-cujos, fique bem claro – foi preso, é o inimigo número 2 dos Estados Unidos. Muito se tem questionado o motivo de sua prisão. Comentaristas apontam para o fato de ele não ter cometido crime ao divulgar os documentos e a falta de coerência na sua prisão enquanto outros que ajudaram a espalhar a notícia continuam soltos e louvados como defensores da liberdade de imprensa. Mas tem outra questão.

Por que tanto esforço pra prender o cara se a única coisa que ele fez foi provar aquilo que todo o mundo já sabia? Afinal, o que apareceu de mais polêmico, entre outros, foi que:

– Os Estados Unidos se acham os donos do mundo e querem que todos os países – que julga inferiores – lhe prestem obediência;

– O ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, é devoto do imperialismo norte-americano e não é confiável;

– O PSDB quer entregar o Brasil de lambuja para investidores estrangeiros;

– O Vaticano procurou esconder casos de pedofilia envolvendo padres;

– O ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, gostaria de ter invadido a Venezuela com forças militares;

– As mudanças no Código Florestal propostas pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B) favorecem interesses estrangeiros;

– O golpe sobre Manuel Zelaya em Honduras foi exatamente isso, um golpe, inconstitucional.

Qual a novidade? Fora, é claro, a comprovação de que não somos loucos paranóicos por dizer tudo isso tempos antes de ser comprovado, como a mídia brasileira gostava de fazer crer.

Mais informações qualificadas sobre os vazamentos do WikiLeaks no blog mantido pela jornalista independente Natália Viana na Carta Capital.

As velhas novidades do WikiLeaks

CloacaLeaks e a máfia midiática guasca

Senhor Cloaca denuncia: a Frente de Libertação dos Blogues teve acesso a vazamentos de e-mails trocados entre membros da máfia midiática guasca.

Frente de Libertação dos Blogues

Produtora: بلوق شركة القذرة.

Al Cloacah – O Mensageiro
Al Coxa – Fotografia de cena
Carmencita – Infraestrutura e locação
Cris Rabi’ah – Cinegrafia
El Cuervo – Roteiro e efeitos especiais
Hassam Berdan – Contra regra e efeitos especiais
Jamüllermileumanoites – Assistência geral
Khadija Kunze – Cinegrafia
Princesa Carla – Contra regra
Shazadi Corrêa – Cinegrafia
Sakineh Barenho – Cinegrafia
Samir Braum – Sonoplastia

CloacaLeaks e a máfia midiática guasca